Questõesde IF-RR sobre Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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Foram encontradas 11 questões
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IF-RR 2017 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

A respeito da obra literária roraimense 'Amor para quem odeia', de Eli Macuxi, está incorreta a opção:

A
O assunto abordado é o amor na vivência humana.
B
É composta por 80 poemas inspirados no sentimento universal que inclui desde aqueles que sentimos pelos nossos pais, filhos, trabalho, pela vida, até os amores hétero e homossexuais.
C
No título da obra está presente a figura de linguagem chamada sinestesia.
D
A poesia que dá título à obra é sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo.
E
No poema “Para minhas mães”, Eli Macuxi homenageia suas filhas: Rebeca, Helena e Clarisse.
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IF-RR 2017 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Sobre a obra Várias Histórias, de Machado de Assis, é incorreto afirmar que:

A
Mariana – é um conto de lição cruel, mas realista, ao narrar as mudanças por que passou uma paixão no espaço de 18 anos.
B
O Enfermeiro – trata-se da história de Rangel, homem de sonhos gigantescos e ações minúsculas, quase nulas.
C
Trio em Lá Menor – é um conto alegórico que apresenta a história de Maria Regina, sofredora de um dilema, pois não consegue decidir-se entre dois homens, Miranda e Maciel.
D
A Desejada das Gentes – conto em que o protagonista rememora a um interlocutor a história de Otília, cobiçada dama da sociedade que costumava desenganar todos que tentavam estabelecer uma relação com ela.
E
Um Apólogo – famoso conto que narra o desentendimento entre a agulha e a linha.
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IF-RR 2017 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Considerando o trecho transcrito do conto A Cartomante, de Machado de Assis, todas as alternativas são corretas, exceto:

Texto para a Questão 02


Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras. 
— Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: "A senhora gosta de uma pessoa..." Confessei que sim, e então ela continuou a botar as cartas, combinou-as, e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era verdade... 
— Errou! Interrompeu Camilo, rindo. 
— Não diga isso, Camilo. Se você soubesse como eu tenho andado, por sua causa. Você sabe; já lhe disse. Não ria de mim, não ria... 
Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria muito, que os seus sustos pareciam de criança; em todo o caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante era ele mesmo. Depois, repreendeu-a; disse-lhe que era imprudente andar por essas casas. Vilela podia sabê-lo, e depois... 
A
A ida de Rita a uma cartomante provocou a reação de divertimento em Camilo.
B
O fato que motivou a narrativa foi o triângulo amoroso Camilo – Rita – Vilela.
C
No conto, a cartomante era uma farsante.
D
O conto foi narrado na terceira pessoa; a personagem Rita consultou uma cartomante numa quinta-feira de 1869; ocorre intertextualidade.
E
Rita procurou a cartomante para saber porque Vilela tinha se afastado.
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IF-RR 2016 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação, Figuras de Linguagem, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Partindo do pressuposto de que todo texto literário é resultado de um trabalho de linguagem feito com o objetivo de produzir determinados efeitos, considere as alternativas abaixo e assinale a correta:

Para responder a questão, considere o poema Ave Roraima da poetisa Eli Macuxi:

Ave Roraima

Ave Roraima que canta
Feito pássaro mítico.
No peito de quem se encanta
Por seus líricos fascínios
Correm rios, cores quentes
Queimam lavrados ardentes
Choram guaribas no cio.
Mesmo quem vem do asfalto
Do barulho e da poeira
Quando vê é roraimeira
Pretoneubereliakin...
Ave Roraima que canta
Amor que chega e suplanta
Todos males em mim!
A
É possível afirmar que em: Correm rios, cores quentes há um exemplo de uso denotativo da linguagem.
B
Em Ave Roraima, a expressão sublinhada tanto pode fazer referência a uma classe de seres vivos quanto a uma saudação romana que denota respeito, revelando que as palavras da língua portuguesa podem ser utilizadas em vários sentidos (polissemia).
C
Mesmo quem vem do asfalto é um exemplo de sentindo denotativo, pois a palavra sublinhada denota a ideia de cidade. 
D
Queimam lavrados está em sentido conotativo, pois a expressão é metafórica relativa a calor.
E
Em Ave Roraima que canta não se pode completar o sentido da expressão sem considerar o significado da palavra Roraima, sendo um uso, portanto, apenas acessório.
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IF-RR 2016 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

No verso “Amor que chega e suplanta", é possível afirmar que:

Para responder a questão, considere o poema Ave Roraima da poetisa Eli Macuxi:

Ave Roraima

Ave Roraima que canta
Feito pássaro mítico.
No peito de quem se encanta
Por seus líricos fascínios
Correm rios, cores quentes
Queimam lavrados ardentes
Choram guaribas no cio.
Mesmo quem vem do asfalto
Do barulho e da poeira
Quando vê é roraimeira
Pretoneubereliakin...
Ave Roraima que canta
Amor que chega e suplanta
Todos males em mim!
A
O Eu-lírico revela a insatisfação diante do cenário de destruição ambiental percebido na paisagem de referência, como mostra o verso “Queimam lavrados ardentes”.
B
Trata-se de uma conclusão diante do arrebatamento vivenciado pelo Eu-lírico pelas descobertas que fez a partir da sua percepção sobre as belezas de Roraima.
C
Suplanta apresenta-se no sentido de extrapolar, pois o Eu-lírico percebe que a saudade da cidade grande, no poema retratado pelo verso “Mesmo quem vem do asfalto” , é maior do que as experiência vivenciadas em Roraima.
D
A sequência do verso em destaque, Todos males em mim!”, reforça a ideia de não-pertencimento experimentado pelo Eu-lírico ao longo do poema.
E
A chegada do amor, revelado por esse verso, faz referência ao gênero musical roraimeira, citado em versos anteriores.
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IF-RR 2017 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Sobre os contos de Várias Histórias, de Machado de Assim, é incorreto afirmar:

A
Esta obra pertence a escola literária denominada Naturalismo.
B
Há neles a análise das fraquezas humanas, norteadas muitas vezes pela preocupação com a opinião alheia.
C
Em inúmeros casos as personagens fazem o mesmo que nós: mentem, usam máscaras, para não entrar em conflito com o meio em que estão e, portanto, conviver em sociedade.
D
No conto A Cartomante, identifica-se uma visão objetiva e pessimista da vida, do mundo e das pessoas (abolição do final feliz).
E
Constituem rico material para um estudo da psicologia do homem e de como ele se comporta no grupo em que vive.
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IF-RR 2017 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Sobre a obra literária roraimense, 'Amor para quem odeia', de autoria da professora e poetisa, Eli Macuxi, é incorreto afirmar:

A
O assunto central abordado é a liberdade de expressão.
B
Os poemas “Ave Roraima”, “Arvore Genealógica e “Pra onde o mundo vai” compõem a obra.
C
No poema “Velho Lucas”, a autora faz uma homenagem ao seu pai.
D
A poesia que dá título à obra é sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo.
E
Dando voz ao "amor que campeia", sua obra fala dos paradoxos que compõem o quadro caótico da vida contemporânea.
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IF-RR 2017 - Português - Interpretação de Textos, Figuras de Linguagem, Análise sintática, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia, Sintaxe, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Leia o poema “Velho Lucas”, de Eli Macuxi, e responda à questão :

Assim que por gente me entendi
por sua causa acreditei
que namorava um bem-te-vi
e pelo amor me apaixonei

Você tirou meus dentes de leite
e dizia à ‘sua menina’
que deveria jogá-los no telhado
declamando uma rima ...
...
Quantas vezes cortou minha franja?
Quantas vezes fingiu brincar de manja?
Quantas vezes me fez ler um mapa?
Quantas vezes me educou no tapa?

Num doze de março você veio ao mundo
sem saber como seria profundo
o sulco na alma da filha mais velha
que tanto temeu ser analfabeta

Acho que deu certo, meu velho pai
você atingiu a sua meta ...
e a ninguém, mais do que a você
responsabilizo hoje
por eu pretender ser poeta.

Amor para quem odeia, 2ª ed. 2016, p. 23-24.


Aponte a alternativa que contém erro de análise:

A
Na estrofe “Quantas vezes cortou minha franja? /Quantas vezes fingiu brincar de manja?/ Quantas vezes me fez ler um mapa?/ Quantas vezes me educou no tapa?”, há a presença da figura de linguagem anáfora.
B
Em “Acho que deu certo, meu velho pai”, o trecho grifado é um vocativo.
C
No poema “Velho Lucas”, a autora faz uma homenagem ao seu pai.
D
No verso “você atingiu a sua meta”, o trecho grifado é objeto direto
E
Em “o sulco na alma da filha mais velha”, o termo destacado significa “rachadela”. 
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IF-RR 2018 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Sobre o poema “Os Estatutos do Homem” de Thiago de Mello, todas as afirmativas são verdadeiras, exceto:

Os Estatutos do Homem

(Ato Institucional Permanente)


Artigo I

Fica decretado que agora vale a verdade.

agora vale a vida,

e de mãos dadas,

marcharemos todos pela vida verdadeira.


Artigo II

Fica decretado que todos os dias da semana,

inclusive as terças-feiras mais cinzentas,

têm direito a converter-se em manhãs de domingo.


Artigo III

Fica decretado que, a partir deste instante,

haverá girassóis em todas as janelas,

que os girassóis terão direito

a abrir-se dentro da sombra;

e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,

abertas para o verde onde cresce a esperança.


Artigo IV

Fica decretado que o homem

não precisará nunca mais

duvidar do homem.

Que o homem confiará no homem

como a palmeira confia no vento,

como o vento confia no ar,

como o ar confia no campo azul do céu.


Parágrafo único:

O homem, confiará no homem

como um menino confia em outro menino. 


Artigo V

Fica decretado que os homens

estão livres do jugo da mentira.

Nunca mais será preciso usar

a couraça do silêncio

nem a armadura de palavras.

O homem se sentará à mesa

com seu olhar limpo

porque a verdade passará a ser servida

antes da sobremesa.


Artigo VI

Fica estabelecida, durante dez séculos,

a prática sonhada pelo profeta Isaías,

e o lobo e o cordeiro pastarão juntos

e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.


Artigo VII

Por decreto irrevogável fica estabelecido

o reinado permanente da justiça e da claridade,

e a alegria será uma bandeira generosa

para sempre desfraldada na alma do povo.


Artigo VIII

Fica decretado que a maior dor

sempre foi e será sempre

não poder dar-se amor a quem se ama

e saber que é a água

que dá à planta o milagre da flor.


Artigo IX

Fica permitido que o pão de cada dia

tenha no homem o sinal de seu suor.

Mas que sobretudo tenha

sempre o quente sabor da ternura.


Artigo X

Fica permitido a qualquer pessoa,

qualquer hora da vida,

uso do traje branco.


Artigo XI

Fica decretado, por definição,

que o homem é um animal que ama

e que por isso é belo,

muito mais belo que a estrela da manhã.


Artigo XII

Decreta-se que nada será obrigado

nem proibido,

tudo será permitido,

inclusive brincar com os rinocerontes

e caminhar pelas tardes 

com uma imensa begônia na lapela.


Parágrafo único:

Só uma coisa fica proibida:

amar sem amor.


Artigo XIII

Fica decretado que o dinheiro

não poderá nunca mais comprar

o sol das manhãs vindouras.

Expulso do grande baú do medo,

o dinheiro se transformará em uma espada fraternal

para defender o direito de cantar

e a festa do dia que chegou.


Artigo Final

Fica proibido o uso da palavra liberdade,

a qual será suprimida dos dicionários

e do pântano enganoso das bocas.

A partir deste instante

a liberdade será algo vivo e transparente

como um fogo ou um rio,

e a sua morada será sempre

o coração do homem.

(Thiago de Mello. Os estatutos do homem. São Paulo, Vergara & Riba, 2001.)

A
Nos versos “Expulso do grande baú do medo/o dinheiro se transformará em uma espada fraternal”, o poeta nos remete a questão da ganância, do consumismo exagerado que toma conta da vida de muitas pessoas. Assim, enquanto tantos possuem muito, outros têm muito pouco ou quase nada.
B
O poema se constrói com palavras de ordem ao brasileiro que se via destituído de escolha política, e passaria a viver, mas não se obrigava a aceitar o governo militar, um duríssimo golpe contra a verdade e a democracia.
C
No Artigo VIII, os versos “Fica decretado que a maior dor/sempre foi e será sempre/ não poder dar-se amor/ a quem se ama/ e saber que é a água/que dá à planta o milagre da flor” decretam o amor como essencial ao homem, tanto quanto a água é indispensável à planta e para que esta manifeste o milagre da floração.
D
A disposição dos versos do poema obedece à estrutura do texto jornalístico: são nove artigos, devidamente numerados com algarismos romanos. Cada Artigo (estrofe) abre-se com frases denotativas e incisivas.
E
No Artigo IX “Fica permitido que o pão de cada dia/ tenha no homem o sinal de seu suor/ Mas que sobretudo tenha/ sempre o quente sabor da ternura”, temos a crítica ao trabalho dentro dos princípios capitalistas, a crítica da sua dignificação no imaginário popular, reificada pela religião.
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IF-RR 2018 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

A respeito da obra literária “Urihi – nossa terra, nossa floresta” do escritor Devair Fiorotti, não é correto afirmar:

A
A obra é composta por vinte poemas que retratam as andanças e angústias de um garimpeiro em terras indígenas.
B
A obra traz uma proposta conceitual que une seus poemas com a ilustração do artista plástico Jaider Esbell.
C
Os poemas contam a história real de um yanomami que foi roubado de sua tribo para morar com um garimpeiro.
D
A inspiração do autor para escrever a obra veio de sua percepção da sociedade e de observações que ele fez durante pesquisas e entrevistas com garimpeiros, indígenas macuxi e outras vivências.
E
Os poemas que compõem a obra retratam temas, como: política, infância, garimpo, morte, costume e ritos dos indígenas.
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IF-RR 2018 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Marque a opção falsa sobre o poema “Os Estatutos do Homem” de Thiago de Mello:

Os Estatutos do Homem

(Ato Institucional Permanente)


Artigo I

Fica decretado que agora vale a verdade.

agora vale a vida,

e de mãos dadas,

marcharemos todos pela vida verdadeira.


Artigo II

Fica decretado que todos os dias da semana,

inclusive as terças-feiras mais cinzentas,

têm direito a converter-se em manhãs de domingo.


Artigo III

Fica decretado que, a partir deste instante,

haverá girassóis em todas as janelas,

que os girassóis terão direito

a abrir-se dentro da sombra;

e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,

abertas para o verde onde cresce a esperança.


Artigo IV

Fica decretado que o homem

não precisará nunca mais

duvidar do homem.

Que o homem confiará no homem

como a palmeira confia no vento,

como o vento confia no ar,

como o ar confia no campo azul do céu.


Parágrafo único:

O homem, confiará no homem

como um menino confia em outro menino. 


Artigo V

Fica decretado que os homens

estão livres do jugo da mentira.

Nunca mais será preciso usar

a couraça do silêncio

nem a armadura de palavras.

O homem se sentará à mesa

com seu olhar limpo

porque a verdade passará a ser servida

antes da sobremesa.


Artigo VI

Fica estabelecida, durante dez séculos,

a prática sonhada pelo profeta Isaías,

e o lobo e o cordeiro pastarão juntos

e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.


Artigo VII

Por decreto irrevogável fica estabelecido

o reinado permanente da justiça e da claridade,

e a alegria será uma bandeira generosa

para sempre desfraldada na alma do povo.


Artigo VIII

Fica decretado que a maior dor

sempre foi e será sempre

não poder dar-se amor a quem se ama

e saber que é a água

que dá à planta o milagre da flor.


Artigo IX

Fica permitido que o pão de cada dia

tenha no homem o sinal de seu suor.

Mas que sobretudo tenha

sempre o quente sabor da ternura.


Artigo X

Fica permitido a qualquer pessoa,

qualquer hora da vida,

uso do traje branco.


Artigo XI

Fica decretado, por definição,

que o homem é um animal que ama

e que por isso é belo,

muito mais belo que a estrela da manhã.


Artigo XII

Decreta-se que nada será obrigado

nem proibido,

tudo será permitido,

inclusive brincar com os rinocerontes

e caminhar pelas tardes 

com uma imensa begônia na lapela.


Parágrafo único:

Só uma coisa fica proibida:

amar sem amor.


Artigo XIII

Fica decretado que o dinheiro

não poderá nunca mais comprar

o sol das manhãs vindouras.

Expulso do grande baú do medo,

o dinheiro se transformará em uma espada fraternal

para defender o direito de cantar

e a festa do dia que chegou.


Artigo Final

Fica proibido o uso da palavra liberdade,

a qual será suprimida dos dicionários

e do pântano enganoso das bocas.

A partir deste instante

a liberdade será algo vivo e transparente

como um fogo ou um rio,

e a sua morada será sempre

o coração do homem.

(Thiago de Mello. Os estatutos do homem. São Paulo, Vergara & Riba, 2001.)

A
Os versos presentes no Artigo X nos chamam a atenção para um problema que aflige a sociedade: a violência. Desta forma, o sentido do trecho “uso do traje branco” representa o culto pela paz.
B
No Artigo VII, o poeta enaltece valores como justiça e alegria ao estabelecer comparações com elementos como reinado e bandeira.
C
Neste poema, o poeta chama a atenção do leitor para os valores simples da natureza humana.
D
No trecho “a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio”, o poeta utiliza a figura de linguagem “comparação” como recurso estilístico.
E
Este poema é dedicado a Carlos Heitor Cony. Foi escrito em 1964, em meio à turbulência de um país marcado pela mácula dos Atos Institucionais que cerceavam a liberdade, suprimindo Direitos.