Questõesde PUC - RS sobre Realismo

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Foram encontradas 7 questões
3022b9cd-fc
PUC - RS 2017 - Literatura - Realismo, Escolas Literárias

Sabe-se que Machado de Assis é considerado um dos maiores escritores brasileiros. Ele criou seu próprio Realismo. Um dos motivos que distinguem sua prosa é a forma como constrói personagens de marcada complexidade psicológica e existencial. Analise a correspondência entre personagem e obra, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).

( ) Bentinho e Dom Casmurro

( ) Sofia e Memórias póstumas de Brás Cubas

( ) Dr. Simão Bacamarte e O alienista

( ) Quincas Borba e Memórias póstumas de Brás Cubas


O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto.



A
V – F – V – V
B
F – V – V – F
C
V – V – F – V
D
V – F – V – F
52d38b6e-d6
PUC - RS 2016 - Literatura - Realismo, Escolas Literárias

Com base no texto, afirma-se:
I. A grande variedade de pronomes presentes no texto aponta para a existência de pelo menos três elementos narrativos: Virgília, o narrador Brás Cubas e o leitor.
II. Expressões como “mais tarde”, “Agora”, “ribas de uma África juvenil” assinalam a existência de diferentes planos temporais na narrativa, dos quais se destacam o momento da enunciação, o passado recente e o passado mais remoto.
III. O último parágrafo do trecho, ao revelar a causa da morte do narrador a partir de uma doença banal, serve de contraponto ao tom poético do parágrafo anterior.
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são

“Caio é um homem, os homens são mortais, logo Caio é mortal, [esse silogismo] parecera-lhe, durante toda a sua vida, correto em relação a Caio, mas de modo algum em relação a ele.”
TOLSTOI, Lev. A morte de Ivan Ilitch. São Paulo: Editora 34, 2006.
Exceção entre os animais, o homem é o único que carrega consigo a certeza da sua própria morte. Esse conhecimento antecipado serve tanto de medida e restrição para as ambições da vida quanto de combustível para atos que garantam algum tipo de imortalidade. De maneira geral, ao defrontar-se com a morte, o ser humano tem noção dos seus limites e daquilo que é possível fazer enquanto está vivo. Planos, viagens, sonhos são marcos postos entre cada um e seu próprio fim. Nesta prova você se deparará com textos que refletem sobre esse tema.

Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
“– “Morto! morto!” dizia consigo.
E a imaginação dela, como as cegonhas que um ilustre viajante viu desferirem o voo desde o Ilisso às ribas africanas, sem embargo das ruínas e dos tempos, – a imaginação dessa senhora também voou por sobre os destroços presentes até às ribas de uma África juvenil... Deixá-la ir; lá iremos mais tarde; lá iremos quando eu me restituir aos primeiros anos. Agora, quero morrer tranquilamente, metodicamente, ouvindo os soluços das damas, as falas baixas dos homens, a chuva que tamborila nas folhas de tinhorão da chácara, e o som estrídulo de uma navalha que um amolador está afiando lá fora, à porta de um correeiro. Juro-lhes que essa orquestra da morte foi muito menos triste do que podia parecer. De certo ponto em diante chegou a ser deliciosa. A vida estrebuchava-me no peito, com uns ímpetos de vaga marinha, esvaía-se-me a consciência, eu descia à imobilidade física e moral, e o corpo fazia-se-me planta, e pedra e lodo, e coisa nenhuma.
Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e todavia é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.” 
A
I, apenas.
B
III, apenas.
C
I e II, apenas.
D
II e III, apenas.
E
I, II e III.
52d68bb5-d6
PUC - RS 2016 - Literatura - Realismo, Escolas Literárias

Com base na obra de Machado de Assis, preencha os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) Tanto Dom Casmurro quanto Memórias Póstumas de Brás Cubas têm em comum o fato de serem livros narrados em primeira pessoa. Além disso, ambos os personagens pertencem à elite carioca do século XIX.
( ) O livro Memórias Póstumas de Brás Cubas encerra-se com um capítulo todo feito de negativas, no qual o narrador enumera uma série de faltas de que sofreu em vida, entre elas o fato de não ter tido filhos e, assim, não ter transmitido a ninguém a herança de nossa miséria.
( ) Há um consenso entre os críticos quanto a Dom Casmurro ser um romance baseado nas memó- rias sinceras de um homem traído.
( ) Machado atuou em diversas áreas das Letras brasileiras. O autor escreveu romances, contos, crítica literária; porém, deixou de lado o teatro e a poesia.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

“Caio é um homem, os homens são mortais, logo Caio é mortal, [esse silogismo] parecera-lhe, durante toda a sua vida, correto em relação a Caio, mas de modo algum em relação a ele.”
TOLSTOI, Lev. A morte de Ivan Ilitch. São Paulo: Editora 34, 2006.
Exceção entre os animais, o homem é o único que carrega consigo a certeza da sua própria morte. Esse conhecimento antecipado serve tanto de medida e restrição para as ambições da vida quanto de combustível para atos que garantam algum tipo de imortalidade. De maneira geral, ao defrontar-se com a morte, o ser humano tem noção dos seus limites e daquilo que é possível fazer enquanto está vivo. Planos, viagens, sonhos são marcos postos entre cada um e seu próprio fim. Nesta prova você se deparará com textos que refletem sobre esse tema.

Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
“– “Morto! morto!” dizia consigo.
E a imaginação dela, como as cegonhas que um ilustre viajante viu desferirem o voo desde o Ilisso às ribas africanas, sem embargo das ruínas e dos tempos, – a imaginação dessa senhora também voou por sobre os destroços presentes até às ribas de uma África juvenil... Deixá-la ir; lá iremos mais tarde; lá iremos quando eu me restituir aos primeiros anos. Agora, quero morrer tranquilamente, metodicamente, ouvindo os soluços das damas, as falas baixas dos homens, a chuva que tamborila nas folhas de tinhorão da chácara, e o som estrídulo de uma navalha que um amolador está afiando lá fora, à porta de um correeiro. Juro-lhes que essa orquestra da morte foi muito menos triste do que podia parecer. De certo ponto em diante chegou a ser deliciosa. A vida estrebuchava-me no peito, com uns ímpetos de vaga marinha, esvaía-se-me a consciência, eu descia à imobilidade física e moral, e o corpo fazia-se-me planta, e pedra e lodo, e coisa nenhuma.
Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e todavia é verdade. Vou expor-lhe sumariamente o caso. Julgue-o por si mesmo.” 
A
V – V – F – F
B
V – V – V – F
C
V – F – F – V
D
F – V – V – F
E
F – F – V – V
083516a2-1d
PUC - RS 2015 - Literatura - Realismo, Escolas Literárias

INSTRUÇÃO: Para responder à questão 32, leia o trecho a seguir, retirado de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

“Ultimamente, restituído à forma humana, vi chegar um hipopótamo, que me arrebatou. Deixei-me ir, calado, não sei se por medo ou confiança; mas, dentro em pouco, a carreira de tal modo se tornou vertiginosa, que me atrevi a interrogá-lo, e com alguma arte lhe disse que a viagem me parecia sem destino.

– Engana-se, replicou o animal, nós vamos à origem dos séculos.

Insinuei que deveria ser muitíssimo longe; mas o hipopótamo não me entendeu ou não me ouviu, se é que não fingiu uma dessas coisas, e, perguntando-lhe, visto que ele falava, se era descendente do cavalo de Aquiles ou da asna de Balaão, retorquiu-me com um gesto peculiar a estes dois quadrúpedes: abanou as orelhas. Pela minha parte fechei os olhos e deixei-me ir à ventura. Já agora não se me dá de confessar que sentia umas tais ou quais cócegas de curiosidade, por saber onde ficava a origem do Nilo, e sobretudo se valia alguma coisa mais ou menos que a consumação dos mesmos séculos: reflexões de cérebro enfermo. Como ia de olhos fechados, não via o caminho; lembra-me só que a sensação de frio aumentava com a jornada, e que chegou uma ocasião em que me pareceu entrar na região dos gelos eternos.”

Todas as afirmativas estão corretamente associadas ao texto, EXCETO:

A
O texto configura uma tomada de consciência da personalidade dividida entre o eu e a realidade objetiva, tema frequente no final do século XIX, por influência dos avanços da ciência e da psicanálise.
B
Machado de Assis foi um escritor que fez uso reiterado da ironia que, nesse texto, se expressa na personificação do animal e na sua capacidade de retornar aos tempos primordiais.
C
A aventura de Brás Cubas, cavalgando um hipopótamo, em direção à origem dos séculos, configura um tipo de viagem diferente, pois se dá através do delírio da personagem machadiana.
D
O narrador vale-se do recurso da humanização dos animais para expressar o sentimento de medo ao enfrentar uma viagem sem destino.
E
As referências à mitologia clássica, comuns em Machado de Assis, costumam configurar uma perspectiva humorística, que, no caso de Memórias Póstumas de Brás Cubas, aparece no parentesco entre o cavalo de Aquiles e o hipopótamo.
cf17a259-36
PUC - RS 2014 - Literatura - Simbolismo, Naturalismo, Modernismo, Realismo, Escolas Literárias

INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o trecho de O cortiço, de Aluísio de Azevedo, e preencha as lacunas.


Bertoleza é que continuava na cepa torta, sempre a mesma crioula suja, sempre atrapalhada de serviço, sem domingo nem dia santo: essa, em nada, em nada absolutamente, participava das novas regalias do amigo: pelo contrário, à medida que ele galgava posição social, a desgraçada fazia-se mais e mais escrava e rasteira.


A personagem Bertoleza em O cortiço, de Aluísio de Azevedo, representa o fatalismo_________ que se presentifica em muitas obras _________, pautadas pela forte influência de escritores franceses como _________.

A
determinista – naturalistas – Émile Zola
B
determinista – simbolistas – Gustave Flaubert
C
capitalista – modernistas – Charles Baudelaire
D
positivista – realistas – Charles Baudelaire
E
capitalista – maneiristas – Émile Zola
1109613b-27
PUC - RS 2011 - Literatura - Realismo, Escolas Literárias

INSTRUÇÃO: Para responder à questão 32, leia o trecho a seguir, no contexto da obra O Ateneu, de Raul Pompéia, e as afirmativas.

Imagem 016.jpg

I. A violência recorrente num ambiente de confinamento mostra ao personagem principal a lógica da dominação dos mais fracos pelos mais fortes.

II. A expressão “fazer valer um bom serviço” explicita o trabalho duplo de Sanches: apresentar um suposto perigo e ao mesmo tempo oferecer proteção ao aluno novato.

III. O incêndio que devastaria o colégio Ateneu, provocado pelo personagem principal do romance, é um último ato de violência, que dá fim à obra de Raul Pompéia.

IV. Com teor memorialista, a obra O Ateneu, uma crônica de saudades, traz um narrador em primeira pessoa do singular, chamado Franco.

As afirmativas corretas são, apenas,



A
I e II.
B
I e III.
C
III e IV.
D
I, II e IV.
E
II, III e IV.
c1ac73cc-28
PUC - RS 2010, PUC - RS 2010 - Literatura - Simbolismo, Modernismo, Realismo, Escolas Literárias, Romantismo

Os textos A e B pertencem, respectivamente, a ________ e _________, autores que se alinham aos movimentos literários denominados _________ e _________.

Imagem 019.jpg

Imagem 018.jpg
A
Cruz e Souza – Dyonélio Machado – Simbolismo – Romantismo
B
Manuel Bandeira – Cyro Martins – Modernismo – Realismo
C
Alphonsus de Guimaraens – Dyonélio Machado – Simbolismo – Modernismo
D
Álvares de Azevedo – Moacyr Scliar – Roman- tismo – Modernismo
E
Olavo Bilac – Cyro Martins – Parnasianismo – Realismo