Questõesde FAG 2018 sobre Literatura

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Foram encontradas 12 questões
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FAG 2018 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

Tendo por base o poema de Olavo Bilac - “O incêndio de Roma”, assinale a alternativa correta.

A
A imagem sádica aparece encarnada pelo elemento masculino. Fiel ao requinte esteticista parnasiano decadentista, as primeiras estrofes aliam majestade à ruína, assinalando o gosto decadente pela monumentalidade que se esboroa.
B
Dentro do contexto do Arcadismo, o protagonista revela a ambição de ter uma vida simples e bucólica ao lado de sua amada.
C
A natureza torna-se, portanto, uma forte característica, a qual é descrita em diversos momentos.
D
Em um dado momento a personagem passa por um momento de epifania, que é uma súbita revelação ou compreensão de algo.
E
O protagonista parece conhecer bem o dito popular “felicidade é bom, mas dura pouco”, uma vez que ele se utiliza de todas as formas para prolongar seu sentimento de felicidade.
23ab48b6-e7
FAG 2018 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

A obra transita num tempo de decadência espacial. Uma sociedade patriarcal onde o dono da terra é o dono do poder, o dono da família, enfim o dono da mulher. A protagonista é uma personagem redonda, sofre mudanças profundas no decorrer da história. Por conseguinte, é uma personagem encantadora, marcada pela dor e pelos gestos calculados. O espaço é redondo, transformado pela decadência rural em função da industrialização. Assinale a alternativa que corresponde à obra aludida:

A
Fogo Morto (José Lins do Rego)
B
Lavoura Arcaica (Raduan Nassar)
C
Dôra, Doralina (Rachel de Queiroz)
D
O Incêndio de Roma (Olavo Bilac)
E
O Acendedor de Lampiões (Jorge de Lima)
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FAG 2018 - Literatura - Escolas Literárias, Romantismo

Sobre a obra de Alvares de Azevedo, “Se eu morresse amanhã”, é CORRETO afirmar:

A
Nos versos da primeira estrofe fica mais evidente a preocupação que ele tem por seus amigos, fazendo previsões do que aconteceria com sua amiga Ana após a morte do eu-lírico.
B
Na segunda estrofe do poema, o poeta presume que caso não morresse teria um futuro brilhante pela frente dada a sua genialidade, conscientizando que a morte tiraria a sua glória e o tempo que viria seria perdido.
C
Na terceira estrofe, o poeta ressalta a beleza de sua irmã que tal sentimento de amor por ela não existiria se este morresse amanhã.
D
Na quarta estrofe do poema, percebe-se implicitamente que o eu-lírico não conformado com a morte, observa o quão triste e desesperador o fato de morrer.
E
A repetição de “Se eu morresse amanhã!” no final de cada estrofe nos deixa claro que nada seria possível se ele morresse e se ele não morresse tudo se realizaria.
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FAG 2018 - Literatura - Escolas Literárias, Romantismo

Sobre a obra de Alvares de Azevedo, “Se eu morresse amanhã”, é CORRETO afirmar:

A
Nos versos da primeira estrofe fica mais evidente a preocupação que ele tem por seus amigos, fazendo previsões do que aconteceria com sua amiga Ana após a morte do eu-lírico.
B
Na segunda estrofe do poema, o poeta presume que caso não morresse teria um futuro brilhante pela frente dada a sua genialidade, conscientizando que a morte tiraria a sua glória e o tempo que viria seria perdido.
C
Na terceira estrofe, o poeta ressalta a beleza de sua irmã que tal sentimento de amor por ela não existiria se este morresse amanhã.
D
Na quarta estrofe do poema, percebe-se implicitamente que o eu-lírico não conformado com a morte, observa o quão triste e desesperador o fato de morrer.
E
A repetição de “Se eu morresse amanhã!” no final de cada estrofe nos deixa claro que nada seria possível se ele morresse e se ele não morresse tudo se realizaria.
a6f5b441-e7
FAG 2018 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

A obra transita num tempo de decadência espacial. Uma sociedade patriarcal onde o dono da terra é o dono do poder, o dono da família, enfim o dono da mulher. A protagonista é uma personagem redonda, sofre mudanças profundas no decorrer da história. Por conseguinte, é uma personagem encantadora, marcada pela dor e pelos gestos calculados. O espaço é redondo, transformado pela decadência rural em função da industrialização. Assinale a alternativa que corresponde à obra aludida:

A
Fogo Morto (José Lins do Rego)
B
Lavoura Arcaica (Raduan Nassar)
C
Dôra, Doralina (Rachel de Queiroz)
D
O Incêndio de Roma (Olavo Bilac)
E
O Acendedor de Lampiões (Jorge de Lima)
c981286e-e8
FAG 2018 - Literatura - Escolas Literárias, Arcadismo

O texto 1 possui traços que caracterizam o período literário ao qual pertence. Uma característica evidente nesta estrofe é:

Texto 1


“Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

Que vive de guardar alheio gado;

De tosco trato, de expressões grosseiro,

Dos frios gelado e dos sóis queimado.

Tenho próprio casal e nele assisto

Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

Das brancas ovelhinhas tiro o leite,

E mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela,

Graças à minha Estrela!”

(Tomás Antonio Gonzaga)

A
o bucolismo;
B
o misticismo;
C
o nacionalismo;
D
o regionalismo;
E
o indianismo.
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FAG 2018 - Literatura - Modernismo: Tendências contemporâneas, Escolas Literárias

Sobre o romance “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar, é CORRETO afirmar:

Texto 1


“Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

Que vive de guardar alheio gado;

De tosco trato, de expressões grosseiro,

Dos frios gelado e dos sóis queimado.

Tenho próprio casal e nele assisto

Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

Das brancas ovelhinhas tiro o leite,

E mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela,

Graças à minha Estrela!”

(Tomás Antonio Gonzaga)

A
A obra traz uma narrativa pesada, cheia de confusões; protestos; abstenções; amor de irmão com irmã deixando a narrativa ostensiva e cansativa. André se vê diferente de todos que cheio de pressões resolve fugir de casa, fato que remonta bem à narrativa bíblica do filho pródigo.
B
É um romance surgido no segundo período do modernismo, a fase regionalista. O período inicial do movimento havia sido marcado pela busca da identidade brasileira, num caminho trilhado, principalmente, pelo trabalho com a forma: a exploração da sintaxe e do vocabulário falado e utilizado no país.
C
O título do romance traz para o leitor a ideia de circunstância, e, também a óbvia alusão à morte, mostrando o espírito que se manifesta não só nesta obra, mas na 2ª Geração do Romantismo no Brasil, caracterizado pelo gosto pelo mórbido, pessimismo desesperado, escapismo na morte, etc.
D
Neste romance fica muito evidente o cuidado de Raduan Nassar em preservar o registro linguístico utilizado pelos homens do campo e a riqueza do vocabulário deles.
E
A linguagem enigmática do texto religioso é típica do pai de André, e isso reforça o seu desacordo com o filho, cujas falas são sempre explícitas e concisas, sem referências aos textos religiosos.
c984c190-e8
FAG 2018 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

A obra reúne uma série de artigos, iniciados com “Velha Praga”, publicados em O Estado de São Paulo em 14/11/1914. Nestes artigos, o autor insurge-se contra o extermínio das matas da Mantiqueira pela ação nefasta das queimadas, retrógrada prática agrícola perpetrada pela ignorância dos caboclos, analisa o primitivismo da vida dos caipiras do Vale do Paraíba e critica a literatura romântica que cantou liricamente esses marginais da civilização. Assinale a alternativa que corresponde ao conto aludido:

Texto 1


“Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

Que vive de guardar alheio gado;

De tosco trato, de expressões grosseiro,

Dos frios gelado e dos sóis queimado.

Tenho próprio casal e nele assisto

Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

Das brancas ovelhinhas tiro o leite,

E mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela,

Graças à minha Estrela!”

(Tomás Antonio Gonzaga)

A
Pai contra mãe (Machado de Assis);
B
Urupês (Monteiro Lobato);
C
Felicidade Clandestina (Clarice Lispector);
D
O homem que sabia javanês (Lima Barreto);
E
O acendedor de lampiões (Jorge de Lima).
c838de4e-e7
FAG 2018 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

Sobre o romance “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar, é CORRETO afirmar:

Texto 2


“Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que não lia. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía. As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o, E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem pra meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo”.
(Clarice Lispector, Felicidade Clandestina.)
A
A obra traz uma narrativa pesada, cheia de confusões; protestos; abstenções; amor de irmão com irmã deixando a narrativa ostensiva e cansativa. André se vê diferente de todos que cheio de pressões resolve fugir de casa, fato que remonta bem à narrativa bíblica do filho pródigo.
B
É um romance surgido no segundo período do modernismo, a fase regionalista. O período inicial do movimento havia sido marcado pela busca da identidade brasileira, num caminho trilhado, principalmente, pelo trabalho com a forma: a exploração da sintaxe e do vocabulário falado e utilizado no país.
C
O título do romance traz para o leitor a ideia de circunstância, e, também a óbvia alusão à morte, mostrando o espírito que se manifesta não só nesta obra, mas na 2ª Geração do Romantismo no Brasil, caracterizado pelo gosto pelo mórbido, pessimismo desesperado, escapismo na morte, etc.
D
Neste romance fica muito evidente o cuidado de Raduan Nassar em preservar o registro linguístico utilizado pelos homens do campo e a riqueza do vocabulário deles.
E
A linguagem enigmática do texto religioso é típica do pai de André, e isso reforça o seu desacordo com o filho, cujas falas são sempre explícitas e concisas, sem referências aos textos religiosos.
c835cd57-e7
FAG 2018 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

A respeito do conto “Felicidade Clandestina” de Clarice Lispector, assinale a alternativa CORRETA:

Texto 2


“Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que não lia. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía. As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o, E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem pra meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo”.
(Clarice Lispector, Felicidade Clandestina.)
A
A narradora do conto demonstra seu descontentamento com a ideia de que a leitura seja capaz de transformar as atitudes de sua antagonista, pois mesmo após ter lido diversos livros, inclusive os de Monteiro Lobato, a mesma não demonstra qualquer sensibilidade aprimorada.
B
A felicidade clandestina citada no título está relacionada ao fato de que a verdadeira ansiedade da protagonista era rever a garota que, muitas vezes, a tratava de maneira humilhante, mesmo que para isso tivesse de usar como desculpa em fato corriqueiro, como o empréstimo de um livro, estabelecendo uma relação de amizade quase sadomasoquista entre ambas.
C
A personagem central parece sentir-se secretamente aliviada ao constatar que o livro já tinha sido emprestado a outra escola, uma vez que o mesmo era “um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele”. Dessa sensação vem o título que Clarice Lispector dá ao texto, uma vez que a protagonista sabe que deveria ler obrigatoriamente a obra e o fato de escapar da mesma é felicidade clandestina.
D
A verdadeira crueldade exposta no texto de Clarice é representada pela contínua insistência da protagonista em torturar sua colega, pedindo-lhe repetidamente o empréstimo do livro que já sabia estar de posse de outra pessoa, humilhando assim a amiga que prometera o que não poderia cumprir.
E
A narradora do conto é um exemplo claro das personagens claricianas, pois em sua introspecção e em seu amor pela leitura é capaz de suportar até mesmo as piores humilhações para ter em sua posse um objeto ao qual atribui poderes quase transcendentais, capazes de gerar uma epifania na protagonista.
c832150d-e7
FAG 2018 - Literatura - Modernismo, Escolas Literárias

A obra reúne uma série de artigos, iniciados com “Velha Praga”, publicados em O Estado de São Paulo em 14/11/1914. Nestes artigos, o autor insurge-se contra o extermínio das matas da Mantiqueira pela ação nefasta das queimadas, retrógrada prática agrícola perpetrada pela ignorância dos caboclos, analisa o primitivismo da vida dos caipiras do Vale do Paraíba e critica a literatura romântica que cantou liricamente esses marginais da civilização. Assinale a alternativa que corresponde ao conto aludido:

Texto 1


“Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

Que vive de guardar alheio gado;

De tosco trato, de expressões grosseiro,

Dos frios gelado e dos sóis queimado.

Tenho próprio casal e nele assisto

Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

Das brancas ovelhinhas tiro o leite,

E mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela,

Graças à minha Estrela!”

(Tomás Antonio Gonzaga)

A
Pai contra mãe (Machado de Assis);
B
Urupês (Monteiro Lobato);
C
Felicidade Clandestina (Clarice Lispector);
D
O homem que sabia javanês (Lima Barreto);
E
O acendedor de lampiões (Jorge de Lima).
c82e8821-e7
FAG 2018 - Literatura - Escolas Literárias, Arcadismo

O texto 1 possui traços que caracterizam o período literário ao qual pertence. Uma característica evidente nesta estrofe é:

Texto 1


“Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

Que vive de guardar alheio gado;

De tosco trato, de expressões grosseiro,

Dos frios gelado e dos sóis queimado.

Tenho próprio casal e nele assisto

Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

Das brancas ovelhinhas tiro o leite,

E mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela,

Graças à minha Estrela!”

(Tomás Antonio Gonzaga)

A
o bucolismo;
B
o misticismo;
C
o nacionalismo;
D
o regionalismo;
E
o indianismo.