Questõesde UNESP sobre História Geral

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Foram encontradas 129 questões
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UNESP 2017 - História - História Geral, Segunda Grande Guerra – 1939-1945

Em 1955 foi realizada na Indonésia a Conferência de Bandung, que lançou as bases do chamado Movimento dos Não Alinhados. Considerando o contexto do Pós-Segunda Guerra Mundial, a Conferência de Bandung expressava

A
uma manifestação pelo reconhecimento internacional da hegemonia asiática sobre a economia do pós-guerra.
B
uma ruptura com os padrões socioculturais preconizados pela Tríplice Aliança e pela Tríplice Entente.
C
a resistência política contra os confrontos armados entre os Países Aliados e os Países do Eixo.
D

a consolidação da influência socialista no hemisfério oriental, com a redefinição de antigas fronteiras políticas.

E
a tentativa de alguns países de se manterem neutros diante da bipolaridade estabelecida pela Guerra Fria.
c63737fd-3b
UNESP 2017 - História - Guerra Fria e seus desdobramentos, História Geral

O texto identifica dois períodos distintos nas relações globais após o fim da Guerra Fria. Tais períodos podem ser descritos da seguinte forma:

      Dado que o Presidente eleito Donald Trump articulou uma visão coerente dos assuntos externos, parece que os Estados Unidos devem rejeitar a maioria das políticas do período pós-1945. Para Trump, a OTAN é um mau negócio, a corrida nuclear é algo bom, o presidente russo Vladimir Putin é um colega admirável, os grandes negócios vantajosos apenas para nós, norte-americanos, devem substituir o livre-comércio.

      Com seu estilo peculiar, Trump está forçando uma pergunta que, provavelmente, deveria ter sido levantada há 25 anos: os Estados Unidos devem ser uma potência global, que mantenha a ordem mundial – inclusive com o uso de armas, o que Theodore Roosevelt chamou, como todos sabem, de Big Stick?

      Curiosamente, a morte da União Soviética e o fim da Guerra Fria não provocaram imediatamente esse debate. Na década de 1990, manter um papel de liderança global para os Estados Unidos parecia barato – afinal, outras nações pagaram pela Guerra do Golfo Pérsico de 1991. Nesse conflito e nas sucessivas intervenções norte-americanas na antiga Iugoslávia, os custos e as perdas foram baixos. Então, no início dos anos 2000, os americanos foram compreensivelmente absorvidos pelas consequências do 11 de setembro e pelas guerras e ataques terroristas que se seguiram. Agora, para melhor ou para pior, o debate está nas nossas mãos.

(Eliot Cohen. “Should the U.S. still carry a ‘big stick’?”. www.latimes.com, 18.01.2017. Adaptado.)

A
primeiro, uma fase de ordem mundial multipolarizada; depois, uma etapa marcada pela atuação russa e estadunidense como mediadores em áreas de conflito.
B
primeiro, uma fase de constantes atentados terroristas na Europa; depois, uma etapa de afirmação e consolidação da liderança industrial-militar estadunidense.
C
primeiro, uma fase de frequente intervencionismo norte-americano em conflitos regionais; depois, uma etapa de dúvida quanto ao papel dos Estados Unidos no cenário global.
D
primeiro, uma fase de alianças e acordos comerciais entre países europeus e latino-americanos; depois, uma etapa voltada à implantação de blocos econômicos regionais.
E
primeiro, uma fase de acelerado armamentismo russo e norte-americano; depois, uma etapa de distensão e de estabelecimento de uma ordem mundial bipolarizada.
c63419fe-3b
UNESP 2017 - História - História Geral, Período Entre-Guerras; Crise de 1929 e seus desdobramentos

A chamada “política do Big Stick”, desenvolvida pelo presidente norte-americano Theodore Roosevelt, manifestou-se por meio

      Dado que o Presidente eleito Donald Trump articulou uma visão coerente dos assuntos externos, parece que os Estados Unidos devem rejeitar a maioria das políticas do período pós-1945. Para Trump, a OTAN é um mau negócio, a corrida nuclear é algo bom, o presidente russo Vladimir Putin é um colega admirável, os grandes negócios vantajosos apenas para nós, norte-americanos, devem substituir o livre-comércio.

      Com seu estilo peculiar, Trump está forçando uma pergunta que, provavelmente, deveria ter sido levantada há 25 anos: os Estados Unidos devem ser uma potência global, que mantenha a ordem mundial – inclusive com o uso de armas, o que Theodore Roosevelt chamou, como todos sabem, de Big Stick?

      Curiosamente, a morte da União Soviética e o fim da Guerra Fria não provocaram imediatamente esse debate. Na década de 1990, manter um papel de liderança global para os Estados Unidos parecia barato – afinal, outras nações pagaram pela Guerra do Golfo Pérsico de 1991. Nesse conflito e nas sucessivas intervenções norte-americanas na antiga Iugoslávia, os custos e as perdas foram baixos. Então, no início dos anos 2000, os americanos foram compreensivelmente absorvidos pelas consequências do 11 de setembro e pelas guerras e ataques terroristas que se seguiram. Agora, para melhor ou para pior, o debate está nas nossas mãos.

(Eliot Cohen. “Should the U.S. still carry a ‘big stick’?”. www.latimes.com, 18.01.2017. Adaptado.)

A
do respeito ao princípio da autonomia e da independência dos povos nativos do continente americano.
B
dos estímulos financeiros à recuperação econômica dos países latino-americanos, após a depressão econômica de 1929.
C
das contínuas intervenções diretas e indiretas em assuntos internos dos países latino-americanos.
D
da elevação das taxas alfandegárias na entrada de mercadorias europeias nos Estados Unidos, após a crise de 1929.
E
da repressão às manifestações por direitos civis nos Estados Unidos da década de 1960.
c62a30a2-3b
UNESP 2017 - História - História Geral, Revolução Industrial

      Nem todos os homens se renderam diante das forças irresistíveis do novo mundo fabril, e a experiência do movimento dos quebradores de máquina demonstra uma inequívoca capacidade dos trabalhadores para desencadear uma luta aberta contra o sistema de fábrica. De um lado, esse movimento de resistência visava investir contra as novas relações hierárquicas e autoritárias introduzidas no interior do processo de trabalho fabril, e nessa medida a destruição das máquinas funcionava como mecanismo de pressão contra a nova direção organizativa das empresas; de outro lado, inúmeras atividades de destruição carregaram implicitamente uma profunda hostilidade contra as novas máquinas e contra o marco organizador da produção que essa tecnologia impunha.

                                     (Edgar de Decca. O nascimento das fábricas, 1982. Adaptado.)

De acordo com o texto, os movimentos dos quebradores de máquinas, na Inglaterra do final do século XVIII e início do XIX,

A
expunham a rápida e eficaz ação dos sindicatos, capazes de coordenar ações destrutivas em fábricas de diversas partes do país.
B
representavam uma reação diante da ordem e da disciplinarização do trabalho, facilitadas pelo emprego de máquinas na produção fabril.
C
indicavam o aprimoramento das condições de trabalho nas fábricas, que contavam com aparato de segurança interna contra atos de vandalismo.
D
revelavam a ingenuidade de alguns trabalhadores, que não percebiam que as máquinas auxiliavam e facilitavam seu trabalho.
E
simbolizavam a rebeldia da maioria dos trabalhadores, envolvidos com partidos e agrupamentos políticos de inspiração marxista.
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UNESP 2017 - História - História Geral, Pré-História ou História Não-Escrita

Examine duas pinturas produzidas na Caverna de Altamira, Espanha, durante o Período Paleolítico Superior.


Tais pinturas rupestres podem ser consideradas como

A
manifestação do primitivismo de povos incapazes de representações realistas.
B
expressão artística infantilizada e insuficiente para fornecer qualquer indício sobre a vida na Pré-História.
C
comprovação do pragmatismo de povos primitivos, despreocupados de sua alimentação.
D
representação, em linguagem visual, dos vínculos materiais de um povo com o seu ambiente.
E
revelação da predominância do pensamento abstrato sobre o concreto nos povos pré-históricos.
1afe434a-30
UNESP 2016 - História - História Geral, Revolução Intelectual do século XVIII: Iluminismo

    O alvo dos ataques extremistas é o Iluminismo. E a melhor defesa é o próprio Iluminismo. “Por mais que seus valores estejam sendo atacados por elementos como os fundamentalistas americanos e o islamismo radical, isto é, pela religião organizada, o Iluminismo continua sendo a força intelectual e cultural dominante no Ocidente. O Iluminismo continua oferecendo uma arma contra o fanatismo”. Estas palavras do historiador britânico Anthony Pagden chegam em um momento em que algumas forças insistem em dinamitar a herança do Século das Luzes. “O Iluminismo é um projeto importante e em incessante evolução. Proporciona uma imagem de um mundo capaz tanto de alcançar certo grau de universalidade quanto de libertar-se das restrições do tipo de normas morais oferecidas pelas comunidades religiosas e suas análogas ideologias laicas: o comunismo, o fascismo e, agora, inclusive, o comunitarismo”, afirma Pagden.
(Winston Manrique Sabogal. “‘O Iluminismo continua oferecendo uma arma contra o fanatismo’”. www.unisinos.br. Adaptado.)
No texto, o Iluminismo é entendido como

A
um impulso intelectual propagador de ideologias políticas e religiosas contrárias à hegemonia do Ocidente.
B
um movimento filosófico e intelectual de valorização da razão, da liberdade e da autonomia, restrito ao século XVIII.
C
uma tendência de pensamento legitimadora do domínio colonialista e imperialista exercido pelas nações europeias.
D
um projeto intelectual eurocêntrico baseado em imagens de mundo dotadas de universalidade teológica.
E
uma experiência intelectual racional e emancipadora, de origem europeia, porém passível de universalização.
1aadd1a9-30
UNESP 2016 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

   A Igreja foi responsável direta por mais uma transformação, formidável e silenciosa, nos últimos séculos do Império: a vulgarização da cultura clássica. Essa façanha fundamental da Igreja nascente indica seu verdadeiro lugar e função na passagem para o Feudalismo. A condi- ção de existência da civilização da Antiguidade em meio aos séculos caóticos da Idade Média foi o caráter de resistência da Igreja. Ela foi a ponte entre duas épocas.
(Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 2016. Adaptado.)
O excerto permite afirmar corretamente que a Igreja cristã

A
tornou-se uma instituição do Império Romano e sobreviveu à sua derrocada quando da invasão dos bárbaros germânicos.
B
limitou suas atividades à esfera cultural e evitou participar das lutas políticas durante o Feudalismo.
C
manteve-se fiel aos ensinamentos bíblicos e proibiu representações de imagens religiosas na Idade Média.
D
reconheceu a importância da liberdade religiosa na Europa Ocidental e combateu a teocracia imperial.
E
combateu o universo religioso do Feudalismo e propagou, em meio aos povos sem escrita, o paganismo greco-romano.
1ab0f499-30
UNESP 2016 - História - História Geral, Renascimento Científico, Artístico e Cultural


A pintura representa no martírio de Cristo os seguintes princípios culturais do Renascimento italiano:

A
a imitação das formas artísticas medievais e a ênfase na natureza espiritual de Cristo.
B
a preocupação intensa com a forma artística e a ausência de significado religioso do quadro.
C
a disposição da figura de Cristo em perspectiva geométrica e o conteúdo realista da composição.
D
a gama variada de cores luminosas e a concepção otimista de uma humanidade sem pecado.
E
a idealização do corpo do Salvador e a noção de uma divindade desvinculada dos dramas humanos.
1aba2952-30
UNESP 2016 - História - História Geral, Construção do Estado Liberal: Independência das Treze Colônias (EUA)

A expansão territorial dos Estados Unidos, no século XIX, foi o resultado da compra da Luisiana francesa pelo governo central, da anexação de territórios mexicanos, da distribuição de pequenos lotes de terra para colonos pioneiros, da expansão das redes de estradas de ferro, assim como da anexação de terras indígenas. Esse processo expansionista foi ideologicamente justificado pela doutrina do Destino Manifesto, segundo a qual

A
o direito pertence aos povos mais democráticos e laboriosos.
B
o mundo deve ser transformado para o engrandecimento da humanidade.
C
o povo americano deve garantir a sobrevivência econômica das sociedades pagãs.
D
as terras pertencem aos seus descobridores e primeiros ocupantes.
E
a nação deve conquistar o continente que a Providência lhe reservou.
1aaaeb0b-30
UNESP 2016 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)

   Apesar de sua dispersão geográfica e de sua fragmentação política, os Gregos tinham uma profunda consciência de pertencer a uma só e mesma cultura. Esse fenômeno é tão mais extraordinário, considerando-se a ausência de qualquer autoridade central política ou religiosa e o livre espírito de invenção de uma determinada comunidade para resolver os diversos problemas políticos ou culturais que se colocavam para ela.
(Moses I. Finley. Os primeiros tempos da Grécia, 1998. Adaptado.)
O excerto refere-se ao seguinte aspecto essencial da história grega da Antiguidade:

A
a predominância da reflexão política sobre o desenvolvimento das belas-artes.
B
a fragilidade militar de populações isoladas em pequenas unidades políticas.
C
a vinculação do nascimento da filosofia com a constituição de governos tirânicos.
D
a existência de cidades-estados conjugada a padrões civilizatórios de unificação.
E
a igualdade social sustentada pela exploração econômica de colônias estrangeiras.
cea7bd3e-29
UNESP 2016 - História - Guerra Fria e seus desdobramentos, História Geral

Entre os eventos políticos e culturais que marcaram a década de 1960, podem-se citar:

A
a criação da Organização das Nações Unidas, a Revolução Húngara e o surgimento do rock.
B
a Primavera de Praga, a independência de Angola e Moçambique e o aparecimento da arte concreta.
C
o processo de implantação do socialismo em Cuba, a Guerra do Vietnã e o movimento hippie.
D
o julgamento de Nuremberg, a Guerra da Coreia e o surgimento do jazz e do blues.
E
a independência da Índia e do Paquistão, o surgimento do peronismo e a pop art.
ce9a12fa-29
UNESP 2016 - História - História Geral, Revoluções Liberais na Europa : Ondas de 1820, 1830 e 1848

A condição essencial da existência e da supremacia da classe burguesa é a acumulação da riqueza nas mãos dos particulares, a formação e o crescimento do capital; a condição de existência do capital é o trabalho assalariado. [...] O desenvolvimento da grande indústria socava o terreno em que a burguesia assentou o seu regime de produção e de apropriação dos produtos. A burguesia produz, sobretudo, seus próprios coveiros. Sua queda e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis.

(Karl Marx e Friedrich Engels. “Manifesto Comunista”. Obras escolhidas, vol. 1, s/d.)

Entre as características do pensamento marxista, é correto citar

A
o temor perante a ascensão da burguesia e o apoio à internacionalização do modelo soviético.
B
o princípio de que a história é movida pela luta de classes e a defesa da revolução proletária.
C
a caracterização da sociedade capitalista como jurídica e socialmente igualitária.
D
o reconhecimento da importância do trabalho da burguesia na construção de uma ordem socialmente justa.
E
a celebração do triunfo da revolução proletária europeia e o desconsolo perante o avanço imperialista.
ce95219c-29
UNESP 2016 - História - Construção do Estado Liberal: Independência das colônias latino-americanas, História Geral

      Todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, entre os quais figuram a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Para assegurar esses direitos, entre os homens se instituem governos, que derivam seus justos poderes do consentimento dos governados. Sempre que uma forma de governo se dispõe a destruir essas finalidades, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la, e instituir um novo governo, assentando seu fundamento sobre tais princípios e organizando seus poderes de tal forma que a ele pareça ter maior probabilidade de alcançar-lhe a segurança e a felicidade.

(Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776). In: Harold Syrett (org.). Documentos históricos dos Estados Unidos, 1988.)

O documento expõe o vínculo da luta pela independência das treze colônias com os princípios

A
liberais, que defendem a necessidade de impor regras rígidas de protecionismo fiscal.
B
mercantilistas, que determinam os interesses de expansão do comércio externo.
C
iluministas, que enfatizam os direitos de cidadania e de rebelião contra governos tirânicos.
D
luteranos, que obrigam as mulheres e os homens a lutar pela própria salvação.
E
católicos, que justificam a ação humana apenas em função da vontade e do direito divinos.
ce8849c2-29
UNESP 2016 - História - História Geral, Expansão Comercial a Marítima: a busca de novos mundos

Entre os motivos do pioneirismo português nas navegações oceânicas dos séculos XV e XVI, podem-se citar

A
a influência árabe na Península Ibérica e a parceria com os comerciantes genoveses e venezianos.
B
a centralização monárquica e o desenvolvimento de conhecimentos cartográficos e astronômicos.
C
a superação do mito do abismo do mar e o apoio financeiro e tecnológico britânico.
D
o avanço das ideias iluministas e a defesa do livre-comércio entre as nações.
E
o fim do interesse europeu pelas especiarias e a busca de formas de conservação dos alimentos.
ce7d0c73-29
UNESP 2016 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

Examine a iluminura extraída do manuscrito Al-Maqamat, de Abu Muhammed al-Kasim al-Hariri, 1237.

A imagem pode ser associada à tradição dos conhecimentos desenvolvidos no mundo árabe-islâmico durante a Idade Média e revela

A
a inexistência de instrumental médico nas sociedades islâmicas, que impediam qualquer tipo de corte nos corpos.
B
a preparação do cadáver feminino para a cremação, principal culto funerário desenvolvido nas sociedades islâmicas.
C
a condenação imposta pelas autoridades religiosas islâmicas às pessoas que cuidavam de doentes e mulheres grávidas.
D
o desenvolvimento da medicina nas sociedades islâmicas, o que permitiu avanços, como a descrição da varíola e o emprego de anestesia em cirurgias.
E
o repúdio, nas sociedades islâmicas, à representação do nu feminino, o que provocou sucessivas punições civis e religiosas a artistas.
ce8487a6-29
UNESP 2016 - História - História Geral

Os mosteiros eram em primeiro lugar casas, cada uma abrigando sua “família”, e as mais perfeitas, com efeito, as mais bem ordenadas: de um lado, desde o século IX, os mais abundantes recursos convergiam para a instituição monástica, levando-a aos postos avançados do progresso cultural; do outro, tudo ali se encontrava organizado em função de um projeto de perfeição, nítido, bem estabelecido, rigorosamente medido.

(Georges Duby. “A vida privada nas casas aristocráticas da França feudal”. História da vida privada, vol. 2, 1992. Adaptado.)

A caracterização do mosteiro medieval como uma “casa”, um “posto avançado do progresso cultural” e um “projeto de perfeição” pode ser explicada pela disposição monástica de

A
valorizar a vida privada, participar ativamente da vida política e combater o mal.
B
recuperar a experiência histórica e pessoal do Salvador durante sua estada no mundo dos vivos.
C
recolher-se a uma comunidade fechada para orar, estudar e combater a desordem do mundo.
D
identificar-se com as condições de privação por que passavam as famílias pobres, celebrar a tradição escolástica e agir de forma ética.
E
reconhecer a humanidade como solidária e unida num esforço de salvação da alma dos fiéis e dos infiéis.
ce792b12-29
UNESP 2016 - História - História Geral, Pré-História ou História Não-Escrita

129. Se a esposa de alguém for surpreendida em flagrante com outro homem, ambos devem ser amarrados e jogados dentro d’água, mas o marido pode perdoar a sua esposa, assim como o rei perdoa a seus escravos. [...]

133. Se um homem for tomado como prisioneiro de guerra, e houver sustento em sua casa, mas mesmo assim sua esposa deixar a casa por outra, esta mulher deverá ser judicialmente condenada e atirada na água. [...]

135. Se um homem for feito prisioneiro de guerra e não houver quem sustente sua esposa, ela deverá ir para outra casa e criar seus filhos. Se mais tarde o marido retornar e voltar à casa, então a esposa deverá retornar ao marido, assim como as crianças devem seguir seu pai. [...]

138. Se um homem quiser se separar de sua esposa que lhe deu filhos, ele deve dar a ela a quantia do preço que pagou por ela e o dote que ela trouxe da casa de seu pai, e deixá-la partir.

(www.direitoshumanos.usp.br)

Esses quatro preceitos, selecionados do Código de Hamurabi (cerca de 1780 a.C.), indicam uma sociedade caracterizada

A
pelo respeito ao poder real e pela solidariedade entre os povos.
B
pela defesa da honra e da família numa perspectiva patriarcal.
C
pela isonomia entre os sexos e pela defesa da paz.
D
pela liberdade de natureza numa perspectiva iluminista.
E
pelo antropocentrismo e pela valorização da fertilidade feminina.
494ed4a1-a4
UNESP 2015 - História - História Geral

      Há grande diversidade entre aqueles que procuram inspiração em sua fé no Islã. A monarquia vaabita da Arábia Saudita e os líderes religiosos xiitas do Irã têm profundas discordâncias políticas e divergem igualmente em questões socioeconômicas. Em termos mais amplos, ocorre nos movimentos islamitas um debate sobre se a meta correta é mesmo chegar ao poder estatal, assim como sobre a democracia, a diversidade social, o papel das mulheres e da educação e sobre a maneira de interpretar o Corão. E, embora a maioria dos islamitas aceite a realidade da existência dos atuais Estados e suas fronteiras, uma minoria mais radical procura destruir todo o sistema e estabelecer um califado que abarque a região inteira [do Oriente Médio].

                                                                                   (Dan Smith. O atlas do Oriente Médio, 2008.)

O argumento principal do texto pode ser ilustrado por meio da comparação entre

A
o respeito a todas as orientações sexuais nos países que vivem sob regime islâmico e a perseguição a homossexuais no Paquistão e na Índia.
B
o apoio unânime dos grupos islâmicos ao atentado ao World Trade Center, em Nova Iorque, e a invasão militar norte-americana no Iraque.
C
a situação e os direitos das mulheres nos países do Ocidente e nas áreas em que prevalecem regimes políticos islâmicos.
D
a invasão norte-americana no Afeganistão e o apoio soviético ao regime liderado pelo Talibã naquele país.
E
os islâmicos que protestaram contra o atentado à redação do jornal Charlie Hebdo, em Paris, e a ação militar do Estado Islâmico.
493e06c8-a4
UNESP 2015 - História - História Geral, Primeira Guerra Mundial

Entre os fatos que poderiam confirmar a interpretação, oferecida pelo texto, sobre a atitude de franceses e britânicos depois da Primeira Guerra Mundial, pode-se incluir

      Enquanto os franceses e os britânicos tinham emergido da Primeira Guerra Mundial com um profundo trauma dos horrores da guerra e a convicção de que um novo conflito deveria, se possível, ser evitado, na Alemanha só ocorreria algo parecido depois da Segunda Guerra Mundial. Os acontecimentos de 1945 levaram a uma profunda mudança na cultura popular e política da parte ocidental da Alemanha. Aos olhos desses alemães, a extrema violência de 1945 fez da Segunda Guerra Mundial “a guerra para acabar com todas as guerras”.

                                                                            (Richard Bessel. Alemanha, 1945, 2010. Adaptado.)

A
a participação em um organismo internacional para a mediação de conflitos e o pacifismo que marcou a reação da França e da Grã-Bretanha à ascensão do nazismo.
B
o fim da corrida armamentista entre as potências do Ocidente e do Leste europeu e a eliminação dos arsenais alojados na Europa, na Ásia e no Norte da África.
C
a repressão imediata e violenta, por França e Grã-Bretanha, a todos os projetos belicosos e autoritários que surgiram na Europa ao longo dos anos 1920 e 1930.
D
o acordo para a constituição de uma polícia internacional, que vigiasse as movimentações militares das grandes potências e fosse coordenada por um país não europeu, os Estados Unidos.
E
a liberação, pela França e pela Grã-Bretanha, no decorrer das décadas de 1920 e 1930, de todas as suas colônias, para evitar o surgimento de guerras de emancipação nacional.
49437f65-a4
UNESP 2015 - História - História Geral, Segunda Grande Guerra – 1939-1945

A mudança de mentalidade na Alemanha ocidental, ocorrida, segundo o texto, ao final da Segunda Guerra Mundial, envolveu, entre outros fatores,

      Enquanto os franceses e os britânicos tinham emergido da Primeira Guerra Mundial com um profundo trauma dos horrores da guerra e a convicção de que um novo conflito deveria, se possível, ser evitado, na Alemanha só ocorreria algo parecido depois da Segunda Guerra Mundial. Os acontecimentos de 1945 levaram a uma profunda mudança na cultura popular e política da parte ocidental da Alemanha. Aos olhos desses alemães, a extrema violência de 1945 fez da Segunda Guerra Mundial “a guerra para acabar com todas as guerras”.

                                                                            (Richard Bessel. Alemanha, 1945, 2010. Adaptado.)

A
a decisão alemã de não voltar a se envolver em conflitos internacionais políticos ou diplomáticos.
B
a neutralidade do país diante da Guerra Fria, que caracterizou a segunda metade do século XX.
C
a desmobilização de todos os contingentes militares dentro e fora do país.
D
a celebração das conquistas territoriais ocorridas no século XIX e princípio do XX.
E
a rejeição do militarismo, que marcara o país desde a segunda metade do século XIX.