Questõesde UFU-MG sobre História Geral

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Foram encontradas 23 questões
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UFU-MG 2018, UFU-MG 2018 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

Observe a imagem.




Pintura medieval de 1411.<http://brasilescola.uol.com.br/oque-e/historia/o-que-foi-a-peste-negra.htm>

Essa pintura retrata um dos fatores que contribuíram para a derrocada do sistema feudal na Europa Medieval.

Sobre o contexto abordado, é correto afirmar que a rápida disseminação da peste negra decorreu em grande parte em função

A
da circulação de mercadorias na Europa totalmente urbanizada.
B
do reforço do sistema servil, que debilitou ainda mais os camponeses.
C
da crença na ira divina, que dificultava a cura pela medicina.
D
do baixo nível nutricional e das precárias condições sanitárias dos indivíduos.
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UFU-MG 2018, UFU-MG 2018 - História - História Geral, Expansão Comercial a Marítima: a busca de novos mundos

“No momento de sua descoberta, a América apresentava uma grande heterogeneidade etnográfica. A escala civilizatória era muito variada desde as sociedades organizadas política e economicamente com um forte e bem estruturado aparelho estatal até as tribos de pescadores.”

BRUIT, H. H. Bartolomé de Las Casas e a Simulação dos Vencidos: Ensaio sobre a conquista hispânica da América. Campinas-SP: Editora Unicamp, 1995, p.42.

Há um consenso de que dentre as sociedades pré-colombianas de maior avanço estavam maias, astecas e incas.

Sobre as características socioculturais dos incas, é correto afirmar que

A
cultuavam o Deus Uizlopochtli, os bairros eram administrados pelos calpullec, seus rituais religiosos envolviam sacrifícios, a religião era politeísta e astral.
B
falavam o idioma quéchua, não possuíam escrita, seus maiores templos eram dedicados ao Deus Inti, os representantes do poder estatal eram os curacas.
C
possuíam grande conhecimento sobre astronomia, utilizavam escrita hieroglífica, tinham como supremo sacerdote Ahaucan e, como chefe supremo, Halach Uinic.
D
eram o grupo mais religioso, prisioneiros e condenados eram chamados de tlatlacotin, tinham sistema de numeração com base 20 e conheciam o número zero.
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UFU-MG 2018, UFU-MG 2018 - História - História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)

Observe a imagem.





Essa figura remete ao surgimento de um importante movimento cultural, ocorrido no continente europeu entre os séculos XV e XVI e que fomentou mudanças em diversas partes do mundo ao resgatar características da cultura clássica greco-romana.

De acordo com essa informação, assinale a alternativa que indica os representantes desse movimento e o conjunto de ideias que lhe seguiam.

A
Fra Angelico, Donatello e o humanismo na pintura.
B
Locke, Adam Smith e o liberalismo na política e na economia.
C
Auguste Rodin, Antonio Canova e o neoclassicismo na escultura.
D
Goya, Paul Gauguin e o antropocentrismo nas artes plásticas.
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UFU-MG 2018, UFU-MG 2018 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

"Alexandre, Bispo, Servo dos Servos de Deus, ao Caríssimo filho em Cristo, Afonso, Ilustre Rei dos Portugueses, e a seus herdeiros, 'in perpetuum'. Está claramente demonstrado que, como bom filho e príncipe católico, prestaste inumeráveis serviços a tua mãe, a Santa Igreja, (...) Por isso, nós, atendemos às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo que ilustram a tua pessoa, tomamo-la sob a proteção de São Pedro e nossa, e concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o reino de Portugal (...)”

Disponível em: <http://ensina.rtp.pt/artigo/a-bula-manifestis-probatum-o-documento-fundador-do-reino/>. Acesso em 06 de mar. 2018.

Em 23 de maio de 1179, o Papa Alexandre III emitiu uma bula, declarando D. Afonso Henriques soberano de Portugal. Esse trecho do documento é testemunho do surgimento precoce da primeira nação europeia. A aliança entre a nobreza e a burguesia (abençoada pela Igreja) enfraqueceu os senhores feudais, dando início ao aparecimento dos Estados Nacionais. Esse processo se arrastaria até o século XIX quando surgiu a última nação por meio da unificação de reinos.

De acordo com as informações dadas, a nação referida no trecho em destaque é

A
Alemanha.
B
Itália.
C
França.
D
Inglaterra.
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UFU-MG 2016 - História - Construção do Estado Liberal: Independência das colônias latino-americanas, História Geral, Revolução Intelectual do século XVIII: Iluminismo

Uma verdadeira paixão pelos Estados Unidos tomara conta dos franceses nos anos que precederam a revolução, como testemunham Chateaubriand e o próprio Franklin, que escrevia de Paris a seus correspondentes americanos: "aqui é comum dizer que nossa causa é a do gênero humano". Além do mais, essa república fora fundada por colonos com quem a França tecera contra a Inglaterra uma aliança vitoriosa: os que tinham se engajado na aventura eram conhecidos por ter sofrido [...] de "inoculação americana".
OZOUF, Mona. Varennes: a morte da realeza, 21 de junho de 1791. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 175-176 (Adaptado).

A historiografia é consensual em afirmar que o movimento revolucionário francês e os ideais iluministas foram de grande importância para diversas lutas coloniais ocorridas na América. Menos estudada é a influência que os norte-americanos exerceram sobre os revolucionários franceses. Essa influência pode ser explicada, para além dos fatores mencionados na citação de Mona Ozouf,

A
pela forte tradição liberal dos colonos norte-americanos que, durante a luta pela independência, foram contrários a toda forma de exploração do trabalho.
B
pelo forte apelo simbólico que exercia o exemplo norte-americano de emancipação colonial, visto como caso modelar de luta contra a opressão dos poderes instituídos.
C
pelo desprezo que os colonos norte-americanos tinham em relação à religião, vista por eles como braço aliado do poder da metrópole inglesa, contra a qual deveriam lutar.
D
pela defesa da doutrina fisiocrata que, no plano político, se traduzia na permanência de privilégios constitucionais para as camadas senhoriais.
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UFU-MG 2016 - História - História Geral, Trinta anos de ouro: mundo capitalista (1945- 1975)

Essa ideologia baseia-se no pressuposto de que a liberalização do mercado otimiza o crescimento e a riqueza no mundo, e leva à melhor distribuição desse incremento. Toda tentativa de controlar e regulamentar o mercado deve, portanto, apresentar resultados negativos, pois restringe a acumulação de lucros sobre o capital e, portanto, impede a maximização da taxa de crescimento.
HOBSBAWM, Eric. O novo século: entrevista a Antonio Polito. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 78 (Adaptado).

A vitória do ideário liberal, após a queda do Muro de Berlim e da URSS, foi saudada por alguns estudiosos, entre eles o norte-americano Francis Fukuyama, como o "fim da história", pois 

A
representava, nos planos político, econômico e ideológico, a consolidação da aliança entre EUA e China, impossibilitando o surgimento de novos centros de poder.
B
simbolizava a retomada da hegemonia da Rússia, agora capitalista, o que se traduzia na retomada da corrida armamentista e das disputas territoriais, especialmente no Oriente Médio.
C
traduzia o princípio da liberdade plena de circulação de capitais, plenamente adotada por países como a China, cujo baixo intervencionismo estatal está na origem de sua escalada econômica.
D
o liberalismo, ao lado da democracia e da economia de mercado, significava o ápice do desenvolvimento humano e a realização da natureza do homem.
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UFU-MG 2016 - História - História Geral, Imperialismo e Colonialismo do século XIX

Eles não tinham deixado a Inglaterra para escapar a toda forma de governo, mas para trocar o que acreditavam ser um mau governo por um bom, ou seja, formado livremente por eles mesmos. Tanto no plano político como no religioso, acreditavam que o indivíduo só poderia se desenvolver em liberdade. Entretanto, convencidos de que a liberdade consiste em dar ao homem a oportunidade de obedecer aos desígnios divinos, ela apenas permitia ao indivíduo escolher o Estado que deveria governá-lo e a Igreja na qual ele iria louvar a Deus. [...]
CRÉTÉ, Liliane. As raízes puritanas. Disponível em: Acesso em: 28 de janeiro de 2016 (Adaptado)

. A historiografia sobre a colonização da América costuma realçar as peculiaridades da colonização britânica nas colônias do Norte. As diferenças, entretanto, em relação às colonizações portuguesa e inglesa não são absolutas, pois

A
ambos os modelos de colonização eram predominantemente mercantis, ainda que a agricultura de subsistência fosse mais presente na colonização portuguesa.
B
tanto os colonos ingleses quanto os portugueses eram profundamente marcados pelas disputas entre as potências europeias, sendo que os portugueses eram aliados preferenciais da França.
C
em ambas as modalidades de colonização, a administração colonial era formalmente descentralizada, havendo espaço para uma expressiva margem de autonomia dos colonos.
D
o sentido de missão religiosa estava presente nas duas modalidades de colonização, refletindo a ainda forte presença do misticismo no mundo europeu.
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UFU-MG 2016 - História - Medievalidade Europeia, História Geral

Mas o objetivo da produção, mesmo com meios modestos, não era um fim abstrato como hoje, mas prazer e ócio. Esse conceito antigo e medieval de ócio não deve ser confundido com o conceito moderno de tempo livre. Isso porque o ócio não era uma parcela da vida separada do processo de atividade remunerada, antes estava presente, por assim dizer, nos poros e nos nichos da própria atividade produtiva.
KURZ, Robert.A expropriação do tempo. Folha de São Paulo, 3 jan.1999. p. 5 (Adaptado).

A noção de tempo livre assumiu uma qualidade positiva distinta daquela de ócio, em função de estar articulada a um conjunto de transformações socioeconômicas, localizadas a partir de fins da Idade Média, e que se caracterizava 

A
pelo incremento da produção agrícola para o mercado interno, responsável pelo chamado renascimento feudal do século XV.
B
pela crescente mercantilização das terras da Igreja, cada vez mais alinhada com as modernas concepções sobre o trabalho.
C
pela descentralização político-administrativa das emergentes monarquias nacionais, fator de estímulo para o crescimento da produção mercantil
D
pela aceleração das atividades urbanas e comerciais, com o crescimento da produção mercantil e das camadas burguesas da sociedade.