Questõesde PUC-MINAS sobre História do Brasil

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PUC-MINAS 2013 - História - História do Brasil, Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889

A Lei n. 581 do Império do Brasil, aprovada em 4 de setembro de 1850, conhecida como Lei Eusébio de Queiroz, extinguiu finalmente o tráfico de escravos africanos para o país, após mais de 30 anos de acordos não cumpridos com a Inglaterra.

(MATTOS, Hebe. Radicalização e cidadania no Império do Brasil. In.: CARVALHO, José Murilo, NEVES, Lucia M. Bastos (orgs.). Repensando o Brasil dos Oitocentos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. p. 368.)


O fato de a proibição do tráfico no Brasil ser considerada tardia, se comparada a outros países, se deveu:

A
ao temor de que a vinda de estrangeiros para o trabalho na lavoura gerasse competição com os colonos locais.
B
ao crescimento da produção cafeeira no século XIX, que exigia grande quantidade de mão de obra escrava.
C
à falta de ação do governo na condução de políticas efetivas para substituição do escravo pelo estrangeiro.
D
à resistência das elites em ceder às pressões inglesas e manutenção dos interesses escravistas dominantes.
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PUC-MINAS 2013 - História - Período Colonial: produção de riqueza e escravismo, História do Brasil

[...] Considerando-se que os povos das minas por não estarem suficientemente civilizados e estabelecidos em forma de republicas regulares, facilmente rompem em alterações e desobediências e se lhe devem aplicar todos os meios que os possa reduzir a melhor forma: me parecem engarregar-vos como por essa o faço procureis com toda diligência possível para que as pessoas principais e ainda quaisquer outras tomem o estado de casados e se estabeleçam com suas famílias reguladas na parte que elegeram para sua conveniência do sossego dela e consequentemente ficarão mais obedientes às minhas realis ordens e os filhos que tiverem do matrimônio o façam ainda mais obedientes [...]

(Carta de D. Lourenço de Almeida ao Rei. Vila Rica, 19 de abril de 1722, p. 111. Citada por LEWKOWICZ, Ida. Concubinato e casamento nas Minas Setencentistas. In.: RESENDE, Maria Efigênia Lage, VILLALTA, Luiz Carlos (orgs). História de Minas Gerais: As Minas Setecentistas (V.2). Belo Horizonte: Autentica, 2007. P. 532-533.)  


O trecho acima demonstra a preocupação da administração colonial com os casamentos nas Minas Gerais. Lewkowicz analisou os casamentos e a noção defendida pela Coroa de que os “mineiros aparentemente não gostavam de casar”. Essa falta de gosto pelo casamento é percebida na grande quantidade das uniões ilegítimas e no considerável número de famílias que vivia em domicílios chefiados por mulheres solteiras com seus filhos nas Minas. Considerando-se o contexto colonial como um todo, é indicação da ilegitimidade das uniões em Minas:  

A
a escassez de mulheres brancas que não desmerecessem a posição social dos homens da colônia.
B
a falta de oportunidades para trabalho que não possibilitava ao homem a fixação na região por muito tempo.
C
a quantidade excessiva de mulheres que acabava por desinteressar ao homem unir-se apenas a uma mulher.
D
a dificuldade de alcançar riquezas e mobilidade social necessárias para a manutenção de uma família.
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PUC-MINAS 2014 - História - Reconstrução Democrática: Governo Collor e o Impeachment, História do Brasil

Observe a charge a seguir.

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A charge circulou no Jornal do Brasil, em 1994, e nela há um diálogo entre marido e mulher em frente à TV. Considerando o contexto brasileiro de uma década atrás, é CORRETO afirmar que:

A
já anuncia o sentimento do “Gigante Acordou”, quase dez anos antes das manifestações nas ruas brasileiras mostradas no ano de 2013.
B
Indica a desigualdade de gênero na sociedade brasileira e a insatisfação da mulher com tal situação.
C
expressa a polarização das opiniões acerca do plano real, visto que a mulher questiona o resultado deste programa.
D
há uma crítica à existência de um estado de apatia após uma mobilização da sociedade poucos anos antes, pelo impeachment de Collor.
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PUC-MINAS 2014 - História - República Autoritária : 1964- 1984, História do Brasil

A reação ao golpe militar no Brasil, no campo cultural, foi intensa e desafiadora. Músicos como Chico Buarque engrossaram o coro dos descontentes contra o regime. Leia com atenção os versos abaixo.

        Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
         A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
        Por me deixar respirar, por me deixar existir,
         Deus lhe pague
         Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
        Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
        Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
         Deus lhe pague
        Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
         E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
        E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
         Deus lhe pague

             (Construção — Chico Buarque)

A partir dos versos, é CORRETO afirmar que:

A
expressam as difíceis condições de vida da maioria da população brasileira sob os governos militares.
B
revelam e incentivam a rebelião estudantil e das massas trabalhadoras.
C
mostram ao mundo a ética com que os governos militares conduziam a política nacional.
D
apontam as vantagens do capitalismo multinacional na organização do trabalho no Brasil.
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PUC-MINAS 2014 - História - Mercantilismo, Colonialismo e a ocupação portuguesa no Brasil, História do Brasil

Observe os quadrinhos retirados da obra D. João Carioca: a Corte portuguesa chega ao Brasil (1808-1821).

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A charge evidencia a cerimônia do Beija-mão introduzida com a chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro. A insatisfação da Corte portuguesa no Brasil encontra-se associada:

A
às condições de moradia e saneamento no Rio de Janeiro, que não haviam sido incorporadas pela administração, pela infraestrutura urbana e ainda pela população na América portuguesa.
B
às dificuldades com a justiça, comuns aos habitantes da América portuguesa, pela ausência de um sistema jurídico e legal que legitimasse as normas, os crimes e que só passou a existir com a presença do imperador.
C
ao fato de que a visitação do imperador misturava todos os habitantes da Colônia, independente de sua posição social, econômica, de seu pertencimento à Corte ou até mesmo de sua ligação com D. João VI.
D
ao momento vivenciado pelo Brasil colonial na sua transição para império luso-brasileiro. A aristocracia local esperava mudanças e ascensão social, mas o imperador mantinha tudo como estava antes da sua chegada.