Questõesde IF-TM sobre Filosofia

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IF-TM 2011 - Filosofia - Maquiavel e O Príncipe, A Política

A virtú do príncipe não consiste num conjunto fixo de qualidades morais que ele oporá à fortuna, lutando contra ela. A virtú é a capacidade do príncipe para ser flexível às circunstâncias, mudando com elas para agarrar e dominar a fortuna. O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem aos distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo.

CHAUI, MARILENA. Convite à Filosofia. 12. ed. São Paulo: Ática, 2002.



Maquiavel escreveu a obra O Príncipe na qual faz uma reflexão sobre a monarquia e o papel do governante. Segundo esse autor, a virtú estava baseada:

A
Na apreensão dos valores cristãos, da moral social vigente e da compatibilidade entre política e religião.
B
Na capacidade pessoal do príncipe de dominar os eventos e alcançar um fim objetivado, por qualquer meio.
C
No curso dos acontecimentos históricos independentes da vontade humana. Esses acontecimentos vão tecendo a nervura da realidade.
D
No exército forte escolhido pelo príncipe que seja capaz de vencer qualquer situação adversa e inusitada, devendo respeito e atenção ao soberano.
E
Na reputação do príncipe, que em alguns casos pode ser cruel, mas sempre com o intuito de manter o povo unido e leal a si.
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IF-TM 2011 - Filosofia - Conceitos Filosóficos, Razão: Inata ou Adquirida?

Só se chega ao conhecimento através da análise crítica, que brota da própria razão. Isso inverte a concepção de que objetos externos poderiam ser percebidos como tal. O conhecimento, para Kant, não é mero reflexo dos objetos, ele parte do sujeito, da mente humana que produz a imagem das coisas e as organiza para explicar o universo.


CHAUI, MARILENA. Convite à Filosofia. 12. ed. São Paulo: Ática, 2002.


Em Crítica da Razão Prática, o filósofo indica como agir corretamente: “Age de maneira tal que a máxima de tua ação sempre possa valer como princípio de uma lei universal”. Assim, ele definiu o seu “imperativo categórico” como sendo:

A
As ações que são levadas a cabo por uma força de pressão exterior, de uma pena ou de um prazer.
B
O mundo do ser, da razão teórica, é o domínio da faculdade ativa, do agir, o mundo dos fins e do valioso.
C
O comportamento humano de submissão ao poder estabelecido pelo direito e este por sua vez submetido à moralidade.
D
A atitude baseada num dever externo a partir das ações humanas que são transmitidas a partir da cultura de uma sociedade.
E
A ética, possível de ultrapassar o mundo dos fenômenos e aceder ao absoluto, à zona das leis morais, marcadas pela racionalidade e pela universalidade.
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IF-TM 2011 - Filosofia - Teorias do Sujeito na Filosofia Moderna, O Sujeito Moderno

Se com efeito, a existência precede a essência, não será nunca possível referir uma explicação a uma natureza humana dada e imutável, por outras palavras, não há um determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade, o homem está condenado a ser livre. Condenado, não porque não se criou a si próprio, mas uma vez lançado no mundo é responsável por tudo quanto fizer. A liberdade, dentro da visão existencial, caracteriza-se pela possibilidade do ser Para-Si, um ser de consciência capaz de planejar suas realizações, sem que haja conteúdos dados, ou inatos que o impulsionariam para esta ou aquela realização.

CHAUI, MARILENA. Convite à Filosofia. 12. ed. São Paulo: Ática, 2002.


Sartre, em um de seus mais conhecidos aforismos, dizia “Eu estou condenado a ser livre”, já que, nesta ausência de essência da consciência, esta se vê obrigada a projetar, a construir-se, já que a única escolha que não se pode fazer é a de não ser livre. O ser livre só pode existir porque:

A

O homem é também um ser-em-si, é aquele que se projeta, se lança para o futuro e faz de suas escolhas, suas responsabilidades.

B
O agir é sempre fortuito, depende das circunstâncias externas e das escolhas que as outras pessoas fazem para ser concretizado.
C
A liberdade é escolha tipicamente humana, embora nascemos com uma natureza acabada, ou seja, possuímos conteúdos a priori que determinam nossas escolhas.
D
Se o homem primeiro nasce e no decurso da vida constrói sua essência, então é de responsabilidade deste o que faz de si, e, ao fazer suas escolhas, opta não apenas por si, mas por toda a humanidade, pois escolhe um modelo de homem
E
A liberdade é capacidade do Ser de eleger suas metas, embora exista uma predeterminação, uma natureza pronta. Ainda, que ao escolher o indivíduo não o faz de forma aleatória, como se cada escolha pudesse ser outra qualquer, e sim, de acordo com uma coerência do sujeito.