Fragmento de texto sobre a escravidão no Brasil.
A cada parcela quitada, o escravo coartado recebia um recibo que se mostrava
particularmente útil principalmente no caso de falecimento do proprietário, quando então o
libertando se via obrigado a comprovar que havia pagado regularmente os valores
estabelecidos para sua coartação.
(GONÇALVES, A. As margens da liberdade: Estudo sobre a prática de alforrias em Minas colonial e provincial. Belo Horizonte: Fino Traço, 2011.
p. 228. Adaptado.)
Identifica-se no texto que os escravos no Brasil poderiam
Fragmento de texto sobre a escravidão no Brasil.
A cada parcela quitada, o escravo coartado recebia um recibo que se mostrava particularmente útil principalmente no caso de falecimento do proprietário, quando então o libertando se via obrigado a comprovar que havia pagado regularmente os valores estabelecidos para sua coartação.
(GONÇALVES, A. As margens da liberdade: Estudo sobre a prática de alforrias em Minas colonial e provincial. Belo Horizonte: Fino Traço, 2011. p. 228. Adaptado.)
Identifica-se no texto que os escravos no Brasil poderiam
Gabarito comentado
Resposta correta: Alternativa C
Tema central: a prática da coartação na escravidão brasileira — processo pelo qual um escravo podia obter alforria pagando ao proprietário valores combinados, geralmente com recursos advindos do próprio trabalho.
Resumo teórico
A coartação foi uma forma comum de manumissão: o escravo (chamado coartado) negociava um preço pela liberdade e quitava em prestações. A cada pagamento recebia recibo, documento essencial para provar os pagamentos, sobretudo em litígios ou no falecimento do proprietário. Os valores costumavam provir do trabalho do próprio escravo (labores para o dono, trabalho por conta própria quando permitido, ajuda de terceiros, etc.). Fonte útil sobre o tema: Gonçalves, A. As margens da liberdade, 2011.
Por que a alternativa C é a correta?
O enunciado menciona “parcela quitada” e “recibo” no contexto da “coartação”. Isso descreve exatamente o processo de quitar o preço da liberdade por meio de pagamentos regulares — pagamentos que, na prática, eram realizados com recursos obtidos pelo trabalho do escravo. Portanto, a ideia central é que o escravo quitava sua liberdade com recursos advindos de seu trabalho, o que torna C a opção adequada.
Análise das alternativas incorretas
A — Financiar a compra de imóveis próprios: incorreta. O trecho fala de recibos de pagamento relativos à coartação (alforria), não à aquisição de imóveis.
B — Parcelar sua alforria, adquirindo a liberdade: alternativa próxima e tentadora, pois o texto fala em parcelas; porém ela descreve a forma (parcelamento) sem explicitar a fonte dos pagamentos. O enunciado enfatiza o recebimento de recibos como prova dos pagamentos realizados, vinculando-se à quitação por meio do trabalho — nuance que a banca valorizou ao escolher C.
D — Saldar dívidas contraídas de empréstimos: incorreta. Não há menção a empréstimos ou à quitação de dívidas; o foco é o pagamento do preço da alforria (coartação).
Estratégias de prova
- Identifique palavras-chave: “coartado”, “parcela quitada”, “recibo”.
- Relacione o vocabulário ao conceito histórico conhecido (coartação = compra da liberdade).
- Diferencie descrição da forma (parcelar) da ênfase do enunciado (quem quita e como — via trabalho/receitas do escravo).
Referência indicada: GONÇALVES, A. As margens da liberdade: Estudo sobre a prática de alforrias em Minas colonial e provincial. Belo Horizonte: Fino Traço, 2011.
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