No final do século XVIII, a Inglaterra mantinha relações comerciais regulares com várias regiões do continente africano.
O interesse de ingleses nesse comércio derivava, entre outras coisas, da necessidade de
O interesse de ingleses nesse comércio derivava, entre outras coisas, da necessidade de
Gabarito comentado
Resposta correta: D
Tema central: relações comerciais entre a Inglaterra e a África no final do século XVIII, no contexto da Revolução Industrial. A chave é relacionar as necessidades das fábricas inglesas (matérias‑primas e lubrificantes) com os fluxos comerciais da época.
Resumo teórico: a Revolução Industrial exigia insumos constantes para abastecer as indústrias têxteis e mecanizadas — especialmente algodão e óleos vegetais (ex.: óleo de palma), usados para fabricação, sabões e lubrificação de máquinas. Ao mesmo tempo, o carvão era a fonte de energia, não o petróleo. Fontes clássicas: E. J. Hobsbawm, Industry and Empire; D. S. Landes, The Unbound Prometheus.
Por que D é correta: ela aponta matérias‑primas (algodão e óleos vegetais) como motivo do interesse inglês. Esse comércio garantiu insumos para as fábricas têxteis e para usos industriais (lubrificação, produtos químicos). Assim, a alternativa alinha-se diretamente com a lógica produtiva da Inglaterra industrializada.
Análise das alternativas incorretas:
A — mercado consumidor para tecidos: embora os britânicos também buscassem mercados externos para seus manufaturados, no final do século XVIII o alvo prioritário para expandir a indústria era garantir insumos; a exportação de tecidos cresceu, mas não foi a principal razão do comércio africano nesse momento.
B — especiarias e sal: especiarias vinham sobretudo da Ásia; o sal e especiarias não eram o motivo determinante do interesse inglês na África continental no fim do século XVIII.
C — petróleo: anacronismo. A indústria usava carvão como fonte principal de energia; o petróleo só se tornaria estratégico no século XIX e XX.
E — mão de obra para manufaturas inglesas: também incorreto. A força de trabalho das fábricas era local (mãos de obra britânicas); o comércio com a África envolvia escravização para colônias e venda de trabalhadores para plantações, não envio de mão de obra para fábricas na Inglaterra.
Dica de prova: ao ler “necessidade de...” conecte sempre ao contexto econômico (Revolução Industrial). Procure termos anacrônicos (ex.: petróleo no século XVIII) e privilegie alternativas que expliquem a lógica produtiva (insumos, energia, tecnologia).
Fontes sugeridas: E. J. Hobsbawm, Industry and Empire; D. S. Landes, The Unbound Prometheus; artigos sobre o comércio Atlântico e a economia britânica no séc. XVIII.
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