Tendo como referência a reflexão abaixo, assinale a alternativa INCORRETA.
“A história da filosofia é a história dos problemas filosóficos, das teorias filosóficas e das argumentações
filosóficas [...]. A história da filosofia ocidental é a história das ideias que informaram, ou seja, que deram
forma à história do Ocidente. É um patrimônio para não ser dissipado, uma riqueza que não se deve perder”.
REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia. São Paulo: Paulus, 2003, p. 3.
Tendo como referência a reflexão abaixo, assinale a alternativa INCORRETA.
“A história da filosofia é a história dos problemas filosóficos, das teorias filosóficas e das argumentações filosóficas [...]. A história da filosofia ocidental é a história das ideias que informaram, ou seja, que deram forma à história do Ocidente. É um patrimônio para não ser dissipado, uma riqueza que não se deve perder”.
REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia. São Paulo: Paulus, 2003, p. 3.
Gabarito comentado
Alternativa correta: E
Tema central: transição entre Antiguidade e Idade Média e contexto histórico-filosófico (fecho da Academia platônica, papel dos mosteiros). É preciso dominar cronologia, diferenças entre contemporaneidade de eventos e relações de causa/efeito.
Resumo teórico rápido: a data 529 é tradicionalmente citada como o ano em que o imperador Justiniano teria encerrado a Academia de Atenas — evento simbólico apontado como marco da transição para a Idade Média no plano intelectual ocidental. Porém, essa é uma interpretação simplificadora: o declínio da cultura clássica foi gradual e o papel dos mosteiros como centros de preservação do saber ocorreu sobretudo no Ocidente e em fases posteriores, sem constituir uma reação imediata e direta à decisão de Justiniano. (Ver: Britannica — "Platonic Academy"; Stanford Encyclopedia — "Late Antiquity and Early Middle Ages".)
Por que a alternativa E é INCORRETA: ela junta fatos verdadeiros (fecho simbólico da Academia em torno do século VI) com uma inferência errada: afirma que os mosteiros “reagiram” imediatamente contra Justiniano e, “na mesma época”, tornaram-se centros de ensino. Na realidade, o processo foi distinto:
- O encerramento da Academia é simbólico e debatido; não define sozinho a transição de eras.
- O fortalecimento dos mosteiros como centros intelectuais foi um processo, mais acentuado no Ocidente medieval, e não uma reação direta e simultânea a uma ação imperial em Constantinopla.
Análise das demais alternativas (por que são aceitáveis):
A: correto — Maquiavel escreveu O Príncipe por volta de 1513; defende medidas pragmáticas e independência moral do governante para conservar o poder (conceitos de virtù e fortuna).
B: correto — na Grécia clássica (séc. V a.C.) filósofos discutiam o bom, o belo, o justo; ética e política estavam no centro do debate (Sócrates, Platão, Aristóteles).
C: correto — o humanismo renascentista valorizou erudição clássica; Erasmo de Roterdã é exemplo de humanista cristão que conciliou literatura antiga e cristã.
D: correto — em Émile Rousseau defende a bondade natural do homem, a corrupção pela sociedade e propõe uma “educação natural”.
Dica de prova: desconfie de frases que ligam eventos distintos como causa e efeito imediata; verifique cronologia e campo (Império Bizantino × sociedade ocidental). Pergunte-se: “Há evidência de reação imediata?” Se não houver, a alternativa tende a ser falsa.
Fontes sugeridas: Encyclopaedia Britannica (Plato's Academy; Monasticism); Stanford Encyclopedia of Philosophy (artigos sobre Antiguidade Tardia).
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!





