Questão e9d4284f-d7
Prova:FAMERP 2016
Disciplina:História
Assunto:História Geral, Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)
A descoberta de ouro, no Brasil do século XVII, provocou,
entre outros,
A descoberta de ouro, no Brasil do século XVII, provocou,
entre outros,
A
a formação de núcleos populacionais no interior da
colônia e o pagamento, por Portugal, de parte das dívidas
com a Inglaterra.
B
o fim da economia agrícola monocultora e a clara diferenciação em relação às áreas de colonização espanhola na
América.
C
o início do extrativismo na colônia e a exploração dos
metais nobres brasileiros por multinacionais inglesas e
norte-americanas.
D
o desenvolvimento de ampla produção agrícola na região das Minas e a autossuficiência alimentar das áreas
mineradoras.
E
a implantação de vasta rede de transportes na região das
Minas e o rápido escoamento do ouro na direção dos portos do Nordeste.
Gabarito comentado
F
Florinda Lins Monitor com apoio de IA
Gabarito: A
Fundamento decisivo: O critério decisivo é reconhecer que a descoberta de ouro no Brasil colonial levou à interiorização do povoamento e ao aumento das receitas da Coroa portuguesa, o que torna correta a alternativa A e invalida as demais por erro factual, anacronismo ou exagero.
Tema central: Consequências do ouro colonial
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque reúne dois efeitos efetivos da descoberta do ouro: a formação de núcleos populacionais no interior da colônia, com arraiais, vilas e ocupação da região das Minas, e o fortalecimento da arrecadação portuguesa por meio do controle fiscal da mineração. No contexto de dependência econômica luso-britânica, essa riqueza contribuiu para sustentar pagamentos externos de Portugal, inclusive compromissos com a Inglaterra. A menção ao século XVII não invalida a alternativa, porque a descoberta ocorre no final desse século e desencadeia um processo que se consolida no seguinte.
B
Errada
Está errada por duplo erro histórico. A mineração não provocou o fim da economia agrícola monocultora; a agroexportação continuou coexistindo com a atividade mineradora. Além disso, a suposta diferenciação clara em relação às áreas espanholas não se sustenta, porque a exploração mineral também foi marcante na colonização espanhola.
C
Errada
Está errada porque afirma que o extrativismo começou com o ouro, o que contraria o fato de já haver exploração de recursos naturais anteriormente na colônia. Também incorre em anacronismo ao atribuir a exploração colonial a “multinacionais inglesas e norte-americanas”, categoria incompatível com o contexto histórico do período.
D
Errada
Está errada porque exagera o papel da agricultura nas Minas. Houve produção agrícola de apoio, mas não uma ampla produção capaz de garantir autossuficiência alimentar das áreas mineradoras. A região dependia de abastecimento vindo de outras áreas da colônia.
E
Errada
Está errada porque não houve implantação de vasta rede de transportes na região mineradora nem escoamento rápido do ouro. O ouro circulava por rotas coloniais controladas e marcadas por dificuldades. Além disso, a formulação sobre direção aos portos do Nordeste não traduz adequadamente o circuito principal de controle e exportação metropolitano.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre crescimento da mineração e transformação total da colônia: quem trata o ouro como ruptura absoluta tende a aceitar fim da agricultura, início do extrativismo, autossuficiência das Minas ou modernização ampla dos transportes.
Dica para questões semelhantes
- Procure efeitos históricos efetivos da mineração, especialmente interiorização do povoamento e aumento da arrecadação metropolitana.
- Desconfie de alternativas com termos absolutos como “fim”, “autossuficiência”, “vasta rede” e “rápido”, porque a base mostra que esses exageros distorcem o processo histórico.
- Elimine formulações anacrônicas: categorias como “multinacionais inglesas e norte-americanas” não cabem no Brasil colonial.
- Quando o enunciado menciona o fim do século XVII, considere que ele pode estar cobrando um processo iniciado ali e consolidado no século XVIII.





