Questão e70fa8f8-b0
Prova:UNICENTRO 2010
Disciplina:Atualidades
Assunto:Economia na Atualidade, Economia Nacional na Atualidade

Os países emergentes do Grupo dos Vinte (G20, nações mais ricas e principais emergentes), entre eles Brasil, que compareceram à Cúpula de Toronto, em junho de 2010, reivindicaram a aceleração das reformas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM), e uma regulação do sistema financeiro que inclui os paraísos fiscais. O Brasil teve uma vitória ao antecipar o prazo para completar a revisão das cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI). (MORENO, 2010).


A vitória do Brasil, ao antecipar o prazo para completar a revisão de cotas do FMI, deverá possibilitar

A
o aumento do peso das economias emergentes nas relações internacionais.
B
a indicação do Brasil para escolher alguns países do Cone Sul para participar das próximas reuniões do G20.
C
o estabelecimento, pelo Brasil, de novas regras que visem regulamentar o sistema financeiro internacional.
D
a democratização do comércio internacional com o banimento definitivo do protecionismo.
E
a participação da África, até então excluída, no comércio internacional.

Gabarito comentado

C
Camilo CordeiroTime de mentores Qconcursos

Gabarito: A

Fundamento decisivo: O trecho decisivo é "O Brasil teve uma vitória ao antecipar o prazo para completar a revisão das cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI)". Como as cotas expressam o peso relativo dos países no FMI, sua revisão favorece a redistribuição de influência institucional para economias emergentes.

Tema central: Revisão de cotas do FMI
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque a revisão de cotas do FMI, no contexto das reivindicações dos países emergentes do G20, significa ampliar a participação relativa e a influência desses países na estrutura decisória do Fundo. Como as cotas expressam o peso dos membros na instituição, sua revisão fortalece o peso político-institucional das economias emergentes, como o Brasil, na governança econômica internacional.
B
Errada
Errada. A revisão de cotas do FMI não cria para o Brasil qualquer competência para escolher países do Cone Sul para reuniões do G20. Não há relação institucional entre a redistribuição de cotas no FMI e a definição de participantes do G20 pelo Brasil.
C
Errada
Errada. O enunciado menciona reivindicação por regulação do sistema financeiro internacional, mas a antecipação da revisão de cotas do FMI apenas amplia a influência relativa dos emergentes; não transfere ao Brasil poder unilateral para estabelecer novas regras globais.
D
Errada
Errada. Revisão de cotas do FMI trata de governança econômico-financeira e distribuição de poder institucional, não de democratização do comércio internacional nem de banimento definitivo do protecionismo. A alternativa mistura temas distintos e ainda usa formulação absoluta sem suporte na base.
E
Errada
Errada. Falta nexo causal entre a revisão de cotas do FMI e a inclusão da África no comércio internacional. A medida trata de governança do FMI e não produz esse efeito direto.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre aumento de influência dos emergentes na governança do FMI e poderes que a medida não confere, como alterar a composição do G20, criar regras globais unilateralmente ou transformar diretamente o comércio internacional.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão falar em cotas do FMI, pense em participação, voto e influência institucional, não em poder soberano autônomo de um país.
  • Separe governança financeira internacional de comércio internacional: reforma do FMI não equivale a fim do protecionismo nem a mudanças automáticas no sistema comercial.
  • Desconfie de alternativas que atribuam ao Brasil competência formal sobre G20 ou sobre regras globais sem mediação multilateral.
  • Formulações maximalistas como “banimento definitivo” ou “até então excluída” exigem suporte expresso; sem isso, tendem a estar erradas.

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