Considere o texto a seguir:
As cidades-Estado [...] eram muito diferentes entre si: nas dimensões territoriais, nas riquezas, em suas histórias
particulares e nas diferentes soluções obtidas ao longo dos séculos para os conflitos de interesses entre seus
componentes. A maioria delas nunca ultrapassou a dimensão de pequenas unidades territoriais, abrigando alguns
milhares de habitantes – não mais do que 5 mil, quase todos envolvidos com o meio rural. Outras, de porte médio,
chegaram a congregar 20 mil pessoas. Algumas poucas, portos comerciais ou centros de grandes impérios, atingiram a dimensão de verdadeiras metrópoles, com mais de 100 mil habitantes [...].
(GUARINELLO, Norberto Luiz. Cidades-Estado na Antiguidade Clássica. In: PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi (Orgs.). História
da cidadania. São Paulo: Contexto, 2008. p. 30.)
De acordo com o texto, na Grécia antiga, as cidades-Estado
Gabarito comentado
Alternativa correta: C
Tema central: as cidades‑Estado (poleis) da Grécia antiga e sua diversidade política, demográfica e institucional — conhecimento recorrente em provas de História Geral.
Resumo teórico: as poleis eram unidades políticas independentes, variando muito em tamanho (de pequenas comunidades rurais a grandes cidades‑portos) e em regimes políticos. Exemplos clássicos: Atenas (experiência democrática limitada a cidadãos) e Esparta (regime oligárquico‑militar). Não houve um Estado centralizador grego; cada polis tomava suas opções internas. (Ver: Guarinello in Pinsky; Cartledge, The Greeks.)
Por que a alternativa C está certa: o enunciado destaca explicitamente as diferenças entre as cidades‑Estado — em tamanho, riqueza e soluções políticas — e cita Atenas e Esparta como casos contrastantes. Logo, afirmar que a principal característica era a diversidade entre si é coerente com o texto e com a historiografia.
Análise das alternativas incorretas:
A — incorreta. Nem todas as poleis adotaram ideais democráticos; a democracia ateniense foi uma experiência particular e restrita (homens cidadãos); muitas cidades tinham oligarquias ou monarquias.
B — incorreta. Não existia uma cidade centralizadora controlando todas as outras; as poleis eram políticas independentes e muitas vezes rivais (ex.: conflitos entre Atenas e Esparta).
D — incorreta. A cidadania não era universal nem igual em todas as poleis; variava segundo leis locais e excluía mulheres, escravos e estrangeiros — além disso, o texto trata de diversidade entre cidades, não de um direito igualitário padrão.
E — incorreta. Não houve um “Império grego” com domínio político e religioso consensual das poleis; a unidade cultural não se traduzia em centralização política única.
Dica de prova: procure no enunciado palavras‑chave como “diferenças”, “dimensões” e nomes exemplares (Atenas/Esparta). Desconfie de alternativas que generalizam ("todo", "independente") e elimine aquelas que contradizem noções básicas (autonomia das poleis, exclusividade da cidadania).
Fontes rápidas: Guarinello (em Pinsky, História da cidadania) e Cartledge, The Greeks.
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