Questão c9999129-c2
Prova:UECE 2014
Disciplina:História
Assunto:Período Colonial: produção de riqueza e escravismo, História do Brasil

As atividades manufatureiras eram geralmente proibidas no Brasil Colonial. Tal proibição ocorria, porque

A
os produtos consumidos pelos centros urbanos coloniais deveriam ser exclusivamente produzidos na Metrópole.
B
era preciso garantir que a Colônia fosse consumidora dos produtos oferecidos pelos detentores do monopólio comercial.
C
a produção artesanal e industrial no Brasil Colônia poderia competir com os produtos metropolitanos.
D
a produção que atendia ao consumo dos núcleos rurais significava uma ameaça ao monopólio comercial.

Gabarito comentado

G
Gabrielle FrancoMonitor do Qconcursos

Gabarito: B

Tema central: trata-se da política mercantilista portuguesa no Brasil Colonial — isto é, da estratégia de transformar a colônia em fornecedora de matérias‑primas e consumidora dos produtos manufaturados da metrópole, assegurada por regras e práticas que limitavam a indústria local.

Resumo teórico: no mercantilismo (séculos XVI‑XVIII) as potências europeias buscavam acumular riqueza controlando comércio colonial. Para Portugal, isso significou limitar manufaturas nas colônias, manter monopólios comerciais e favorecer exportações de matérias‑primas. Havia proibições formais e informais (tarifas, proibições de ofícios que competissem com a metrópole, controle do comércio por companhias e casas de negócios). Fontes clássicas para aprofundar: Caio Prado Júnior, Formação do Brasil Contemporâneo; Celso Furtado, Formação Econômica do Brasil.

Justificativa da alternativa correta (B): a alternativa B afirma que a proibição visava "garantir que a Colônia fosse consumidora dos produtos oferecidos pelos detentores do monopólio comercial". Isso sintetiza corretamente o objetivo: impedir concorrência local para assegurar o mercado colonial aos comerciantes metropolitanos/monopolistas. A ênfase é no papel do monopólio comercial como garante da dependência econômica.

Análise das alternativas incorretas:

A — "os produtos consumidos pelos centros urbanos coloniais deveriam ser exclusivamente produzidos na Metrópole." Parcialmente verdadeira, mas excessivamente absoluta. A política buscava evitar concorrência significativa e produção manufatureira que afetasse o mercado metropolitano; não havia fiscalização absoluta para cada item artesanal local. Por isso a redação "exclusivamente" torna a alternativa inadequada.

C — "a produção artesanal e industrial no Brasil Colônia poderia competir com os produtos metropolitanos." Contradiz a ideia de proibição: a razão da proibição era justamente evitar essa competição. Logo, C está errada porque inverte o sentido causal.

D — "a produção que atendia ao consumo dos núcleos rurais significava uma ameaça ao monopólio comercial." A preocupação central era com mercados urbanos e com bens que competissem em escala com os produtos metropolitanos; pequenas produções rurais de subsistência raramente eram o alvo principal. A alternativa desloca o foco e, portanto, é incorreta.

Dica de prova: ao ver termos como "proibição" e "monopólio comercial", pense em mercantilismo e em objetivo de manter a colônia como mercado cativo — elimine alternativas com termos absolutos ou que invertam o nexo causal.

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