Sobre a história da Idade Média, assinale a
alternativa correta.
Gabarito comentado
Resposta: Alternativa B
Tema central: relações entre Igreja e sociedade medieval — formas de vida religiosa (ordens regulares) e ministério cristão no fato de que a ordenação sacerdotal (clero secular) era masculina. Esse conhecimento exige cronologia básica, noções sobre clero regular x secular e papéis de gênero na Igreja medieval.
Resumo teórico: A Igreja medieval distinguia entre clero regular (monges e freiras que viviam segundo uma regra — ex.: Regra de São Bento) e clero secular (bispos e padres que atuavam na sociedade). A ordenação sacerdotal era reservada a homens; por isso as mulheres encontraram participação religiosa sobretudo em ordens regulares (mosteiros) ou em formas não-ordenadas (beguinas, âncoras, canonisas seculares em casos regionais). Em linhas gerais, a regra institucional impedia mulheres de exercer o sacerdócio.
Por que B está correta: a alternativa expõe a distinção fundamental: mulheres podiam ingressar majoritariamente em ordens regulares (vida conventual), enquanto cargos clericais seculares (ordenações sacerdotais, episcopado) eram restritos aos homens — regra que se manteve institucionalmente ao longo da Idade Média. Essa diferença é ponto recorrente em obras de história medieval (ex.: Marc Bloch, Georges Duby) e no direito eclesiástico.
Análise das alternativas incorretas:
A — incorreta: a conversão dos francos ao cristianismo deu-se com Clóvis (final do século V/início do VI), bem antes do auge carolíngio; e o Sacro Império Romano-Germânico consolidou-se mais tardiamente (séc. X/XI), não como simples resultado da expansão carolíngia do séc. VIII.
C — incorreta: a aristocracia medieval era, em geral, detentora de terras e direitos senhoriais; sua posição guerreira estava ligada ao controle fundiário e a privilégios senhoriais (fidalguia e feudo).
D — incorreta: os relógios mecânicos públicos (a partir do séc. XIII) tendem a secularizar o controle do tempo urbano; embora instalados em torres e igrejas, eles também responderam a demandas cívicas e reduziram o monopólio religioso sobre a marcação do tempo.
E — incorreta: a presença islâmica no Mediterrâneo (a partir do séc. VII) não se caracterizou por mera destruição da administração urbana; em muitos casos (Al-Andalus, Sicília) houve preservação e mesmo florescimento de estruturas urbanas e administrativas.
Dica de prova: atente-se a anacronismos (datas/acontecimentos deslocados) e generalizações absolutas. Quando a alternativa contrasta regras institucionais (quem podia ser ordenado) com práticas sociais, lembre-se da diferença entre norma canônica e exceções locais (beguinas, canonisas).
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