O ano de 2011, além de completar dez anos do atentado terrorista aos Estados Unidos, tem visto vários conflitos no mundo árabe: a queda dos regimes tunisiano e egípcio e, em seguida, a derrubada de Muammar Gaddafi, na Líbia, e a insurreição na Síria.
Sobre os atuais conflitos no mundo árabe, é correto afirmar–se que
Sobre os atuais conflitos no mundo árabe, é correto afirmar–se que
Gabarito comentado
Alternativa correta: A
Tema central: trata-se da Primavera Árabe (2010–2012), movimento de protestos populares em países do Norte da África e Oriente Médio motivado por desemprego, corrupção, repressão política e desigualdades. Para responder, é preciso distinguir causas socioeconômicas e políticas imediatas (corrupção, falta de oportunidades, autoritarismo) de explicações equivocadas (variações do preço do petróleo, demanda exclusiva por políticas de bem‑estar).
Resumo teórico: a Primavera Árabe começou na Tunísia com a auto‑imolação de Mohamed Bouazizi (dez/2010), que simbolizou a indignação diante da humilhação, da corrupção local e da ausência de perspectivas. Em 2011, mobilizações massivas derrubaram Ben Ali (Tunísia) e Mubarak (Egito). A Líbia e a Síria tiveram revoltas semelhantes, porém com trajetórias distintas: intervenção internacional e guerra civil, respectivamente. Fontes úteis: análises da Human Rights Watch, relatórios da ONU e estudos sobre movimentos sociais e democratização.
Por que A é correta: a alternativa aponta corretamente que as revoltas tunisiana e egípcia foram geradas pela indignação diante da riqueza e da corrupção da elite governante. Esse fator aparece como causa central nas pesquisas e nas declarações dos próprios manifestantes — demanda por fim à corrupção, maior transparência e acesso a emprego e dignidade.
Análise das alternativas incorretas:
B (errada): embora houvesse reivindicações por melhores serviços públicos, os protestos não foram majoritariamente sobre implementação de um modelo de bem‑estar universal; eram demandas por dignidade, emprego e fim da repressão, não propostas tecnocráticas de políticas públicas.
C (errada): a queda do preço do petróleo não foi gatilho geral — muitos países afetados (ex.: Tunísia, Egito) não eram grandes produtores de petróleo. O fator econômico relevante foi desemprego juvenil e precariedade, agravados pela corrupção.
D (errada): os casos sírio e líbio não decorrem de uma “aceitação da desigualdade” em troca de crescimento; ao contrário, as revoltas mostram rejeição à desigualdade e à repressão. Em Líbia e Síria, a resposta violenta dos regimes transformou insurreições em conflitos armados.
Dica de interpretação: Procure palavras‑chave no enunciado e nas alternativas (ex.: “corrupção”, “preço do petróleo”, “bem‑estar”). Elimine opções que apresentam causas gerais incompatíveis com o contexto nacional específico (Tunísia/Egito não eram grandes exportadores de petróleo).
Fontes recomendadas: relatórios Human Rights Watch; cobertura da BBC e do New York Times (2010–2012); estudos acadêmicos sobre Primavera Árabe e democratização.
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