Questão 891fd40c-af
Prova:PUC - Campinas 2010
Disciplina:Português
Assunto:Interpretação de Textos, Problemas da língua culta, Coesão e coerência

A frase que está redigida de maneira clara e correta é:

A
Ele disse que esses últimos pareceres, que ninguém sabe a origem, certamente determinará que o projeto tome outro rumo.
B
Dispuseram-se a ler cuidadosamente e auxiliar no processo, porque, nele, existe certos aspectos jurídicos que desconhecemos.
C
Não sei por que ele não participou da reunião em que se decidiu sobre a contenção de despesas, mas tenho certeza de que o avisei a tempo.
D
O motivo das discussões é pelo fato que eles retiraram produtos sem autorização dos responsáveis, que evidentemente não lhes liberariam.
E
Os gastos com a merenda equiparou-se a da reforma do salão de festas, o que comprova que a alimentação não é o excesso a ser controlado.

Gabarito comentado

A
Aline Ribeiro Monitor com apoio de IA

Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a correção gramatical global do período, com especial atenção ao emprego de "por que" em interrogativa indireta, à regência e à construção do relativo em "em que". Como a alternativa C é a única sem desvio objetivo de concordância, regência ou estrutura sintática, ela atende ao enunciado.

Tema central: correção e clareza frasal
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta por dois motivos objetivos. Primeiro, há erro de concordância verbal em "esses últimos pareceres (...) determinará", porque o sujeito está no plural e o verbo foi empregado no singular. Segundo, a construção "que ninguém sabe a origem" é defeituosa do ponto de vista da regência e da oração relativa, comprometendo a correção da frase.
B
Errada
Está incorreta por erro de concordância verbal em "existe certos aspectos jurídicos". Como o sujeito posposto está no plural, a forma correta exigida pela norma-padrão é plural. A frase pode soar aceitável no uso coloquial, mas a questão cobra redação correta.
C
Certa
A alternativa C se sustenta porque o período está normativamente correto e redigido com clareza. Em "Não sei por que ele não participou", o "por que" está adequadamente empregado em interrogativa indireta. Em "da reunião em que se decidiu sobre a contenção de despesas", a regência e a oração relativa estão bem articuladas, sem quebra de coesão. A sequência final, "mas tenho certeza de que o avisei a tempo", completa o sentido de modo claro e compatível com o restante do período, sem ambiguidade relevante nem erro de concordância.
D
Errada
Está incorreta por inadequação de regência e de construção sintática em "O motivo das discussões é pelo fato que". A articulação entre "o motivo" e "é pelo fato" não se sustenta corretamente na norma-padrão, e "pelo fato que" também compromete a formulação. Além disso, há quebra de clareza em "que evidentemente não lhes liberariam", porque o verbo "liberariam" aparece sem objeto expresso.
E
Errada
Está incorreta por erro de concordância verbal em "Os gastos com a merenda equiparou-se", já que o sujeito plural exige verbo no plural. Além disso, a construção comparativa em "a da reforma do salão de festas" apresenta paralelismo sintático defeituoso, o que também prejudica a redação.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de aceitar como corretas frases apenas compreensíveis no uso comum. As alternativas erradas transmitem sentido geral, mas caem por erros objetivos de concordância, regência, construção relativa ou clareza referencial; já C pode gerar hesitação apenas pelo "por que", que está correto por introduzir interrogativa indireta.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique primeiro se há concordância entre sujeito e verbo; vários erros decisivos aparecem aí.
  • Em frases com relativo, confira se a ligação com o antecedente está sintaticamente completa e clara.
  • Não confunda frase compreensível com frase correta: a prova cobra norma-padrão e construção precisa.
  • Quando aparecer "por que", observe a função no período; em interrogativa indireta, a forma separada é a adequada.

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