No contexto da Primeira República, emergiu o
movimento tenentista. No que diz respeito a esse
movimento, pode-se afirmar corretamente que
Gabarito comentado
Alternativa correta: B
Tema central: o tenentismo na Primeira República — movimento protagonizado por oficiais de baixa patente (tenentes) que promoveu rebeliões militares na década de 1920, exigindo reformas políticas e modernização do país.
Resumo teórico: os tenentes eram jovens oficiais descontentes com o predomínio das oligarquias (café‑com‑leite), a corrupção eleitoral e a estagnação do Estado. Destacam‑se a Revolta dos 18 do Forte (1922), a revolta de 1924 em São Paulo e a Coluna Prestes (1925–27). Suas reivindicações iam além de questões salariais: buscavam reformas institucionais, fim do coronelismo e projetos de modernização nacional (ver Boris Fausto; José Murilo de Carvalho; Thomas Skidmore).
Por que a alternativa B está correta: ela identifica corretamente o núcleo social do movimento — oficiais de baixa patente — e reconhece que houve uma expressão de descontentamento da corporação, incluindo condições de serviço e remuneração. Essa formulação é a que mais se aproxima do consenso historiográfico sobre a composição social e a emergência do movimento.
Análise das alternativas incorretas:
A — incorreta: o tenentismo não contou com apoio das altas patentes e não se limitou à capital federal; eclodiu em várias praças (Rio, São Paulo, várias guarnições).
C — incorreta: o movimento não se caracterizou por uma defesa explícita e fiel da democracia liberal; tinha forte componente autoritário e exaltava soluções de “salvação nacional” e intervenções militares contra as oligarquias.
D — incorreta: houve levantes e ações radicais (1922, 1924, Coluna Prestes). Além disso, embora alguns tenentes defendessem governos fortes, a frase nega a própria existência de rebeliões, o que é falso.
Dica de prova: atente para palavras absolutas como “apenas”, “qualquer” e para quem compunha o movimento (baixa patente). Se a alternativa identifica corretamente o sujeito social e não reduz o movimento a um único fator, tende a ser a mais plausível.
Fontes recomendadas: Boris Fausto, História do Brasil; José Murilo de Carvalho, A Formação das Almas; Thomas Skidmore, Brasil: de Getúlio a Castelo.
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