No que concerne à Confederação do Equador
de 1824, analise as afirmações a seguir, e assinale
com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) A Confederação costuma ser considerada um
prolongamento da Revolução Pernambucana
de 1817.
( ) As propostas liberais, republicanas e
federativas serviram de bandeira política
para os insurretos.
( ) Os revoltosos propunham a organização de
uma república nos moldes dos Estados
Unidos da América.
( ) A adesão dos segmentos populares foi
fundamental para unir todos os revoltosos.
( ) A imprensa, infelizmente, atuou contra o
movimento e nenhum jornal nas províncias
envolvidas quis apoiar a causa.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Gabarito comentado
Alternativa correta: D
Tema central: a Confederação do Equador (1824) foi uma insurreição regional contra o centralismo pós-independência e a Constituição de 1824. Para resolver a questão é preciso entender as bases políticas (liberais, republicanas e federativas), a composição social dos líderes e o papel da imprensa.
Resumo teórico: a rebelião ocorreu principalmente em Pernambuco e nas províncias vizinhas, inspirada por ideias iluministas e pelos modelos republicanos/federais. Foi liderada por setores das elites locais (juristas, militares e comerciantes), não alcançando ampla adesão popular, e foi duramente repressa pelo governo imperial. Fontes clássicas: obras de José Murilo de Carvalho, Boris Fausto e Capistrano de Abreu (historiografia sobre o período regencial e o Primeiro Reinado).
Análise das afirmações (V/F) e justificativa:
1) Verdadeira — A Confederação é historicamente interpretada como continuidade das insatisfações expressas na Revolução Pernambucana de 1817: ambas têm matriz regional, reivindicações liberais e reação ao poder centralizado.
2) Verdadeira — Liberalismo, republicanismo e federalismo foram de fato bandeiras dos líderes; eram propostas políticas centrais para justificar a autonomia provincial frente ao imperialismo constitucional de 1824.
3) Verdadeira — Os rebeldes buscaram inspiração no modelo republicano e federal (como os EUA), defendendo uma república federativa como alternativa ao regime centralizado do Império.
4) Falsa — A adesão popular não foi determinante; o movimento teve base nas elites locais e contou com apoio limitado das camadas populares, o que fragilizou a insurreição frente à repressão imperial.
5) Falsa — A imprensa não foi unânime contra o movimento; houve jornais simpatizantes nas províncias que ecoaram ideias liberais e republicanas (ou ao menos críticas ao centralismo), portanto a afirmação é excessiva e incorreta.
Por que a alternativa D é correta: D corresponde à sequência V, V, V, F, F, que coincide com a análise histórica acima.
Por que as outras alternativas estão erradas (síntese): A, B e C apresentam combinações que atribuem falsamente verdade ou falsidade a pelo menos uma das três primeiras afirmações centrais ou à participação popular/imprensa, o que contraria a interpretação historiográfica predominante.
Estratégia de prova: ao ler enunciados desse tipo, identifique primeiro a base social (elite vs. massas) e as influências ideológicas (liberal/república/federação) — são pistas rápidas para avaliar V/F.
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