A expansão dos engenhos de açúcar pelo Nordeste, durante o período colonial, esteve associada:
Gabarito comentado
Alternativa correta: E
Tema central: a organização econômica e social do Nordeste colonial — a chamada economia açucareira — e seus meios de produção. É importante entender termos como engenho, plantation, latifúndio e trabalho escravo.
Resumo teórico: Os engenhos de açúcar eram unidades produtivas complexas (casa-grande, senzala, campos, instalações de moenda) que emergiram entre os séculos XVI e XVIII. Trabalhavam com monocultura do açúcar para exportação, em grandes propriedades (latifúndios) e com mão de obra escrava — inicialmente indígena e, sobretudo, africana. Esse modelo é estudado em clássicos como Caio Prado Júnior (Formação do Brasil Contemporâneo) e Boris Fausto (História do Brasil).
Justificativa da alternativa E: A expansão dos engenhos implicou grandes plantações (plantation) voltadas à exportação e a ampla adoção do trabalho escravo africano, que garantia a força de trabalho necessária para a produção em larga escala. Assim, a alternativa E sintetiza corretamente a natureza econômica e social desse processo.
Análise das alternativas incorretas:
A — à extração de minérios: incorreta. Mineração (ouro) foi eixo econômico de outras regiões e períodos (Minas Gerais, século XVIII), não do Nordeste açucareiro.
B — à criação de animais para exportação: incorreta. Pecuária existia, mas não foi a base da expansão dos engenhos; o foco era a cana e o açúcar exportado.
C — ao desenvolvimento das plantações de cacau: incorreta. O cacau só ganha destaque comercial mais tarde (século XIX, no sul da Bahia), não sendo o motor da economia açucareira colonial.
D — ao emprego de modernas tecnologias europeias: incorreta. Os engenhos usavam tecnologias europeias adaptadas (moendas, alambiques), mas não houve uma revolução tecnológica moderna; o fator decisivo foi o sistema de produção baseado em grande porte e escravidão.
Dica de prova: identifique palavras-chave (ex.: "engenhos de açúcar" → pense em plantation, monocultura e escravidão). Descarte alternativas que tratem de outros ciclos econômicos (mineração, cacau) ou que exagerem aspectos (ex.: “modernas tecnologias”) sem respaldo histórico.
Fontes recomendadas: Caio Prado Júnior, Formação do Brasil Contemporâneo; Boris Fausto, História do Brasil; textos sobre economia colonial e escravidão brasileira.
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