“Para conseguir participação política no início do Século XVIII, os comerciantes do Recife precisaram enfrentar um conflito civil, posto que, até então, todos os mercadores do Brasil Colonial eram excluídos das Câmaras Municipais”.
CABRAL DE SOUZA, George F. Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 5, n. 53. p. 56-57.
O fragmento acima faz menção à
CABRAL DE SOUZA, George F. Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 5, n. 53. p. 56-57.
O fragmento acima faz menção à
Gabarito comentado
Resposta correta: Alternativa C — Guerra dos Mascates
Tema central: conflito entre comerciantes (mascates) do Recife e a elite agrária de Olinda no início do século XVIII, por acesso ao poder municipal. Entender esse tema exige conhecer a estrutura política das vilas coloniais (Câmaras Municipais), a economia açucareira e a formação de centros urbanos portuários.
Resumo teórico: no Brasil colonial, as Câmaras eram órgãos de administração local controlados pela elite agrária. Em Pernambuco, o crescimento comercial do Recife suscitou rivalidade com os senhores de engenho de Olinda. Em 1710 o Recife foi elevado a vila, criando uma Câmara municipal — isso provocou reação dos olindenses, que atacaram o porto; o conflito armado entre ambas as partes é a Guerra dos Mascates. Fontes gerais: Boris Fausto, História do Brasil; e trabalhos sobre Pernambuco colonial e a Revista de História da Biblioteca Nacional.
Por que a alternativa C está certa: o enunciado fala de comerciantes do Recife buscando participação política e enfrentando conflito civil por exclusão das Câmaras — descrição típica da Guerra dos Mascates (1710–1711), quando os “mascates” buscaram autonomia municipal frente à oligarquia de Olinda.
Análise das incorretas:
A — Revolta de Felipe dos Santos: ocorreu em 1720 em Minas Gerais, ligada a impostos e à elite mineradora; contexto regional e atores diferentes.
B — Revolta dos Beckman: 1684 no Maranhão, contra monopólios e má administração da Companhia de Comércio; não envolve Recife vs Olinda.
D — Guerra dos Emboabas: 1708–1709 em Minas Gerais, conflito entre bandeirantes paulistas e forasteiros pela posse de áreas auríferas; distinto em lugar, atores e causa.
Dica de interpretação: fixe palavras-chave do enunciado (cidade — Recife; atores — comerciantes; objetivo — participação nas Câmaras) e relacione com cronologia — isso elimina alternativas de outros espaços (Minas, Maranhão) e aponta para a Guerra dos Mascates.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!





