Um dos elementos decisivos no tocante à simbologia do regime republicano que foi inaugurado no Brasil em 1889 foi a definição de sua bandeira, de adoção obrigatória e legalmente estabelecida. Segundo alguns autores, essa foi uma batalha decisiva, que revelou clivagens entre os próprios republicanos, apesar de a vitória ter pertencido a um grupo: os positivistas. Sua vitória, nesse caso, pode ser explicada pelo fato de
Gabarito comentado
Alternativa correta: E
Tema central: simbolismo da bandeira republicana de 1889 e a influência do positivismo na definição dos símbolos nacionais. É preciso conhecer o contexto da Proclamação da República, as propostas de identidade nacional e a origem do lema “Ordem e Progresso” (inspirado em Auguste Comte).
Resumo teórico: o positivismo foi corrente filosófica que influenciou militares e setores urbanos do Brasil no fim do século XIX. Apesar de existirem diferentes matizes republicanos, os positivistas lograram incorporar elementos simbólicos na nova bandeira: cores herdadas da monarquia (verde e amarelo), novo elemento central (o disco azul com estrelas) e o lema “Ordem e Progresso”. A adoção conciliou passado e projeto republicano, buscando legitimação e unidade.
Fontes relevantes: Decreto do Governo Provisório de 19/11/1889 (instituiu a nova bandeira) e Lei nº 5.700/1971 (regulamenta símbolos nacionais). O lema deriva da máxima de Auguste Comte: “L'amour pour principe et l'ordre pour base; le progrès pour but”.
Por que a alternativa E é correta: ela descreve com precisão a vitória simbólica dos positivistas: a bandeira republicana manteve cores da monarquia (ligando passado ao futuro), introduziu o lema “Ordem e Progresso” (marca positivista) e elementos que visavam representar conciliação e ideais universais — combinação que garantiu ampla aceitação e legitimidade simbólica.
Análise das alternativas incorretas:
A — incorreta: o positivismo não era “seita religiosa” ortodoxa que pregasse fim do “estágio fetichista” da população; trata‑se de corrente filosófica e científica com dimensão política, não culto popular.
B — incorreta: os positivistas não defendiam a monarquia; ao contrário, muitos militares positivistas foram parte ativa na proclamação da república, buscando ordem e progresso sob novo regime.
C — incorreta: os positivistas não constituíam base de apoio junto à aristocracia/conservadores tradicionais; sua força vinha sobretudo do exército e de setores urbanos e intelectuais favoráveis à mudança.
D — incorreta: a vitória positivista na bandeira não se explica por maioria parlamentar que vetou projetos rivais; foi resultado de influência ideológica e política sobre o governo provisório e do desejo de conciliar sinais do passado com novo projeto nacional.
Dica de interpretação: identifique termos-chave (ex.: “mote”, “elementos da antiga bandeira”, “combinar passado e futuro”) — alternativas que neguem a presença desses traços históricos costumam ser descartadas.
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