O fim último, causa final e desígnio dos homens (...), ao introduzir
aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos
viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação
e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair
daquela mísera condição de guerra que é a consequência necessária
(...) das paixões naturais dos homens, quando não há
um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os,
por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos (...).
(Thomas Hobbes. Leviatã, 1651. In: Os pensadores, 1983.)
De acordo com o texto,
O fim último, causa final e desígnio dos homens (...), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela mísera condição de guerra que é a consequência necessária (...) das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos (...).
(Thomas Hobbes. Leviatã, 1651. In: Os pensadores, 1983.)
De acordo com o texto,
Gabarito comentado
Alternativa correta: E
Tema central: teoria do contrato social em Thomas Hobbes — explicita a ideia de que os indivíduos, movidos pelo medo e pela busca de autoconservação, aceitam restrições pessoais para viver sob um poder soberano que garante ordem e cumprimento dos pactos.
Resumo teórico (claro e progressivo):
- Hobbes parte do estado de natureza: condição sem autoridade central, marcada por insegurança e guerra de todos contra todos.
- Para escapar dessa condição “miserável”, os homens firmam um contrato social, transferindo parte de sua liberdade a um poder visível (o soberano/Estado) que impõe leis e castigos.
- Função do Estado: garantir a sobrevivência e a convivência pacífica por meio da coerção legítima. (Fonte: Thomas Hobbes, Leviathan, 1651; sínteses em: Stanford Encyclopedia of Philosophy.)
Justificativa da alternativa E:
O texto afirma que os homens impõem restrições a si mesmos para conservar a vida e sair da guerra natural, por meio de um “poder visível” que, por medo do castigo, força o cumprimento dos pactos. Isso descreve precisamente o papel do Estado como autoridade que controla os homens para permitir sua sobrevivência e convívio social — lógica expressa na alternativa E.
Análise das alternativas incorretas:
- A: Contrária a Hobbes. Ele não afirma que “os homens são bons por natureza”; descreve-os motivados por paixões e medo, levando ao conflito sem autoridade.
- B: A ideia de pactos internos aparece, mas a alternativa erra ao dizer que diferenciam “homens bons dos maus” — Hobbes focaliza segurança e obediência geral, não uma moralização individual.
- C: Relaciona castigos a aprendizado de valores religiosos — Hobbes fala de medo do castigo como mecanismo político, não de educação religiosa como fim.
- D: Atribui as guerras aos interesses expansionistas dos Estados — no texto, as guerras emergem do estado de natureza entre indivíduos, e o Estado é solução, não a causa primária.
Dica de interpretação: Procure no enunciado palavras-chave (ex.: “poder visível”, “medo do castigo”, “conservação”) que apontam para a teoria hobbesiana do soberano. Elimine alternativas que introduzem conceitos ausentes no texto (bondade natural, função religiosa, interesses estatais expansionistas).
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!





