Questão 3a5728fc-b2
Prova:FATEC 2018
Disciplina:Atualidades
Assunto:Desastres Naturais e Humanos na Atualidade

No dia 2 de setembro de 2018, um incêndio de grandes proporções destruiu o prédio Histórico e parte significativa do inestimável acervo do Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Entre outras, a comunidade científica brasileira lamentou a perda de múmias egípcias, amostras de plantas nativas coletadas ainda no período do Império, o raro fóssil do dinossauro Santanaraptor placidus e o crânio que pertenceu à mais antiga habitante humana conhecida da América do Sul, batizada de Luzia.

Em 19 de outubro de 2018, contudo, uma notícia foi largamente comemorada: dado como perdido, o crânio de Luzia foi encontrado entre os escombros do prédio incendiado.

O crânio é considerado uma peça fundamental para o estudo da pré-história brasileira, pois

A
sua constituição indica que o povo de Luzia adotava uma dieta exclusivamente herbívora.
B
é uma evidência utilizada nas pesquisas que buscam desvendar a origem dos primeiros povoadores da América.
C
sua descoberta confirma a teoria segundo a qual os primeiros indivíduos do gênero Homo conviveram com dinossauros não avianos.
D
o tamanho de seu crânio e a datação de sua ossada sugerem que o povoamento humano da América ocorreu há cerca de 3,5 milhões de anos.
E
foi possível concluir, por meio de exames de seu DNA, que os povos pré-históricos tinham uma expectativa de vida superior à dos homens modernos.

Gabarito comentado

B
Bruno Sampaio Monitor do Qconcursos

Tema central: Desastres Humanos e Patrimônio Histórico, enfocando o incêndio do Museu Nacional e sua importância para o estudo da pré-história brasileira com base no achado do crânio de Luzia.

Explicação Conceitual: O incêndio do Museu Nacional foi um desastre humano, pois resultou da ausência de investimentos em prevenção e segurança. Entre as perdas estava o crânio de Luzia, datado de cerca de 11.500 anos, considerado um dos fósseis humanos mais antigos das Américas e fundamental para pesquisas sobre o povoamento do continente.

Justificativa da Alternativa Correta – B: O crânio de Luzia é uma evidência central utilizada para investigar a origem e diversidade dos primeiros habitantes das Américas. Sua morfologia diferenciada sugere que o processo migratório foi mais diverso do que se pensava, indo além dos grupos asiáticos que cruzaram o Estreito de Bering. Grandes nomes, como Walter Neves, reforçam em suas pesquisas (veja “O povo de Luzia”, Ed. Globo) a relevância desse achado para questionar teorias migratórias tradicionais. Assim, a alternativa B é a única que reflete de forma precisa o atual entendimento científico, alinhada ao que cobram diretrizes de Atualidades em vestibulares.

Análise das Incorretas:

A) Errada. Não há prova de dieta exclusivamente herbívora entre os povos de Luzia; análises apontam alimentação variada, típica de caçadores-coletores.

C) Errada. Não existiu convivência entre seres humanos e dinossauros não avianos: os dinossauros foram extintos cerca de 65 milhões de anos antes dos humanos aparecerem, um erro conceitual clássico para pegar desatentos.

D) Errada. O período de 3,5 milhões de anos é incompatível: a datação de Luzia é de aproximadamente 11.500 anos.

E) Errada. Não há exames de DNA que determinem expectativa de vida superior para povos pré-históricos; essas informações extrapolam as evidências científicas disponíveis.

Estratégia de Interpretação: Atenção a termos como “exclusivamente”, datas muito antigas, e relações de convivência implausíveis entre espécies. Palavras que sugerem certezas absolutas, como na alternativa A e E, costumam ser armadilhas.

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