[...] ter consciência histórica significa ter consciência do nosso poder de transformação, do nosso poder de sermos os agentes da História e não seres passivos, acomodados, que sofrem a História. Por isso, ter consciência histórica significa sermos verdadeiramente homens, homens conscientes para podermos construir um mundo melhor – não como objetos, não como instrumentos de trabalho de uma classe dominante, mas como seres humanos inteiros e criativos que trabalham realizando tarefas produtivas, intelectuais ou braçais, que atendam às necessidades da coletividade. (AQUINO; FRANCO; LOPES, 1980, p. 17).
A leitura do texto e os conhecimentos de História permitem afirmar que a aquisição da consciência histórica
A leitura do texto e os conhecimentos de História permitem afirmar que a aquisição da consciência histórica
Gabarito comentado
Resposta correta: B
Tema central: consciência histórica — capacidade de relacionar experiências, fontes e conhecimentos do passado com o presente, reconhecendo agência humana e possibilidades de transformação social. Esse conceito é recorrente em discussões de Didática da História e em documentos educacionais (por exemplo, a BNCC e trabalhos de historiadores da educação).
Resumo teórico: Ter consciência histórica não é acumular fatos, nem fruto apenas da maturidade biológica ou de pesquisa erudita isolada. É um processo interpretativo: o sujeito compara o passado com o presente, constrói sentidos, identifica continuidades e rupturas e reconhece que pode agir sobre a realidade. Conceitos próximos aparecem em autores como Peter Seixas (historical thinking) e nas diretrizes brasileiras que apontam a importância de relacionar passado e presente para formar cidadãos críticos (ver BNCC, componentes de História).
Por que a alternativa B está correta: A alternativa B afirma que a consciência histórica "ocorre na relação que se estabelece entre o passado vivido e o momento presente". Isso traduz a ideia central do texto-base: consciência histórica implica reconhecer nosso poder de transformação ao interpretar o passado a partir das demandas e vivências do presente. A leitura crítica do passado fornece instrumentos para agir sobre o presente — exatamente o argumento do excerto apresentado.
Análise das alternativas incorretas:
A — Errada. Acumular informações não garante compreensão crítica. Memória factual é distinta de interpretação histórica.
C — Errada. A reflexão madura pode ajudar, mas consciência histórica não é privilégio da maturidade biológica; pode ser construída em contextos escolares, comunitários e coletivos.
D — Errada. O trabalho do pesquisador é importante, mas consciência histórica não se reduz à prática acadêmica individual de manipular documentos; envolve diálogo entre passado e presente social.
E — Errada. O texto valoriza transformação social e sentido coletivo, não o enriquecimento material individual como resultado imediato da "consciência histórica".
Dica para prova: Procure sinais no enunciado que remetam à relação entre tempo passado e presente, termos como "transformação", "agentes", "coletividade". Essas pistas indicam que a resposta deve enfatizar interpretação crítica e relação temporal — não mera memória ou capacidade de armazenamento.
Fontes sugeridas: BNCC (componentes de História), Peter Seixas — "The Big Six Historical Thinking Concepts" (para fundamentos do pensamento histórico) e literatura de Didática da História.
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