Questõesde PUC - Campinas sobre Gêneros Textuais

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PUC - Campinas 2010 - Português - Interpretação de Textos, Gêneros Textuais

Nos decênios de 1960 e 1970, consolidaram-se algumas tendências da vanguarda estética, sobretudo as que valorizavam, no gênero da poesia, a

Para responder à questão, considere o texto abaixo.

     O decênio de 1960 foi primeiro turbulento e depois terrível. (...) Na fase inicial, período Goulart, houve um aumento de interesse pela cultura popular e um grande esforço para exprimir as aspirações e reivindicações do povo − no teatro, no cinema, na poesia, na educação. (...) Mas o timbre dos anos 60 e sobretudo 70 na literatura foram as contribuições de linha experimental e renovadora, refletindo de maneira crispada, na técnica e na concepção da narrativa, esses anos de vanguarda estética e amargura política.
(Antonio Candido. A educação pela noite e outros ensaios. S. Paulo: Ática, 1987. p. 208-209) 
A
reformulação do verso, privilegiando os versos de menor número de sílabas.
B
recorrência de símbolos místicos e transcendentes.
C
dissolução do verso, privilegiando novas formas de poema em prosa.
D
visualização dos signos no espaço físico da página.
E
incorporação das falas regionais e da literatura de cordel.
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PUC - Campinas 2010 - Português - Interpretação de Textos, Gêneros Textuais, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Considerando-se os aspectos técnicos empregados nesse fragmento de poema, vê-se que o poeta recorreu a

Para responder à questão, considere o poema abaixo.


Espanha da liberdade,

Não a Espanha da opressão.

Espanha republicana:

A Espanha de Franco, não.

(...)

Espanha da livre crença,

Jamais a da Inquisição.

(...)

Espanha que se batia

Contra o corso Napoleão!

(Manuel Bandeira. 50 poemas escolhidos pelo autor. S. Paulo: Cosac Naify, 2006. p. 60)

A
versos brancos, para acentuar a espontaneidade da fala.
B
decassílabos, para imprimir à linguagem um tom heroico.
C
redondilhas maiores, para acentuar o ritmar de seu protesto.
D
versos livres, para acentuar o caráter libertário da mensagem.
E
rimas preciosas, para valorizar a acusação em que se empenha.
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PUC - Campinas 2010 - Português - Interpretação de Textos, Gêneros Textuais, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Esses versos de José Paulo Paes ressoam, pelo tema e por certas semelhanças estilísticas,

Para responder à questão, considere o poema abaixo.


Vila Rica, Vila Rica,

Cofre de muita riqueza:

Ouro de lei no cascalho,

Diamantes à flor do chão.

Num golpe só de bateia,

Nosso bem ou perdição.


(...)


Vila Rica, Vila Rica,

Forja de muito covarde:

Só o corpo mutilado

De um bravo e simples alferes

Te salva e te justifica

Vila Rica vil e rica.


(José Paulo Paes, Poesia completa. S. Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 91-92) 

A
o poema Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles.
B
os sonetos neoclássicos do inconfidente Cláudio Manuel da Costa.
C
as crônicas Confissões de Minas, de Carlos Drummond de Andrade.
D
as passagens épicas de Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.
E
as Cartas Chilenas, do inconfidente Tomás Antônio Gonzaga.
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PUC - Campinas 2015 - Português - Interpretação de Textos, Gêneros Textuais

Atenção: Para responder a esta questão, considere o Texto B e o que segue.

RECEITA DE ARROZ DOCE TRADICIONAL

INGREDIENTES

1 litro e meio de leite

2 xícaras de arroz branco (já lavado)

3 xícaras de açúcar

Canela em pau (uso e quantidade a gosto)

1 lata de leite condensado


MODO DE PREPARO

Cozinhar o arroz no leite, juntamente com a canela.

20 minutos depois, mexer de tempos em tempos, acrescentar o açúcar, deixar mais 20 minutos e logo em seguida acrescentar o leite condensado e deixar mais 20 minutos.

Colocar em uma linda travessa. 

Levando em conta os gêneros de textos, é correto afirmar: O texto B e a receita 

Atenção: A questão refere-se a A e B, trechos de capítulos da obra Ginástica doce e yoga para crianças: método La Douce. 

A.

CAPÍTULO 2

O CORPO

Conhecer bem o corpo para fazê-lo trabalhar melhor

Cinco extremidades: a cabeça, as mãos, os pés

Para comunicar-se com tudo que a cerca, a criança usa a cabeça, as duas mãos e os dois pés.

A cabeça permite-lhe ter acesso a todas as informações disponíveis. Sede do cérebro, ela fornece os recursos necessários para bem compreender seu ambiente. É igualmente através desta parte do corpo que penetram duas fontes de energia: o ar e o alimento.

A cabeça se articula através do pescoço. Corredor estreito entre o cérebro e a parte inferior do corpo, o pescoço deve ser flexível para facilitar a qualidade das trocas.

As mãos e os pés são verdadeiras antenas. Sua riqueza em terminações nervosas e vasos sanguíneos, assim como a possibilidade das inúmeras articulações, fazem deles instrumentos de extraordinária precisão. 


B.

CAPÍTULO 8

AS EXTREMIDADES

8.4 OS PÉS

2. O limpador de para-brisas

Posição: sentada com os braços atrás do corpo e as mãos apoiadas no chão

− Gire os tornozelos para dentro e para fora;

− Levante e abaixe os calcanhares mantendo as barrigas das pernas no chão (os dois juntos; depois um de cada vez). 

     

A
têm como objetivo sugerir ao leitor a realização de uma tarefa, apresentando o passo a passo da atividade; em ambos os casos, o executor não tem espaço para livre escolha.
B
distinguem-se totalmente: a) pela intenção da mensagem − B busca informar o interlocutor acerca de cuidados com a saúde da criança, a receita, simples indicação de uma fórmula, mostra como preparar um alimento; b) pela composição da mensagem − B admite ilustração, a receita não admitiria.
C
não podem ser aproximados sob nenhum critério, pois, fazendo parte de universos absolutamente distintos − como o comprovam tanto o assunto de cada um, quanto o estilo adotado em cada um deles − , jamais estarão inseridos em contextos comunicativos iguais ou somente parecidos.
D
apresentam traços distintos em sua composição, como se nota pelo emprego do imperativo (em B) e do infinitivo (na receita); entretanto, essa específica diferença não impede o reconhecimento de que partilham a mesma finalidade de instruir o receptor.
E
implicam obrigatoriedade do interlocutor em cumprir o que está minuciosamente descrito em cada um dos textos, mas distinguem-se: em A, a prática vem investida de caráter lúdico, pelo tipo específico de destinatário da mensagem, enquanto a receita remete a atividade rotineira e desgastante.