Questõessobre Denotação e Conotação

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SEBRAE - SP 2019 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação

Em relação à linguagem do texto, é correto afirmar que:

I. A linguagem é predominantemente denotativa, visto que os vocábulos são utilizados em seus significados básico e literal.
II. A linguagem é predominantemente conotativa, em que as palavras, em sua maioria, ganham um novo significado no contexto de ocorrência.
III. A informalidade da linguagem é precária, haja vista que os vocábulos contidos no texto são concentrados na sabedoria popular.

Quais estão corretas?

Instrução: A questão pode referir-se ao texto abaixo; consulte-o, quando necessário. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Empreendedores e suas bolinhas de gude
Por Romero Rodrigues
(Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br – 25/09/19 – texto adaptado)

A
Apenas I.
B
Apenas II.
C
Apenas III.
D
Apenas I e II.
E
Apenas I e III.
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IF-PE 2019 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação, Figuras de Linguagem, Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e Sufixo, Morfologia, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Em relação aos recursos de estilo no TEXTO 3, analise as afirmativas abaixo.

I. Os compositores optaram por empregar uma linguagem predominantemente denotativa, impessoal, o que comunga com o gênero em que se enquadra o TEXTO 3.

II. A seleção vocabular em pares como “varanda/descansa”, “fartos/fortes” e “sonhos/semeando” revela o emprego de figuras como aliteração e assonância, o que contribui para a sonoridade do texto.

III. No verso “Sonhos semeando o mundo real”, infere-se que os sonhos não se contrapõem à realidade; eles são importantes para a construção de um mundo mais justo.

IV. Uma interpretação possível para o TEXTO 3 é a de que o “Vilarejo” é uma metáfora de um lugar onde existam segurança e igualdade social.

V. Levando-se em consideração que o sufixo da palavra “Vilarejo” expressa uma ideia de pequeno tamanho, é um equívoco que nesse lugar não haja exclusão – “Toda a gente cabe lá”.

Estão CORRETAS, apenas, as afirmativas

TEXTO 3

VILAREJO

Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão

Terra de heróis, lares de mãe
Paraíso se mudou para lá
Por cima das casas cal

Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonhos semeando o mundo real
Toda a gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá

Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas pão

Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos
Os destinos e essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for

Compositores: Marisa Monte/Pedro Baby/Carlinhos Brown/Arnaldo Antunes
A
III e IV.
B
I, II e V.
C
I, II e IV.
D
II, III e IV.
E
I e V.
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IF-PR 2016 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia

Em relação ao texto, considere as afirmativas a seguir.

I) No primeiro parágrafo, a palavra peladas está entre aspas porque está empregada com sentido metafórico.

II) No terceiro parágrafo, a regência do verbo assistir está incorreta, pois não admite preposição no sentido de ver/presenciar.

III) No terceiro parágrafo, o termo difundidos foi empregado no sentido de conhecidos ou propagados.

Está(ão) correta(s) apenas:

A bola

    Muito antes de o Brasil ter-se tornado campeão mundial de futebol, nossos antepassados já faziam as suas “peladas”. Só que não eram como as de hoje. O futebol veio muito depois, com suas regras criadas pelos ingleses.

    Mas a bola, ou pelota, ou balão, ou “menina”, ou “redonda”, como dizem os locutores de futebol, já era usada desde a pré-história. É mencionada nos livros mais antigos e nas mais antigas gravuras. Homero e outros escritores da antiga Grécia nos contam que o jogo de bola era considerado importante para dar maior elasticidade e graça ao corpo. São encontradas referências sobre jogos de bola entre os egípcios e mesmo entre os hebreus, que pouco se dedicavam ao atletismo.

    Os antigos romanos não eram também muito apreciadores de esportes. Gostavam de assistir às lutas dos gladiadores, é verdade, mas só de assistir: não participavam. Pois, mesmo entre eles, os jogos de bola eram muito difundidos.

    Antigas bolas também não eram como as de hoje. As primeiras eram feitas de pedaços de couro costurados e “recheadas” dos mais diversos materiais. A menor delas, a harpastum, era uma bola muito dura e socada de penas. As maiores, as follis, eram cheias de ar, feitas de bexigas de animais, muito parecidas com as bolas atuais.

(Adaptado de: Manual do Escoteiro Mirim. São Paulo: Nova Cultura, 1985. p. 45-46.)

A
I.
B
II.
C
I e II.
D
I e III.
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IF-PR 2016 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação

O que causa humor na tira é:

A
a inversão do uso conotativo consagrado de expressão para o uso denotativo da mesma expressão.
B
o uso das gírias: “larga do meu pé”, “chô”, “cara”, que imprimem descontração ao texto.
C
a aparência do fantasma para dar maior credibilidade à fala da formiga.
D
a força e significação do texto não verbal, independente do texto verbal.
3e159051-c4
UEG 2018 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

No enunciado “Essa busca na memória será breve, porém intensa, um tipo de evocação hipnótica”, a palavra “evocação” pode ser substituída, sem prejuízo gramatical e semântico, por

Leia o texto a seguir para responder à questão.



KING, Stephen. Sobre a escrita. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. p.151.
A
catarse
B
conotação
C
convocação
D
presciência
E
reminiscência
dbc13564-bb
UNEB 2014 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação

É exemplo de linguagem conotativa o fragmento apresentado na alternativa

BLACH, Mateus. Patrimônio Cultural, parte II: a contemporaneidade. Disponível em:. Acesso em: 9 nov. 2014. 

A
“A abrangência que o conceito de patrimônio adquiriu pode ser explicada pela dicotomia na relação entre o global e o local.” (l. 1-3).
B
“o avanço do fenômeno da globalização e do sistema capitalista nas cidades como discurso homogeneizante de valores e modos de vida ameaçou as culturas e tradições locais.” (l. 3-6).
C
“Por outro lado, o ‘contramovimento’ de revalorização da tradição e da cultura, que surge no âmbito das microrregiões do planeta.” (l. 6-9).
D
“Nessa perspectiva, foram lançados pela UNESCO os projetos Recomendação sobre a Salvaguarda da Cultura Tradicional Popular (1989) e Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial (2003)” (l. 17-20).
E
“de um discurso patrimonial baseado na ideia do ‘monumento histórico e artístico’, que se referia aos grandes monumentos do passado, passou-se em nossa era para uma concepção do patrimônio entendido como o conjunto de ‘bens culturais’ referentes às diversas identidades coletivas.” (l. 29-34).
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UERJ 2011 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação

Graciliano Ramos busca dar uma explicação mais objetiva ao leitor sobre os motivos que justificam seu relato. Entretanto, já nesta explicação, o autor lança mão de recursos da linguagem figurada, frequentes no discurso literário.


O fragmento do texto que melhor exemplifica o uso de linguagem figurada é:

A
dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de romance; (l. 7-8)
B
Outros permaneceram junto a mim, ou vão reaparecendo (l. 13)
C
quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido, (l. 19-20)
D
às vezes necessitamos confirmação, apelamos para reminiscências alheias, (l. 34-35)
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UERJ 2017, UERJ 2017, UERJ 2017 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação, Figuras de Linguagem, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

No manuscrito acima, retirado dos originais da autora, leem-se as duas primeiras frases do romance. Na última frase do romance, lê-se apenas uma palavra: Sim.

Considerando o caráter simbólico da personagem Macabéa, as ocorrências da palavra “sim” nessas frases estabelecem o seguinte efeito:

A QUESTÃO REFERE-SE AO romance a hora da estrela, de Clarice Lispector .

A
cíclico
B
paradoxal
C
denotativo
D
hiperbólico
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IF-GO 2012 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Na oração “[...] dinamitar a ilha de Manhattan” (último verso) tem-se

A questão toma por base o texto a seguir, de Carlos Drummond de Andrade.  

Elegia 1938

Trabalhas sem alegria para um mundo caduco, onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo. Praticas laboriosamente os gestos universais, sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.

Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas, e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção. À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.

Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer. Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.

Caminhas entre mortos e com eles conversas sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito. A literatura estragou tuas melhores horas de amor. Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.

Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota e adiar para outro século a felicidade coletiva. Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia Poética. 47

ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.

Vocabulário:

Elegia – Poema lírico, cujo tom é quase sempre terno e triste. 

A
a duplicidade de sentido, pois o eu lírico defende, por meio da linguagem denotativa, a aniquilação do capitalismo e a destruição da cidade de Nova Iorque.
B
o sentido conotativo, figurado, que remete à ruptura com o sistema capitalista.
C
o sentido denotativo, limitado à realidade física da cidade de Nova Iorque.
D
uma referência à cidade de Nova Iorque, centro financeiro do mundo, que, segundo o texto, precisa ser preservado dos ataques terroristas.
E
o uso denotativo da linguagem para condenar uma ação destruidora.
483c9158-b6
IF-RR 2016 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação, Figuras de Linguagem, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Partindo do pressuposto de que todo texto literário é resultado de um trabalho de linguagem feito com o objetivo de produzir determinados efeitos, considere as alternativas abaixo e assinale a correta:

Para responder a questão, considere o poema Ave Roraima da poetisa Eli Macuxi:

Ave Roraima

Ave Roraima que canta
Feito pássaro mítico.
No peito de quem se encanta
Por seus líricos fascínios
Correm rios, cores quentes
Queimam lavrados ardentes
Choram guaribas no cio.
Mesmo quem vem do asfalto
Do barulho e da poeira
Quando vê é roraimeira
Pretoneubereliakin...
Ave Roraima que canta
Amor que chega e suplanta
Todos males em mim!
A
É possível afirmar que em: Correm rios, cores quentes há um exemplo de uso denotativo da linguagem.
B
Em Ave Roraima, a expressão sublinhada tanto pode fazer referência a uma classe de seres vivos quanto a uma saudação romana que denota respeito, revelando que as palavras da língua portuguesa podem ser utilizadas em vários sentidos (polissemia).
C
Mesmo quem vem do asfalto é um exemplo de sentindo denotativo, pois a palavra sublinhada denota a ideia de cidade. 
D
Queimam lavrados está em sentido conotativo, pois a expressão é metafórica relativa a calor.
E
Em Ave Roraima que canta não se pode completar o sentido da expressão sem considerar o significado da palavra Roraima, sendo um uso, portanto, apenas acessório.
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IF-PR 2017 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação, Intertextualidade, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

A respeito dos anúncios, analise as afirmativas a seguir.

I) Ambos os textos exploram o recurso da polissemia.

II) Os textos são impróprios; utilizam palavras ofensivas ou da gíria.

III) O primeiro texto utiliza o recurso da intertextualidade, remetendo a “pai dos burros”.

IV) No segundo texto, “pública” e “privada” são antônimos.

V) As palavras “burro” e “privada” foram usadas em seu sentido denotativo.

Estão corretas apenas:

A
I e III.
B
I, III e V.
C
II e IV.
D
III, IV e V.
11ad3524-b3
IF-TO 2017 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação

Assinale a alternativa cujo trecho destacado exemplifica uma recorrência da linguagem denotativa.

Texto 1

Leia a notícia abaixo e responda à questão que se segue:

Brasil é o país mais perigoso do mundo para
ambientalistas
País aparece no topo de ranking internacional pelo
quinto ano consecutivo (Revista Caros Amigos, 13/7/2017)

            Nunca tantas pessoas foram assassinadas no mundo em defesa do meio ambiente como em 2016. A liderança do ranking que mapeia esse tipo de violência, mais uma vez, é do Brasil: foram 49 mortes no ano passado, divulgou a organização Global Witness nesta quinta-feira 13.
         "Não foi uma surpresa. O Brasil é o país mais perigoso do mundo para quem luta pelos direitos ligados à terra e à proteção do meio ambiente", afirma Billy Kyte, da organização inglesa. Em todo o mundo, 200 assassinatos de ativistas ambientais foram mapeados pela organização.                   
         "Isso é só a ponta do iceberg. Acreditamos que o número de mortes seja maior, mas nem sempre elas chegam ao conhecimento público, ou suas reais causas são relatadas", comenta Kyte.               
        A Global Witness reúne as informações desde 2002, e há cinco anos o Brasil apareceu pela primeira vez no topo da lista. Desde então, o país nunca mais perdeu a posição de "liderança".


Amazônia: território violento
             Rondônia, Maranhão e Pará – todos parte da Amazônia Legal – foram os estados mais violentos em 2016. Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), criada em 1975 e inicialmente ligada à Igreja Católica, o avanço da fronteira agrícola está por trás desse cenário.
         "A causa está na expansão do agronegócio, construção de grandes obras de infraestrutura como barragens e hidrelétricas, ferrovias", diz Thiago Valentin, da secretaria nacional da CPT. "É um problema histórico: a exploração de quem vem de fora sobre as pessoas que moram na região", acrescenta.
         Assim como a Global Winess, a CPT contabiliza assassinatos de lideranças comunitárias, indígenas, sem-terras, posseiros, trabalhadores rurais e quilombolas. Em 2016, o órgão contabilizou ainda mais mortes que a ONG: 61 vítimas.
        "Essas pessoas são muito muito mais que defensores ambientais. Estão lutando por direitos, por território, por terra, por água. Vai muito além da questão ambiental", reforça Valentin.


Lobby do agronegócio
            O pesquisador Carlos Alberto Feliciano, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), publicou uma série de artigos sobre a violência no campo. Ele calcula que, desde o ano 2000, cerca de 1 milhão de famílias já sofreram ameaças em decorrência de conflitos. "Vão desde despejo, destruição da colheita e da casa e ameaças físicas", detalha Feliciano.
         A tendência é negativa, alerta o pesquisador. "O agronegócio precisa, até 2026, segundo dados divulgados pelo próprio setor, de 15 milhões de hectares. Para se expandir assim, haverá avanço sobre as terras de alguém. Então, a tendência é que essa violência aumente."
         "O lobby do agronegócio no Brasil é muito forte. E agora vemos um governo que está voltando atrás na proteção de leis ambientais, o que provoca mais mortes", critica Kyte.


Como frear a violência
        Em todo o mundo, a luta pelos direitos da terra e pelos recursos naturais motivaram os 200 assassinatos registrados em 2016. "A imposição de projetos de mineração, hidrelétricas, exploração de madeira e agropecuária sobre o território ocupado por comunidades tradicionais, e sem o consentimento delas, impulsionam as mortes", avalia a Global Witness.
          Na Colômbia, onde o processo de paz foi negociado, o ano passado foi o mais letal da história para ativistas. Áreas até então ocupadas pelo movimento armado estão, agora, na mira de empresas extrativistas. E as comunidades que retornam para seus antigos territórios têm sido vítimas de ataques, segundo a organização.
          A Global Witness responsabiliza governos, empresas, investidores e parcerias bilaterais pelo cenário que leva às mortes. "Eles precisam atacar as causas do aumento da violência, não autorizar ou participar dos projetos. E mais: os assassinos precisam ser responsabilizados e presos", argumenta Kyte.
         No Brasil, o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, criado em 2004, atende sete estados do país, mas não cobre os três com maior número de mortes em 2016 – Maranhão, Pará e Rondônia.
A
“(...) as comunidades que retornam para seus antigos territórios têm sido vítimas de ataques.”
B
“O pesquisador Carlos Alberto Feliciano, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), publicou uma série de artigos sobre a violência no campo.
C
“A Global Witness reúne as informações desde 2002.”
D
“Em 2016, o órgão contabilizou ainda mais mortes que a ONG.”
E
“Desde então, o país nunca mais perdeu a posição de ‘liderança’.”
bd947ddc-b1
FATEC 2017 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação

No texto, entende-se que

Leia o texto de Jacques Fux para responder a questão.

Literatura e Matemática

   Letras e números costumam ser vistos como símbolos opostos, correspondentes a sistemas de pensamento e linguagens completamente diferentes e, muitas vezes, incomunicáveis. Essa perspectiva, no entanto, foi muitas vezes recusada pela própria literatura, que em diversas ocasiões valeu-se de elementos e pensamentos matemáticos como forma de melhor explorar sua potencialidade e de amplificar suas possibilidades criativas.
    A utilização da matemática no campo literário se dá por meio das diversas estruturas e rigores, mas também através da apresentação, reflexão e transformação em matéria narrativa de problemas de ordem lógica. Nenhuma leitura é única: o texto, por si só, não diz nada; ele só vai produzir sentido no momento em que há a recepção por parte do leitor. A matemática pode, também, potencializar o texto, tornando ainda mais amplo o seu campo de leituras possíveis a partir de regras ou restrições.
     Muitas passagens de  Alice no País das Maravilhas  e  Alice através do espelho, de Lewis Carroll,  estão repletas de enigmas e problemas que até os dias de hoje permitem aos leitores múltiplas interpretações. Edgar Allan Poe é outro escritor a construir personagens que utilizam exaustivamente a lógica matemática como instrumento para a resolução dos enigmas propostos.
     Explorar as relações entre literatura e matemática é resgatar o romantismo grego da possibilidade do encontro de todas as ciências. É fazer uma viagem pelo mundo das letras e dos números, da literatura comparada e das ficções e romances de diversos autores que beberam (e continuarão bebendo) de diversas e potenciais fontes científicas, poéticas e matemáticas.
<http://tinyurl.com/h9z7jot > Acesso em: 17.08.2016. Adaptado.
A
o substantivo literatura, no primeiro parágrafo, está utilizado no sentido denotativo, pois se refere à produção escrita informal.
B
o verbo dizer, no segundo parágrafo, está utilizado no sentido denotativo, pois há um substantivo que possui voz ativa.
C
o substantivo matemática, no segundo parágrafo, está utilizado no sentido denotativo, pois as incógnitas são representadas por letras gregas.
D
o advérbio exaustivamente, no terceiro parágrafo, está utilizado no sentido conotativo, pois está relacionado ao cansaço dos escritores.
E
o verbo beber, no quarto parágrafo, está utilizado no sentido conotativo, pois remete ao sentido de absorver intelectualmente.
1d868161-b0
FGV 2015 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação

No trecho “depois de tantos naufrágios no sentido figurado, pereceu num naufrágio concreto”, o autor emprega a palavra “naufrágio” em dois sentidos diferentes. Esses dois tipos de sentido também podem ser identificados, respectivamente, nas seguintes palavras do texto:

À margem de Memórias de um sargento de milícias
    É difícil associar à impressão deixada por essa obra divertida e leve a ideia de um destino trágico. Foi, entretanto, o que coube a Manuel Antônio de Almeida, nascido em 1831 e morto em 1861. A simples justaposição dessas duas datas é bastante reveladora: mais alguns dados, os poucos de que dispomos, apenas servem para carregar nas cores, para tornar a atmosfera do quadro mais deprimente. Que é que cabe num prazo tão curto?
    Uma vida toda em movimento, uma série tumultuosa de lutas, malogros e reerguimentos, as reações de uma vontade forte contra os golpes da fatalidade, os heroicos esforços de ascensão de um self-made man esmagado pelas circunstâncias. Ignoramos quase totalmente seus começos de menino pobre, mas talvez seja possível reconstruí-los em parte pelas cenas tão vivas em que apresenta o garoto Leonardo lançado de chofre nas ruas pitorescas da indolente cidadezinha que era o Rio daquela época. Basta enumerar todas as profissões que o escritor exerceu em seguida para adivinhar o ambiente. Estudante na Escola de Belas-Artes e na Faculdade de Medicina, jornalista e tradutor, membro fundador da Sociedade das Belas-Artes, administrador da Tipografia Nacional, diretor da Academia Imperial da Ópera Nacional, Manuel Antônio provavelmente não se teria candidatado ainda a uma cadeira da Assembleia Provincial se suas ocupações sucessivas lhe garantissem uma renda proporcional ao brilho de seus títulos. Achava-se justamente a caminho da “sua” circunscrição, quando, depois de tantos naufrágios no sentido figurado, pereceu num naufrágio concreto, deixando saudades a um reduzido círculo de amigos, um medíocre libreto de ópera e algumas traduções, do francês, de romances de cordel, aos pesquisadores de curiosidade, e as Memórias de um sargento de milícias ao seu país.
Paulo Rónai, Encontros com o Brasil, Rio de Janeiro:
Edições de Janeiro, 2014. 
A
“malogros” e “reerguimentos”.
B
“atmosfera” e “fatalidade”.
C
“circunstâncias” e “cores”.
D
“golpes” e “brilho”.
E
“pesquisadores” e “curiosidade”.
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PUC - Campinas 2010 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação

No quinto parágrafo,

Instruções: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


Banana, a fruta mais consumida e perigosa do mundo


(Adaptado de Sergio Augusto, O Estado de S. Paulo, 26/04/2008)

A
a frase inicial condensa a temática nele desenvolvida: resumo das obras sobre a banana, acompanhado de comentários acerca de cada uma delas.
B
o paralelo que se estabelece entre banana e petróleo evidencia que ambos constituem meios para os governos implementarem o desenvolvimento de países.
C
empregou-se conotativamente a palavra bananizar (linha 53), cujo sentido é demonstrado na sequência da frase.
D
a pergunta Desde quando? (linhas 56 e 57) é feita para que fique esclarecido que o presidente Roosevelt não teve responsabilidade sobre a bananização do Caribe.
E
o emprego de Praticamente (linha 57) sugere que a afirmação sobre o presidente americano não tem base histórica, é mera suposição.
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UENP 2017 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia

Entre os termos “cestas” e “sextas”, é correto afirmar que ocorre:

(Disponível em: <coisasdamiroca.centerblog.net/6775-tirinha-adoramos-cestas-sestas-sextas-74>. Acesso em: 18 jul. 2017.)

A
Sinonímia.
B
Antonímia.
C
Denotação.
D
Conotação.
E
Homofonia.
ffac7984-b0
UEA 2012 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação

Em Sabores da terra, nota-se a preocupação estética com a construção do texto, ou seja, a linguagem é elaborada de forma artística e cuidada, situação esta que se confirma

Instrução: Para responder a questão, leia o texto Sabores da terra, da escritora Leyla Leong.

    Nada está comprovado, mas tudo indica que a grandiosidade da floresta tem algo a ver com a distribuição generosa do alimento e dos sentimentos entre os habitantes da Amazônia.
    O círculo alvo do beiju, que é preparado e consumido pelos índios de forma fraterna, pressupõe a igualdade diante da mesa e a irmandade em torno do alimento.
   A abundância inesgotável dos rios, com seus peixes multiformes; as cores e os perfumes saborosos dos frutos, dão à culinária amazonense um caráter essencialíssimo, que o europeu colonizador, o gosto parisiense da época da borracha e a modernidade da Zona Franca não conseguiram alterar. 
     O calor das brasas, um pouco de sal, o cheiro-verde e o toque dramático da pimenta, pontuam o paladar.
    O resto fica por conta da mandioca que, transformada em farinha, sela o destino dos amazonenses.
    Com tão pouco vivemos em grandes famílias, à beira dos rios, em comunhão com um mundo enorme que nos abraça solidário, oferecendo-nos a vida todos os dias.
   É que o sabor é muito forte, o cheiro inesquecível. E a hospitalidade já se tornou lendária.
    A comida entre as populações ribeirinhas é o fruto diário da providência divina.
    À beira de um rio nada se planeja e o destino nasce na rede do pescador e no som de uma fruta, que se parte madura. O sabor ativo da carne branca e macia do peixe pede pouca interferência do tempero.
   (http://blogdaleyla.blogspot.com.br)
A
pelo uso de expressões conotativas, a exemplo de: o toque dramático da pimenta, pontuam o paladar.
B
pela opção por expressões incomuns e originais, a exemplo do título do texto: Sabores da terra.
C
pelas informações irrefutáveis dadas pela autora, a exemplo de: nada está comprovado, mas tudo indica que a grandiosidade da floresta...
D
pela preferência por uma linguagem coloquial, a exemplo de: dão à culinária amazonense um caráter essencialíssimo.
E
pelo emprego do discurso indireto livre, a exemplo de: é que o sabor é muito forte, o cheiro inesquecível.
c0b135bf-b0
UENP 2016 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia, Crase

Com base no texto, considere as afirmativas a seguir.


I. Em “responder às três grandes questões”, a crase está relacionada ao substantivo feminino determinado.

II. Em “dispara o filósofo”, o verbo está sendo usado em sentido figurado.

III. Em “resultaram no cenário” a palavra sublinhada pode ser substituída por panorama.

IV. Em “Você tem paz de espírito”, a expressão sublinhada remete à ideia de benevolência.


Assinale a alternativa correta.

O educador e filósofo brasileiro Mario Sérgio Cortella faz uso de uma definição interessante para que as pessoas possam entender um pouco melhor a diferença entre ética e moral. Segundo ele, ética “é o conjunto de valores e princípios que se utiliza para responder às três grandes questões da vida: quero?; devo?; posso?”. Já a moral, é “a prática de uma ética. A concepção ética é o princípio, moral é a prática”. Mas nem tudo que quero posso; nem tudo que posso devo; e nem tudo que devo quero. “Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve”, dispara o filósofo. Sendo assim, não é difícil constatar que o Brasil vive atualmente uma crise moral. As pessoas que ocupam os mais altos níveis de poder “querem”, “não devem” e “não podem” cometer determinados atos. Mas o que vem ocorrendo é que, infelizmente, a maioria leva em consideração o “querem” e acabam fazendo tudo o que podem e o que não podem – ou não deveriam. E as ações impensadas resultaram no cenário que se vê hoje, o que leva, inevitavelmente, a uma crise na economia e a um sentimento de descrença na população em geral.


(Adaptado de: ANDRICH, M. O que quero, devo e posso fazer? Revista Brasileira de Administração. n.112. maio/jun. 2016. p.25.)
A
Somente as afirmativas I e II são corretas.
B
Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C
Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D
Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E
Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
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UDESC 2017 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação, Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e Sufixo, Colocação Pronominal, Coesão e coerência, Morfologia, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto, Morfologia - Pronomes

Analise as proposições em relação à obra Nós, Salim Miguel, e ao Texto 3, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

( ) Os vocábulos “mesinha” (linha 3), “cachacinha” (linha 5) e “pedrinha” (linha 6) apresentam na sua formação o sufixo inh. Este sufixo designa a flexão de grau diminutivo e tem, geralmente, sentido conotativo para caracterizar a função expressiva da linguagem, nos entanto, nos segundo e terceiro vocábulos o sufixo perde esta função, adquirindo a pejorativa.
( ) As expressões “outros” (linha 1), “floresta encobrindo a casa” (linhas 9 e 10), “do comissário” (linha 11) e “desesperado” (linha 13) representam pontos obscuros para fechar com as personagens mascaradas nominalmente pelos pronomes.
( ) O clima de suspense, que a novela de Salim pretende passar, é reforçado pelos nomes das personagens – que são apenas nominados por pronomes, exceto o comissário Sr. Watson.
( ) Nas estruturas “não lhe parece” (linha 7), “o ranger da porta se abrindo e, sem conseguir identificá-las” (linhas 8 e 9) há, quanto à colocação pronominal, próclise, próclise e ênclise, sequencialmente; e na oração destacada o pronome pode estar, também, enclítico ou proclítico, de acordo com a língua culta e os padrões gramaticais.
( ) A leitura da obra leva o leitor a inferir que em “Espero que em pouco tempo os nós sejam desfeitos” (linha 12) e “mas nem ele conseguiu desfazer os nós” (linhas 14 e 15) o autor está se referindo aos embaraços, ao enigma do caso policial, que precisam ser esclarecidos; e quanto a Nós, o título da novela, alude à primeira pessoa do plural, e o autor usa a ambiguidade para reforçar o clima de suspense, e até sugerir que o leitor também se insira, ficcionalmente, no contexto, compondo o Nós.

Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.

A
F – V – F – V - V
B
F – V – F – F – V
C
V – F – V – V – V
D
V – F – F – V – V
E
F – V – F – F – F
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CEDERJ 2019, CEDERJ 2019 - Português - Interpretação de Textos, Denotação e Conotação, Figuras de Linguagem, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Na oração “Figurinhas viram febre”, a expressão sublinhada é

 Texto 2


A
denotativa.
B
literal.
C
eufêmica.
D
metafórica.