Questõesde CESMAC sobre Concordância verbal, Concordância nominal
O uso da norma culta costuma ser valorizada
socialmente como algo distintivo e de prestígio.
Identifique a alternativa em que a concordância está
inteiramente de acordo com essa norma.
Considerando as normas do português
contemporâneo, quanto à concordância e a regência
verbal, a alternativa que se conforma à norma-padrão
é:
O uso da norma padrão da gramática portuguesa
costuma ser socialmente valorizada como algo
distintivo e de prestígio. Identifique a alternativa em
que a concordância está inteiramente de acordo com
essa norma.
As normas sintáticas da língua portuguesa conferem à
concordância verbal certa distinção, no que tange ao
uso da língua considerada ‘culta’. Nesse sentido,
analise os verbos constantes nas alternativas
seguintes e assinale a alternativa em que a relação
verbo-sujeito está indicada corretamente.

As normas da concordância verbal são, socialmente,
bastante valorizadas na definição da língua portuguesa
‘’culta’. Está conforme tais normas a seguinte
alternativa:
A observância às normas da concordância verbal, em
geral, é considerada indício de um saber gramatical
mais apurado. Goza, por isso, de certo prestígio social.
Sob esse prisma, identifique as alternativas em que
tais normas foram corretamente observadas.
Observe as opções de concordância verbal admitidas
nas seguintes alternativas e assinale aquela que está
conforme a norma padrão do português escrito culto.
TEXTO 2
A “A língua dos índios é muito rudimentar”
Assim como outros mitos, esse aqui já começa completamente equivocado. Sua formulação já é, de saída, imprópria: não há uma “língua dos índios”. Há, na verdade, diversas línguas indígenas, faladas por diferentes comunidades indígenas. E nenhuma dessas línguas é “rudimentar”, em qualquer sentido que se possa pensar. As línguas indígenas são extremamente complexas – tão complexas quanto qualquer outra língua natural, como o português, o francês, o chinês ou o japonês.
Para tentar desconstruir a primeira parte deste mito (sobre haver apenas uma única “língua dos índios”), precisamos falar um pouco sobre a variedade linguística reinante entre as populações indígenas brasileiras.
Hoje, no Brasil, são faladas cerca de 180 línguas indígenas, por cerca de 220 povos indígenas. Por trás desse número, devo fazer algumas ressalvas. Em primeiro lugar, todo e qualquer método de contagem de línguas é impreciso por natureza, já que os limites entre língua e dialeto são corredios. O critério normalmente utilizado para afirmar que determinada língua é, de fato, uma língua e não um dialeto de uma outra – não é um critério de natureza estritamente linguística, mas de viés marcadamente político. Daí por que, entre os sociolinguistas, se diz que “uma língua é um dialeto com um exército e uma marinha”.
Além de o critério de contagem das línguas, em especial o de línguas indígenas, não ser preciso e uniforme, há ainda a questão que envolve a destruição das culturas indígenas, e, consequentemente, o desaparecimento de suas línguas. Se hoje temos cerca de 180 línguas indígenas faladas no Brasil, estima-se que, em 1500, à época da chegada portuguesa em terras brasileiras, o número era de 1.270 línguas, ou seja, um número sete vezes maior. Além de o número total de línguas ter sido drasticamente reduzido – e, com isso, o número de populações indígenas – todas as línguas indígenas brasileiras podem hoje ser consideradas línguas ameaçadas.
Isso significa que, a cada ano que passa, podemos perder uma língua no país. É uma perda terrível, não só para a linguística, mas para o patrimônio mundial cultural e humano. Quando uma língua deixa de existir, perdemos mais do que um sistema de comunicação complexo e estruturado; perdemos uma maneira de ver e de compreender o mundo.
Gabriel de Ávila Othero. Mitos de Linguagem. São Paulo: Editora Parábola, 2017, p. 109-111. (Adaptado).
Conforme as normas da concordância verbal, que
regulam o uso formal da língua portuguesa, sobretudo
em contextos públicos, identifique a alternativa
inteiramente aceitável.
Globalização é, para muitos, apenas um momento da expansão do capitalismo, uma mudança na economia. Para uns, desejável, para outros, inevitável, é vista como uma fatalidade da natureza, um El Niño financeiro. Não é, não. A globalização é fruto da ação organizada dos homens; portanto, um fenômeno da sociedade e não da natureza. Não é como a erupção de um vulcão, uma onda de calor ou a inundação dos grandes rios, que têm a ver com o mundo da natureza.
A sintaxe da língua portuguesa prevê normas para o
uso da flexão verbal, em concordância com o sujeito
da construção frasal. Como também prevê normas que
regulam a regência entre verbos e seus
complementos. Com base nesses princípios, analise
as alternativas seguintes e identifique aquela que está
inteiramente conforme tais normas.
A observância às normas da concordância verbal, em
geral, é tida como indício do “bem-falar” e goza, por
isso, de grande prestígio social. Sob esse prisma,
analise os enunciados abaixo.
1) Se cada pessoa, entre aquelas bem informadas,
procurassem adotar um padrão comportamental
favorável à sua saúde, daria, com certeza, uma
contribuição para que tivéssemos uma população
mais saudável.2) Para se melhorar realmente as condições de
saúde de uma população, é necessário adotar
mudanças profundas dos padrões econômicos no
interior destas sociedades.3) Na maior parte do tempo de suas vidas, a maioria
das pessoas são saudáveis.4) Sempre houveram padrões alimentares, ou de
atividade física que tiveram grande influência
sobre a saúde da comunidade. Os cientistas tem
razão quando afirmam isso.5) Nenhum dos pesquisadores ou cientistas
discordam de que a sáude é uma questão intersetorial.
Estão corretas:
(Paulo M. Buss. Folha de S. Paulo).