Questõesde UERJ sobre Geografia Cultural
CIDADE MARAVILHOSA
Cidade maravilhosaCheia de encantos milCidade maravilhosaCoração do meu BrasilBerço do samba e de lindas cançõesQue vivem n’alma da genteÉs o altar dos nossos coraçõesQue cantam alegremente(...)André Filho e Silva Sobreira, 1935
Rio 40 graus
RIO 40 GRAUS
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos
(...)
O Rio é uma cidade
De cidades misturadas
O Rio é uma cidade
De cidades camufladas
Com governos misturados
Camuflados, paralelos
Sorrateiros
Ocultando comandos...
(...)
Gatilho de disket
Marcação pagode, funk
De gatilho marcação
De samba-lance
Com batuque digital
Na sub-uzi musical
De batucada digital
(...)
Fernanda Abreu, 1992
As letras das canções Cidade maravilhosa, de 1935, e Rio 40 graus, de 1992, parecem não
retratar a mesma cidade.
As diferentes percepções do Rio de Janeiro, retratadas em cada letra, podem ser associadas,
respectivamente, às ideias de:
PUTIN INAUGURA PONTE ENTRE RÚSSIA E CRIMEIA

O presidente russo, Vladimir Putin,
inaugurou em maio de 2018 o trecho
rodoviário de nova ponte que liga a Rússia
continental à Península da Crimeia,
anexada à Russia em 2014. A Crimeia, uma
ex-república autônoma que integrava a
Ucrânia, foi anexada pela Rússia durante
uma grave crise que culminou num
conflito entre forças leais ao governo
ucraniano e milícias separatistas apoiadas
por Moscou. A Ucrânia denunciou a
construção como uma flagrante violação
das leis internacionais. Putin dirigiu um
enorme caminhão Kamaz, de fabricação
russa, pelos 19 quilômetros da ponte sobre
o estreito de Kerch. Em discurso, o presidente exaltou a construção da ponte de 3,6 bilhões de
dólares como um feito histórico e prometeu novas obras de infraestrutura na península.
Adaptado de dw.com.
A ponte mencionada indica mudanças no processo de anexação da Crimeia à jurisdição do
governo russo, na atualidade.
Tendo como base o mapa da Crimeia e as informações da reportagem, observa-se que a
construção da ponte se insere em um projeto russo para promoção de:

O presidente russo, Vladimir Putin, inaugurou em maio de 2018 o trecho rodoviário de nova ponte que liga a Rússia continental à Península da Crimeia, anexada à Russia em 2014. A Crimeia, uma ex-república autônoma que integrava a Ucrânia, foi anexada pela Rússia durante uma grave crise que culminou num conflito entre forças leais ao governo ucraniano e milícias separatistas apoiadas por Moscou. A Ucrânia denunciou a construção como uma flagrante violação das leis internacionais. Putin dirigiu um enorme caminhão Kamaz, de fabricação russa, pelos 19 quilômetros da ponte sobre o estreito de Kerch. Em discurso, o presidente exaltou a construção da ponte de 3,6 bilhões de dólares como um feito histórico e prometeu novas obras de infraestrutura na península.
Adaptado de dw.com.
A ponte mencionada indica mudanças no processo de anexação da Crimeia à jurisdição do governo russo, na atualidade.
Tendo como base o mapa da Crimeia e as informações da reportagem, observa-se que a construção da ponte se insere em um projeto russo para promoção de:
As caravanas
É um dia de real grandeza, tudo azul
Um mar turquesa à la Istambul enchendo os olhos
Um sol de torrar os miolos
Quando pinta em Copacabana
A caravana do Arará, do Caxangá, da Chatuba
A caravana do Irajá, o comboio da Penha
Não há barreira que retenha esses estranhos
Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho
A caminho do Jardim de Alá
É o bicho, é o buchicho, é a charanga
(...)
Com negros torsos nus deixam em polvorosa
A gente ordeira e virtuosa que apela
Pra polícia despachar de volta
O populacho pra favela
Ou pra Benguela, ou pra Guiné
Sol
A culpa deve ser do sol que bate na moleira
O sol que estoura as veias
O suor que embaça os olhos e a razão
E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar
Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana do Arará
Não há, não há
(...)
CHICO BUARQUE
letras.mus.br
Na letra da canção, o compositor estabelece vínculos entre diferentes temporalidades.
Esses vínculos explicitam uma relação de causalidade entre os seguintes elementos:
As caravanas
É um dia de real grandeza, tudo azul
Um mar turquesa à la Istambul enchendo os olhos
Um sol de torrar os miolos
Quando pinta em Copacabana
A caravana do Arará, do Caxangá, da Chatuba
A caravana do Irajá, o comboio da Penha
Não há barreira que retenha esses estranhos
Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho
A caminho do Jardim de Alá
É o bicho, é o buchicho, é a charanga
(...)
Com negros torsos nus deixam em polvorosa
A gente ordeira e virtuosa que apela
Pra polícia despachar de volta
O populacho pra favela
Ou pra Benguela, ou pra Guiné
Sol
A culpa deve ser do sol que bate na moleira
O sol que estoura as veias
O suor que embaça os olhos e a razão
E essa zoeira dentro da prisão
Crioulos empilhados no porão
De caravelas no alto mar
Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria
Filha do medo, a raiva é mãe da covardia
Ou doido sou eu que escuto vozes
Não há gente tão insana
Nem caravana do Arará
Não há, não há
(...)
CHICO BUARQUE
letras.mus.br
Na letra da canção, o compositor estabelece vínculos entre diferentes temporalidades.
Depois de aguardar por uma década, o Rio de Janeiro se tornou a primeira cidade do mundo a receber o
título de Patrimônio Mundial como paisagem cultural concedido pela UNESCO. O conceito de paisagem
cultural passou a ser utilizado a partir de 1992 e se aplica a locais onde a interação humana com o meio
ambiente ocorre de forma harmônica. Até o momento, as regiões reconhecidas mundialmente nessa
categoria relacionaram-se a áreas rurais, sistemas agrícolas tradicionais, jardins históricos e outros locais
de cunho simbólico, religioso e afetivo.
Adaptado de O Globo 02/07/2012.
Os processos de patrimonialização acentuaram-se ao longo dos últimos trinta anos, incorporando
inclusive novas categorias, como a de “paisagem cultural”.
Para o caso do Rio de Janeiro, a manutenção da harmonia entre ocupação humana e meio ambiente
no espaço urbano deve ser garantida, principalmente, por meio de:
Depois de aguardar por uma década, o Rio de Janeiro se tornou a primeira cidade do mundo a receber o título de Patrimônio Mundial como paisagem cultural concedido pela UNESCO. O conceito de paisagem cultural passou a ser utilizado a partir de 1992 e se aplica a locais onde a interação humana com o meio ambiente ocorre de forma harmônica. Até o momento, as regiões reconhecidas mundialmente nessa categoria relacionaram-se a áreas rurais, sistemas agrícolas tradicionais, jardins históricos e outros locais de cunho simbólico, religioso e afetivo.
Adaptado de O Globo 02/07/2012.
Os processos de patrimonialização acentuaram-se ao longo dos últimos trinta anos, incorporando inclusive novas categorias, como a de “paisagem cultural”.
Para o caso do Rio de Janeiro, a manutenção da harmonia entre ocupação humana e meio ambiente
no espaço urbano deve ser garantida, principalmente, por meio de:

Na Inglaterra, um horário ferroviário uniforme foi adotado em meados do século XIX. Baseava-se na
hora do Tempo Médio de Greenwich, isto é, a hora do meridiano do Observatório Real de Greenwich,
geralmente indicada pelas letras GMT (Greenwich Mean Time). No final da década de 1840, Sir George
Airy, astrônomo real, insistiu para que o Big Ben, novo relógio a ser construído, fosse regulado pela hora
de Greenwich. Airy expandiu muito o serviço público baseado na GMT, fazendo com que essa hora
fosse transmitida por todo o país por cabos que corriam ao longo das linhas férreas. Em 1853, escreveu:
“Não posso sentir senão satisfação ao pensar que o Observatório Real está assim contribuindo para a
pontualidade dos negócios por toda uma grande extensão deste país”.
Adaptado de WHITROW, G. J. O tempo na história: concepções do tempo da pré-história aos nossos dias. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.
As sociedades industriais modernas desenvolveram formas de medir o tempo associadas ao uso do
relógio e à padronização dos horários em escala nacional, como no caso da Inglaterra, no decorrer do
século XIX.
Um dos efeitos dessas medidas padronizadoras do tempo se manifestou basicamente na regulação
dos:

Na Inglaterra, um horário ferroviário uniforme foi adotado em meados do século XIX. Baseava-se na hora do Tempo Médio de Greenwich, isto é, a hora do meridiano do Observatório Real de Greenwich, geralmente indicada pelas letras GMT (Greenwich Mean Time). No final da década de 1840, Sir George Airy, astrônomo real, insistiu para que o Big Ben, novo relógio a ser construído, fosse regulado pela hora de Greenwich. Airy expandiu muito o serviço público baseado na GMT, fazendo com que essa hora fosse transmitida por todo o país por cabos que corriam ao longo das linhas férreas. Em 1853, escreveu: “Não posso sentir senão satisfação ao pensar que o Observatório Real está assim contribuindo para a pontualidade dos negócios por toda uma grande extensão deste país”.
Adaptado de WHITROW, G. J. O tempo na história: concepções do tempo da pré-história aos nossos dias. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.
As sociedades industriais modernas desenvolveram formas de medir o tempo associadas ao uso do relógio e à padronização dos horários em escala nacional, como no caso da Inglaterra, no decorrer do século XIX.
Um dos efeitos dessas medidas padronizadoras do tempo se manifestou basicamente na regulação
dos:
Chiclete com banana
Eu só ponho bip-bopNo meu sambaQuando Tio Sam pegar o tamborimQuando ele pegar no pandeiroE no zabumbaQuando ele aprenderQue o samba não é rumbaAí eu vou misturarMiami com CopacabanaChicletes eu misturo com bananaE o meu samba vai ficar assim(...)GORDURINHA E ALMIRA CASTILHO
Coleção Folha Raízes da MPB, nº 15
No final da década de 1950, a sociedade brasileira passava por transformações marcantes em
diferentes áreas.
A letra da canção “Chiclete com banana” enfoca o seguinte elemento da conjuntura desse momento:
A lei que transforma o funk em patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro foi aprovada em 2009. A principal razão para esse reconhecimento legal está associada à política de:
