No mundo globalizado em que vivemos, temos a constante sensação de invasão de informações e
situações originadas dos mais diversos lugares, o que nos dá a ideia da existência de um hibridismo
cultural, ou seja, uma ampla mistura de culturas ou de elementos culturais fragmentados que
constroem uma “identidade global”. Neste sentido, podemos afirmar que:
Gabarito comentado
Gabarito: Alternativa D
Tema central: Hibridismo cultural — processo pelo qual elementos culturais de diferentes origens se misturam na era da globalização. É essencial saber que hibridismo não significa apagamento automático das culturas locais; envolve mediação, apropriação e, frequentemente, relações de poder.
Resumo teórico (claro e progressivo): - Autores importantes: Homi Bhabha (noção de "terceiro espaço"), Néstor García Canclini (hibridismo e consumo cultural), Arjun Appadurai (paisagens da globalização). - Conceito-chave: hibridismo = mistura e recombinação cultural; pode gerar novas identidades culturais sem necessariamente extinguir as anteriores. - Relação com poder: globalização cultural ocorre em condições desiguais; práticas locais podem resistir, negociar ou incorporar elementos externos.
Justificativa da alternativa correta (D): A alternativa D afirma que uma cultura local (ex.: o marabaixo do Amapá) pode manter-se como referência identitária e coexistir com processos híbridos. Isso corresponde à literatura: comunidades preservam traços culturais e, ao mesmo tempo, adaptam-se e incorporam influências externas — produzindo formas híbridas que mantêm continuidade identitária.
Análise das alternativas incorretas: - A (errada): parte do pressuposto de uma "democracia cultural" universal. Ignora desigualdades de poder e o papel da indústria cultural; a troca não é sempre igualmente democrática. - B (errada): afirma que hibridismo não viabiliza dominação capitalista — falso. Processos híbridos muitas vezes são veículo para circulação de bens culturais e mercadorias, podendo reforçar lógicas capitalistas. - C (errada): declara que a cultura local “acaba por sucumbir” totalmente. É uma visão determinista; desconsidera resistência, resiliência e apropriação local. - E (errada): diz que o hibridismo suprime todas as culturas locais e é etnocêntrico. Exagera: embora haja riscos de homogeneização, o resultado mais comum é mistura desigual e disputa simbólica, não aniquilação total.
Estratégias de prova: Cuidado com afirmações absolutas ("todas", "toda", "acabam"): frequentemente são armadilhas. Procure respostas que reconheçam complexidade (coexistência, resistência, assimetria). Relacione enunciado a autores-chave para validar conceitos.
Fontes recomendadas: Homi Bhabha, The Location of Culture; Néstor García Canclini, Culturas híbridas; Arjun Appadurai, Modernity at Large; UNESCO — Convenção sobre Diversidade Cultural.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!






