Questão d8ec3458-e0
Prova:UFTM 2013
Disciplina:Português
Assunto:Termos integrantes da oração: Objeto direto, Objeto indireto, Complemento nominal, Agente da Passiva, Análise sintática, Sintaxe
Ocorre objeto direto preposicionado quando, principalmente nos verbos que exprimem sentimentos ou manifestações de senti mento, se deseja encarecer a pessoa ou ser personificado a quem a ação verbal se dirige ou favorece.
A definição de Bechara é exemplificada com o seguinte verso do poema:
Ocorre objeto direto preposicionado quando, principalmente nos verbos que exprimem sentimentos ou manifestações de senti mento, se deseja encarecer a pessoa ou ser personificado a quem a ação verbal se dirige ou favorece.
A definição de Bechara é exemplificada com o seguinte verso do poema:
Quem ama inventa
Quem ama inventa as coisas a que ama... Talvez chegaste quando eu te sonhava. Então de súbito acendeuse a chama! Era a brasa dormida que acordava... E era um revoo sobre a ruinaria, No ar atônito bimbalhavam sinos, Tangidos por uns anjos peregrinos Cujo dom é fazer ressurreições... Um ritmo divino? Oh! Simplesmente O palpitar de nossos corações Batendo juntos e festivamente, Ou sozinhos, num ritmo tristonho... Ó! meu pobre, meu grande amor distante, Nem sabes tu o bem que faz à gente Haver sonhado... e ter vivido o sonho!
Quem ama inventa
Quem ama inventa as coisas a que ama... Talvez chegaste quando eu te sonhava. Então de súbito acendeuse a chama! Era a brasa dormida que acordava... E era um revoo sobre a ruinaria, No ar atônito bimbalhavam sinos, Tangidos por uns anjos peregrinos Cujo dom é fazer ressurreições... Um ritmo divino? Oh! Simplesmente O palpitar de nossos corações Batendo juntos e festivamente, Ou sozinhos, num ritmo tristonho... Ó! meu pobre, meu grande amor distante, Nem sabes tu o bem que faz à gente Haver sonhado... e ter vivido o sonho!
Quem ama inventa as coisas a que ama... Talvez chegaste quando eu te sonhava. Então de súbito acendeuse a chama! Era a brasa dormida que acordava... E era um revoo sobre a ruinaria, No ar atônito bimbalhavam sinos, Tangidos por uns anjos peregrinos Cujo dom é fazer ressurreições... Um ritmo divino? Oh! Simplesmente O palpitar de nossos corações Batendo juntos e festivamente, Ou sozinhos, num ritmo tristonho... Ó! meu pobre, meu grande amor distante, Nem sabes tu o bem que faz à gente Haver sonhado... e ter vivido o sonho!
A
Então de súbito acendeuse a chama!
B
O palpitar de nossos corações
C
Quem ama inventa as coisas a que ama...
D
Nem sabes tu o bem que faz à gente
E
E era um revoo sobre a ruinaria,
Gabarito comentado
L
Lucia GomezMonitor com apoio de IA
Gabarito: C
Fundamento decisivo: A definição do enunciado se aplica ao verso "Quem ama inventa as coisas a que ama..." porque nele o verbo "amar", que é transitivo direto, recebe complemento preposicionado em "a que", sem exigência regencial da preposição. Essa combinação caracteriza objeto direto preposicionado e determina a alternativa C.
Tema central: Objeto direto preposicionado
Análise das alternativas
A
Errada
Em "Então de súbito acendeu-se a chama!", não aparece complemento verbal preposicionado com função de objeto direto. A estrutura traz "a chama" como sujeito, e não há ali objeto direto preposicionado.
B
Errada
"O palpitar de nossos corações" não traz verbo em funcionamento oracional regendo objeto direto. Trata-se de sintagma nominal, e "de nossos corações" liga-se ao nome "palpitar"; portanto, a preposição não introduz objeto direto preposicionado.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque apresenta exatamente a construção pedida: um verbo de sentimento, "amar", com complemento preposicionado sem que essa preposição seja exigida pela regência normal do verbo. Em "a que ama", o termo introduzido por "a" funciona como complemento de "ama"; como "amar" é transitivo direto, essa preposição caracteriza objeto direto preposicionado, com o realce afetivo mencionado na definição do enunciado.
D
Errada
Em "Nem sabes tu o bem que faz à gente", a preposição em "à gente" é exigida pela construção "fazer bem a alguém". Logo, o termo é complemento indireto, não objeto direto preposicionado.
E
Errada
Em "E era um revoo sobre a ruinaria,", a preposição "sobre" tem valor espacial e introduz expressão locativa, não complemento de verbo transitivo direto. Por isso, não há objeto direto preposicionado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre qualquer termo preposicionado após verbo e objeto direto preposicionado, especialmente para induzir a marcação de D; além disso, em C, o termo aparece dentro de oração relativa, o que pode esconder sua função de complemento do verbo "amar".
Dica para questões semelhantes
- Primeiro verifique se o verbo é transitivo direto; sem isso, não há objeto direto preposicionado.
- Se houver preposição, confirme se ela não é exigida pela regência do verbo; se for exigida, trata-se de complemento indireto.
- Em orações relativas, analise a função sintática interna do relativo para ver se ele é complemento do verbo.
- Quando o enunciado mencionar verbos de sentimento, procure construções com verbos como "amar", porque esse campo semântico pode ser decisivo.






