Questão c7b21440-fe
Prova:UNIFESP 2012
Disciplina:Português
Assunto:Interpretação de Textos, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia
Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.
Nesses versos da última estrofe do poema, o sentido com que se emprega o imperativo afirmativo e a circunstância expressa pelas expressões “no silêncio” e “com o silêncio” são, respectivamente:
Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.
Nesses versos da última estrofe do poema, o sentido com que se emprega o imperativo afirmativo e a circunstância expressa pelas expressões “no silêncio” e “com o silêncio” são, respectivamente:
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.
Nesses versos da última estrofe do poema, o sentido com que se emprega o imperativo afirmativo e a circunstância expressa pelas expressões “no silêncio” e “com o silêncio” são, respectivamente:
Instrução: Leia o poema O constante diálogo, de Carlos Drummond de Andrade, para responder às questões.
Há tantos diálogos
Diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as ideias
o sonho
o passado
o mais que futuro
Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.
(Carlos Drummond de Andrade. Discurso de primavera e algumas sombras, 1977.)
Instrução: Leia o poema O constante diálogo, de Carlos Drummond de Andrade, para responder às questões.
Há tantos diálogos
Diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as ideias
o sonho
o passado
o mais que futuro
Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.
(Carlos Drummond de Andrade. Discurso de primavera e algumas sombras, 1977.)
Há tantos diálogos
Diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as ideias
o sonho
o passado
o mais que futuro
Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.
(Carlos Drummond de Andrade. Discurso de primavera e algumas sombras, 1977.)
A
sugestão e modo.
B
sarcasmo e consequência.
C
advertência e lugar.
D
orientação e causa.
E
ordem e movimento.
Gabarito comentado
O
Osvaldo TorresMonitor com apoio de IA
Gabarito: A
Fundamento decisivo: No trecho “Escolhe teu diálogo / e / tua melhor palavra / ou / teu melhor silêncio / Mesmo no silêncio e com o silêncio / dialogamos.”, o imperativo “Escolhe” tem valor de conselho/sugestão no contexto poético, e “no silêncio” e “com o silêncio” indicam a maneira como o diálogo ocorre; por isso, a alternativa correta é a que reúne sugestão e modo.
Tema central: valor discursivo do imperativo e circunstância de modo
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A acerta os dois eixos pedidos. Em “Escolhe teu diálogo”, o eu lírico orienta o interlocutor a fazer uma escolha refletida entre formas de diálogo, o que dá ao imperativo valor de conselho ou sugestão. Isso é reforçado por “tua melhor palavra / ou / teu melhor silêncio”, que apresenta possibilidades legítimas de expressão, sem tom de imposição. Já em “Mesmo no silêncio e com o silêncio / dialogamos”, o poema afirma que o diálogo também acontece silenciosamente; assim, “no silêncio” e “com o silêncio” qualificam o modo como o ato de dialogar ocorre.
B
Errada
Está errada nos dois pontos. Não há no trecho marca de ironia ou zombaria que autorize ler o imperativo como sarcasmo. Além disso, “no silêncio” e “com o silêncio” não exprimem consequência de um fato anterior; no contexto, caracterizam a forma pela qual o diálogo acontece.
C
Errada
Não há advertência, porque o trecho não formula ameaça, risco, prevenção ou reprimenda; o tom é reflexivo e de aconselhamento. Também não cabe lugar: embora “no silêncio” possa sugerir isso numa leitura literal, aqui não se trata de espaço físico, mas da modalidade do diálogo, já que o poema afirma que se dialoga mesmo silenciosamente.
D
Errada
A palavra “orientação” se aproxima do valor do imperativo no contexto, mas a alternativa cai na segunda parte. “No silêncio” e “com o silêncio” não exprimem causa do ato de dialogar; o poema não diz que dialogamos por causa do silêncio, e sim que dialogamos de modo silencioso ou com o silêncio como forma de interação.
E
Errada
A eliminação depende de distinguir forma verbal e efeito de sentido. Embora “Escolhe” esteja no imperativo, o uso discursivo no poema não é de ordem rígida, e sim de sugestão. Além disso, não existe ideia de movimento em “no silêncio” e “com o silêncio”; essas expressões caracterizam o modo do diálogo.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tomar todo imperativo como ordem apenas por sua forma verbal e ler “no silêncio” como lugar só por causa da preposição, ignorando que o próprio poema inclui o silêncio como forma de diálogo.
Dica para questões semelhantes
- Não decida o valor do imperativo só pela forma verbal; observe o efeito discursivo no contexto do texto.
- Em locuções como “no silêncio” e “com o silêncio”, verifique primeiro a relação de sentido com o verbo antes de classificar a circunstância.
- Quando a alternativa tiver dois elementos, confirme os dois; um acerto parcial não valida a opção.
- Se o texto redefine uma ideia central, como o silêncio como forma de diálogo, essa redefinição deve orientar toda a interpretação.






