“Em 1822, a América espanhola, de independência
conquistada em oposição a uma metrópole e suas
Cortes em muitos aspectos tidas por opressoras, agora
plenamente reconhecida por uma potência de primeira
grandeza como eram os Estados Unidos, ofereceria um
modelo para a independência do Brasil.”
João Paulo Pimenta. A independência do Brasil e a experiência
hispano-americana (1808-1822). São Paulo: Hucitec, 2015, p.
448.
O caráter exemplar que a independência da América
espanhola representou, segundo o texto, para aqueles
que lutavam pela independência do Brasil pode ser
identificado, por exemplo, na
“Em 1822, a América espanhola, de independência conquistada em oposição a uma metrópole e suas Cortes em muitos aspectos tidas por opressoras, agora plenamente reconhecida por uma potência de primeira grandeza como eram os Estados Unidos, ofereceria um modelo para a independência do Brasil.”
João Paulo Pimenta. A independência do Brasil e a experiência
hispano-americana (1808-1822). São Paulo: Hucitec, 2015, p.
448.
O caráter exemplar que a independência da América espanhola representou, segundo o texto, para aqueles que lutavam pela independência do Brasil pode ser identificado, por exemplo, na
Gabarito comentado
Resposta correta: Alternativa C
Tema central: A questão trata da influência dos processos de independência hispano-americanos sobre os atores que lutavam pela independência do Brasil. É preciso entender os modos (político, militar e ideológico) pelos quais as revoluções hispano-americanas serviram de exemplo.
Resumo teórico: As independências hispano-americanas (c.1808–1826) envolveram combates armados, disputas políticas contra Cortes e capitais metropolitanas e a formulação de projetos de soberania nacionais. Embora houvesse influências externas (ex.: diplomacia dos EUA, ideias liberais), o aspecto mais notório foi a mobilização política e militar contra a metrópole — algo que inspirou líderes e grupos no Brasil. Fontes úteis: João Paulo Pimenta, A Independência do Brasil e a experiência hispano-americana; John Lynch, The Spanish American Revolutions (para contextualização geral).
Justificativa da alternativa correta (C): A alternativa C afirma que o exemplo consistiu na “disposição de defender princípios emancipacionistas e enfrentar militar e politicamente as forças da metrópole”. Isso condiz diretamente com a imagem das independências hispano-americanas: foram, em muitos casos, processos beligerantes e políticos contra as cortes e administrações ibéricas, mostrando que era possível romper a tutela metropolitana. O trecho de Pimenta enfatiza justamente a independência “conquistada em oposição a uma metrópole e suas Cortes”, daí a correspondência lógica com C.
Análise das alternativas incorretas:
A — incorreta: contraria a realidade; a América espanhola fragmentou‑se em vários Estados (Argentina, México, Colômbia, etc.), não formando “uma única e poderosa nação”.
B — incorreta: exagera e anacroniza. Embora os EUA reconhecessem algumas repúblicas e a doutrina Monroe influenciasse, não houve subserviência imediata e homogênea de toda a América ao poder norte‑americano nesse momento.
D — incorreta: irrelevante ao contexto. Laços comerciais com colônias portuguesas africanas não são um traço definidor do exemplo hispano‑americano apontado no enunciado.
Estratégias para resolver questões semelhantes: Procure palavras-chave do enunciado (ex.: “conquistada em oposição”, “modelo”) e relacione-as apenas com alternativas que tratem das mesmas dimensões (política/militar, territorial, econômica). Desconfie de alternativas que generalizam demais ou que trazem anacronismos geográficos/políticos.
Referências breves: João Paulo Pimenta, A Independência do Brasil e a experiência hispano-americana; John Lynch, The Spanish American Revolutions (sintese recomendada).
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