A República nos países latinos da América é um governo no qual é essencial
desistir da liberdade para obter a ordem.
(NABUCO, J. A Abolição e a República. Recife: Editora da UFPE, 1999. p. 68. Adaptado.)
A comparação entre o regime imperial e as repúblicas existentes na América Latina era um
dos principais argumentos da crítica monarquista aos defensores do sistema republicano no
Brasil. Os monarquistas viam as repúblicas da América Latina como exemplos da
A República nos países latinos da América é um governo no qual é essencial desistir da liberdade para obter a ordem.
(NABUCO, J. A Abolição e a República. Recife: Editora da UFPE, 1999. p. 68. Adaptado.)
A comparação entre o regime imperial e as repúblicas existentes na América Latina era um dos principais argumentos da crítica monarquista aos defensores do sistema republicano no Brasil. Os monarquistas viam as repúblicas da América Latina como exemplos da
Gabarito comentado
Alternativa correta: D — instabilidade política e institucional própria ao republicanismo
Tema central: a questão trata da crítica monarquista ao comparar o Império brasileiro com as repúblicas latinas do século XIX. É preciso entender o debate sobre ordem versus liberdade, e o diagnóstico monarquista de que as repúblicas vizinhas sofriam de fragilidade institucional.
Resumo teórico: após as independências hispano-americanas formaram-se repúblicas marcadas por guerras civis, golpes militares, mudanças frequentes de constituição e liderança de caudilhos — fenômenos agrupados pela historiografia sob termos como caudillismo e instabilidade oligárquica (ver Leslie Bethell, ed., The Cambridge History of Latin America). Joaquim Nabuco, citado, usa a oposição entre ordem e liberdade para defender a ideia de que o Brasil imperial oferecia mais estabilidade.
Justificativa da alternativa D: os monarquistas apresentavam as repúblicas vizinhas como exemplos de instabilidade política e institucional: sucessões por força, fragmentação regional, constituições efêmeras e intervenção militar. Exemplos práticos: México e suas alternâncias, as guerras civis argentinas e as constantes crises em países andinos.
Análise das incorretas:
A: fala em “força dos valores políticos ibéricos tradicionais ao republicanismo” — não corresponde ao argumento monarquista principal, que não elogiava valores ibéricos como explicação.
B: “estabilidade” é oposto ao sentido do texto: monarquistas afirmavam justamente a falta de estabilidade nas repúblicas.
C: “excessiva centralização” não sintetiza a crítica monarquista padrão; a crítica focava em desordem e instabilidade, e a centralização variou entre países.
Dica de prova: ao ler enunciados que opõem “ordem” e “liberdade”, associe rapidamente com argumentos sobre estabilidade institucional. Elimine alternativas que invertam o sentido lógico do texto ou que tratem de temas correlatos, mas distintos (como centralização).
Fontes recomendadas: Joaquim Nabuco, A Abolição e a República; Leslie Bethell (ed.), The Cambridge History of Latin America.
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