Questão 96bb3c5a-5a
Prova:UFG 2011
Disciplina:Português
Assunto:Interpretação de Textos
A estratégia textual utilizada para relacionar as grandes navegações às viagens turísticas contemporâneas centra- se no uso do lema navegar é preciso, viver não é preciso.
Os sentidos construídos pelo lema, nas respectivas épocas, são:
A estratégia textual utilizada para relacionar as grandes navegações às viagens turísticas contemporâneas centra- se no uso do lema navegar é preciso, viver não é preciso.
Os sentidos construídos pelo lema, nas respectivas épocas, são:
Os sentidos construídos pelo lema, nas respectivas épocas, são:
Leia o Texto 1 a seguir para responder às questões de 01 a 08.

Leia o Texto 1 a seguir para responder às questões de 01 a 08.


A
mercantilismo – conhecimento.
B
certeza – crença.
C
fantasia – êxtase.
D
conquista – surpresa.
E
convicção – imaginação.
Gabarito comentado
C
Carolina RodriguesMonitor com apoio de IA
Gabarito: D
Fundamento decisivo: O lema "navegar é preciso, viver não é preciso" é retomado no texto com ressignificação histórica: nas grandes navegações, "navegar" se associa à finalidade objetiva, expansiva e conquistadora; nas viagens turísticas contemporâneas, passa a sugerir experiência aberta ao inesperado. Esse contraste semântico entre conquista e surpresa define a alternativa D.
Tema central: ressignificação contextual do lema
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque substitui o sentido textual do lema por um tema histórico amplo. "Mercantilismo" pertence ao pano de fundo das grandes navegações, mas não é o sentido construído pelo lema no contraste pedido; já "conhecimento" também não é o valor mais preciso para o turismo contemporâneo, que, segundo a base, enfatiza descoberta e imprevisto, isto é, surpresa.
B
Errada
Está errada por inadequação semântica ao contraste exigido. "Certeza" e "crença" são abstrações que não correspondem aos núcleos de sentido mobilizados pelo texto. A oposição relevante não é entre estados mentais, mas entre finalidade expansionista das grandes navegações e experiência aberta ao inesperado nas viagens turísticas.
C
Errada
Está errada porque atribui sentidos subjetivos não sustentados pela base. "Fantasia" não corresponde ao contexto das grandes navegações, descritas como ação planejada e concreta; "êxtase" exagera o efeito do turismo contemporâneo e não decorre do contraste semântico indicado, que aponta para surpresa, não para emoção intensa extrema.
D
Certa
A alternativa D é a correta porque traduz o contraste semântico pedido pela questão. No primeiro contexto, o lema se liga à navegação como prática orientada por finalidade objetiva e expansão, o que se condensa em conquista. No segundo, a mesma formulação é atualizada para a viagem turística como experiência aberta ao inesperado, à descoberta e ao imprevisto, valor que se sintetiza em surpresa. A resposta decorre do uso contextual do lema, não de associações históricas genéricas nem do sentido isolado das palavras.
E
Errada
Está errada porque trabalha com aproximações vagas, não com o sentido contextual decisivo. "Convicção" pode sugerir firmeza, mas não exprime o núcleo semântico das grandes navegações no texto, que é conquista. "Imaginação" também não traduz com precisão o valor atribuído ao turismo contemporâneo, definido pela base como descoberta e imprevisto, isto é, surpresa.
Pegadinha da questão
A banca explora a troca entre sentido contextual e associação temática vaga: leva o candidato a marcar pares historicamente plausíveis ou abstratos, como "mercantilismo" ou "convicção", em vez de identificar a ressignificação do lema nas duas épocas.
Dica para questões semelhantes
- Quando a questão pedir sentidos de uma expressão em épocas diferentes, compare o valor que ela assume em cada contexto, não o significado isolado das palavras.
- Elimine alternativas que trocam efeito de sentido por rótulo histórico geral.
- Desconfie de pares muito abstratos se o texto constrói uma oposição mais concreta e contextual.
- Em questões de interpretação, o critério decisivo pode estar no modo como o enunciado é reutilizado discursivamente, não na leitura literal da frase.






