Parestesia não, formigamento
Trinta e três regras que mudam a redação
de bulas no Brasil
Com o Projeto Bulas, de 2004, voltado para a tradução
do jargão farmacêutico para a língua portuguesa - aquela
falada em todo o Brasil - e a regulamentação do uso
de medicamentos no país, cinco anos depois, o Brasil
começou a sair das trevas.
O grupo comandado por uma doutora em Linguística da
UFRJ sugeriu à Anvisa mudar tudo. Elaborou, também,
“A redação de bulas para o paciente: um guia com os
princípios de redação clara, concisa e acessível para o
leitor de bulas”, disponível em versão adaptada no site
da Anvisa. Diferentemente do que acontece com outros
gêneros, na bula não há espaço para inovações de estilo.
“O uso de fórmulas repetitivas é bem-vindo, dá força
institucional ao texto”, explica a doutora. “A bula não pode
abrir possibilidades de interpretações ao seu leitor”.
Se obedecidas, as 33 regras do guia são de serventia
genérica - quem lida com qualquer tipo de escrita pode
se beneficiar de seus ensinamentos. A regra 12, por
exemplo, manda abolir a linguagem técnica, fonte de
possível constrangimento para quem não a compreende,
e recomenda: “Não irrite o leitor.” A regra 14 prega um tom
cordial, educado e, sobretudo, conciso: “Não faça o leitor
perder tempo”.
Disponível em: revistapiaui.estadao.com.br. Acesso em: 24jul. 2012 (adaptado).
As bulas de remédio têm caráter instrucional e
complementam as orientações médicas. No contexto de
mudanças apresentado, a principal característica que
marca sua nova linguagem é o(a)
Parestesia não, formigamento
Trinta e três regras que mudam a redação de bulas no Brasil
Com o Projeto Bulas, de 2004, voltado para a tradução do jargão farmacêutico para a língua portuguesa - aquela falada em todo o Brasil - e a regulamentação do uso de medicamentos no país, cinco anos depois, o Brasil começou a sair das trevas.
O grupo comandado por uma doutora em Linguística da UFRJ sugeriu à Anvisa mudar tudo. Elaborou, também, “A redação de bulas para o paciente: um guia com os princípios de redação clara, concisa e acessível para o leitor de bulas”, disponível em versão adaptada no site da Anvisa. Diferentemente do que acontece com outros gêneros, na bula não há espaço para inovações de estilo. “O uso de fórmulas repetitivas é bem-vindo, dá força institucional ao texto”, explica a doutora. “A bula não pode abrir possibilidades de interpretações ao seu leitor”.
Se obedecidas, as 33 regras do guia são de serventia genérica - quem lida com qualquer tipo de escrita pode se beneficiar de seus ensinamentos. A regra 12, por exemplo, manda abolir a linguagem técnica, fonte de possível constrangimento para quem não a compreende, e recomenda: “Não irrite o leitor.” A regra 14 prega um tom cordial, educado e, sobretudo, conciso: “Não faça o leitor perder tempo”.
Disponível em: revistapiaui.estadao.com.br. Acesso em: 24jul. 2012 (adaptado).
As bulas de remédio têm caráter instrucional e complementam as orientações médicas. No contexto de mudanças apresentado, a principal característica que marca sua nova linguagem é o(a)