Passagens muito representativas da tendência literária da
segunda metade do século XIX, referida no texto,
encontram-se em obras de Castro Alves e de Bernardo
Guimarães, respectivamente
Atenção: Para responder à questão,
considere o texto abaixo.
Nos poemas indianistas, o heroísmo dos indígenas em
nenhum momento é utilizado como crítica à colonização europeia,
da qual a elite era a herdeira. Ao contrário, pela resistência
ou pela colaboração, os indígenas do passado colonial, do ponto
de vista dos nossos literatos, valorizavam a colonização e
deviam servir de inspiração moral à elite brasileira. (...) Já o
africano escravizado demorou para aparecer como protagonista
na literatura romântica. Na segunda metade do século XIX,
Castro Alves, na poesia, e Bernardo Guimarães, na prosa, destacaram
em obras suas o tema da escravidão.
(Adaptado de: NAPOLITANO, Marcos e VILLAÇA, Mariana.
História para o ensino médio. São Paulo: Atual Editora, 2013,
p. 436-37)
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Nos poemas indianistas, o heroísmo dos indígenas em nenhum momento é utilizado como crítica à colonização europeia, da qual a elite era a herdeira. Ao contrário, pela resistência ou pela colaboração, os indígenas do passado colonial, do ponto de vista dos nossos literatos, valorizavam a colonização e deviam servir de inspiração moral à elite brasileira. (...) Já o africano escravizado demorou para aparecer como protagonista na literatura romântica. Na segunda metade do século XIX, Castro Alves, na poesia, e Bernardo Guimarães, na prosa, destacaram em obras suas o tema da escravidão.
(Adaptado de: NAPOLITANO, Marcos e VILLAÇA, Mariana. História para o ensino médio. São Paulo: Atual Editora, 2013, p. 436-37)
Gabarito comentado
Tema central: A questão aborda o Romantismo brasileiro na segunda metade do século XIX, com ênfase no tratamento literário do tema da escravidão por Castro Alves e Bernardo Guimarães. É essencial reconhecer o momento em que a luta abolicionista irrompe com força na literatura e como isso se reflete nas obras dos dois autores.
Conceitos fundamentais: A terceira geração romântica (ou "condoreira") é marcada pelo engajamento social e luta por liberdade. Castro Alves é reconhecido por seus versos abolicionistas, presentes em Os Escravos. Já Bernardo Guimarães denuncia o sistema escravista em A Escrava Isaura, sensibilizando o leitor para a condição subjugada dos escravos.
Justificativa da alternativa correta (C):
Os Escravos (Castro Alves) é uma coletânea poética que denuncia com eloquência as injustiças da escravidão, fazendo uso de metáforas como o condor (liberdade) e empregando linguagem marcadamente exclamativa. A Escrava Isaura (Bernardo Guimarães) é um romance símbolo da luta abolicionista na prosa, apostando na empatia e na crítica ao sistema escravocrata.
Estratégia de resolução: Observe palavras-chave como “protagonismo do escravizado” e “segunda metade do século XIX”. Busque nos itens nomes de autores e obras representativas do abolicionismo. Fique atento a associações históricas corretas.
Análise das alternativas incorretas:
A) “Cartas Chilenas” pertence ao Arcadismo e “Iracema”, à primeira geração romântica – ambas fora do tema da escravidão.
B) “Contos Fluminenses” é de Machado de Assis e aborda outros temas urbanos, não a abolição.
D) “Espumas Flutuantes” (Castro Alves) não se dedica ao abolicionismo, e “Noite na Taverna” (Álvares de Azevedo) expressa o ultrarromantismo.
E) “Casa de Pensão” integra o Naturalismo, focando problemas sociais urbanos, não a escravidão como questão central.
Dicas de prova: Cuidado com trocas súteis de gerações literárias e datas. Não basta identificar o autor – é necessário relacionar obra e tema histórico tratados.
Conclusão: O conhecimento das fases do Romantismo brasileiro e o estudo das obras emblemáticas é fundamental para acertar questões desse tipo em concursos.
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