Questão 6f95e964-e0
Prova:FATEC 2012
Disciplina:Português
Assunto:Colocação Pronominal, Análise sintática, Pronomes pessoais oblíquos, Sintaxe, Morfologia - Pronomes
No trecho do 5º parágrafo, observe que o cronista empregou um pronome para evitar a repetição de palavras.
Do que adianta ter um supercomputador se não sei usá-lo?
Tendo por referência a gramática normativa, a alternativa em que os pronomes substituem corretamente, as expressões em destaque no Tentei ouvir as mensagens. A secretária ele disparou todas as mensagens, desde o início do
No trecho do 5º parágrafo, observe que o cronista empregou um pronome para evitar a repetição de palavras.
Do que adianta ter um supercomputador se não sei usá-lo?
Tendo por referência a gramática normativa, a alternativa em que os pronomes substituem corretamente, as expressões em destaque no Tentei ouvir as mensagens. A secretária ele disparou todas as mensagens, desde o início do
Do que adianta ter um supercomputador se não sei usá-lo?
Tendo por referência a gramática normativa, a alternativa em que os pronomes substituem corretamente, as expressões em destaque no Tentei ouvir as mensagens. A secretária ele disparou todas as mensagens, desde o início do
O labirinto dos manuais
Há alguns meses, troquei meu celular. Um modelo lindo, pequeno, prático. Segundo a vendedora, era capaz de tudo e mais um pouco. Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e até servia para telefonar. Abri o manual, entusiasmado. “Agora eu aprendo”, decidi, folheando as 49 páginas. Já na primeira, tentei executar as funções. Duas horas depois, eu estava prestes a roer o aparelho. O manual tentava prever todas as possibilidades. Virou um labirinto de instruções! Na semana seguinte, tentei baixar o som da campainha. Só aumentava. Buscava o vibracall, não achava. Era só alguém me chamar e todo mundo em torno saía correndo, pensando que era o alarme de incêndio! Quem me salvou foi um motorista de táxi.
- Manual só confunde - disse didaticamente. - Dá uma de curioso. Insisti e finalmente descobri que estava no vibracall há meses! O único problema é que agora não consigo botar a campainha de volta!
Atualmente, estou de computador novo. Fiz o que toda pessoa minuciosa faria. Comprei um livro. Na capa, a promessa: “Rápido e fácil” - um guia prático, simples e colorido! Resolvi: “Vou seguir cada instrução, página por página. Do que adianta ter um supercomputador se não sei usá-lo?”. Quando cheguei à página 20, minha cabeça latejava. O livro tem 342! Cada vez que olho, dá vontade de chorar! Não seria melhor gastar o tempo relendo Guerra e Paz*?
Tudo foi criado para simplificar. Mas até o micro-ondas ficou difícil. A não ser que eu queira fazer pipoca, que possui sua tecla própria. Mas não posso me alimentar só de pipoca! Ainda se emagrecesse... E o fax com secretária eletrônica? O anterior era simples. Eu apertava um botão e apagava as mensagens. O atual exige que eu toque em um, depois em outro para confirmar, e de novo no primeiro! Outro dia, a luzinha estava piscando. Tentei ouvir a mensagem. A secretária disparou todas as mensagens, desde o início do ano!
Eu sei que para a garotada que está aí tudo parece muito simples. Mas o mundo é para todos, não é? Talvez alguém dê aulas para entender manuais! Ou o jeito seria aprender só aquilo de que tenho realmente necessidade, e não usar todas as funções. É o que a maioria das pessoas acaba fazendo!
O labirinto dos manuais
Há alguns meses, troquei meu celular. Um modelo lindo, pequeno, prático. Segundo a vendedora, era capaz de tudo e mais um pouco. Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e até servia para telefonar. Abri o manual, entusiasmado. “Agora eu aprendo”, decidi, folheando as 49 páginas. Já na primeira, tentei executar as funções. Duas horas depois, eu estava prestes a roer o aparelho. O manual tentava prever todas as possibilidades. Virou um labirinto de instruções! Na semana seguinte, tentei baixar o som da campainha. Só aumentava. Buscava o vibracall, não achava. Era só alguém me chamar e todo mundo em torno saía correndo, pensando que era o alarme de incêndio! Quem me salvou foi um motorista de táxi.
- Manual só confunde - disse didaticamente. - Dá uma de curioso. Insisti e finalmente descobri que estava no vibracall há meses! O único problema é que agora não consigo botar a campainha de volta!
Atualmente, estou de computador novo. Fiz o que toda pessoa minuciosa faria. Comprei um livro. Na capa, a promessa: “Rápido e fácil” - um guia prático, simples e colorido! Resolvi: “Vou seguir cada instrução, página por página. Do que adianta ter um supercomputador se não sei usá-lo?”. Quando cheguei à página 20, minha cabeça latejava. O livro tem 342! Cada vez que olho, dá vontade de chorar! Não seria melhor gastar o tempo relendo Guerra e Paz*?
Tudo foi criado para simplificar. Mas até o micro-ondas ficou difícil. A não ser que eu queira fazer pipoca, que possui sua tecla própria. Mas não posso me alimentar só de pipoca! Ainda se emagrecesse... E o fax com secretária eletrônica? O anterior era simples. Eu apertava um botão e apagava as mensagens. O atual exige que eu toque em um, depois em outro para confirmar, e de novo no primeiro! Outro dia, a luzinha estava piscando. Tentei ouvir a mensagem. A secretária disparou todas as mensagens, desde o início do ano!
Eu sei que para a garotada que está aí tudo parece muito simples. Mas o mundo é para todos, não é? Talvez alguém dê aulas para entender manuais! Ou o jeito seria aprender só aquilo de que tenho realmente necessidade, e não usar todas as funções. É o que a maioria das pessoas acaba fazendo!
Há alguns meses, troquei meu celular. Um modelo lindo, pequeno, prático. Segundo a vendedora, era capaz de tudo e mais um pouco. Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e até servia para telefonar. Abri o manual, entusiasmado. “Agora eu aprendo”, decidi, folheando as 49 páginas. Já na primeira, tentei executar as funções. Duas horas depois, eu estava prestes a roer o aparelho. O manual tentava prever todas as possibilidades. Virou um labirinto de instruções! Na semana seguinte, tentei baixar o som da campainha. Só aumentava. Buscava o vibracall, não achava. Era só alguém me chamar e todo mundo em torno saía correndo, pensando que era o alarme de incêndio! Quem me salvou foi um motorista de táxi.
- Manual só confunde - disse didaticamente. - Dá uma de curioso. Insisti e finalmente descobri que estava no vibracall há meses! O único problema é que agora não consigo botar a campainha de volta!
Atualmente, estou de computador novo. Fiz o que toda pessoa minuciosa faria. Comprei um livro. Na capa, a promessa: “Rápido e fácil” - um guia prático, simples e colorido! Resolvi: “Vou seguir cada instrução, página por página. Do que adianta ter um supercomputador se não sei usá-lo?”. Quando cheguei à página 20, minha cabeça latejava. O livro tem 342! Cada vez que olho, dá vontade de chorar! Não seria melhor gastar o tempo relendo Guerra e Paz*?
Tudo foi criado para simplificar. Mas até o micro-ondas ficou difícil. A não ser que eu queira fazer pipoca, que possui sua tecla própria. Mas não posso me alimentar só de pipoca! Ainda se emagrecesse... E o fax com secretária eletrônica? O anterior era simples. Eu apertava um botão e apagava as mensagens. O atual exige que eu toque em um, depois em outro para confirmar, e de novo no primeiro! Outro dia, a luzinha estava piscando. Tentei ouvir a mensagem. A secretária disparou todas as mensagens, desde o início do ano!
Eu sei que para a garotada que está aí tudo parece muito simples. Mas o mundo é para todos, não é? Talvez alguém dê aulas para entender manuais! Ou o jeito seria aprender só aquilo de que tenho realmente necessidade, e não usar todas as funções. É o que a maioria das pessoas acaba fazendo!
A
ouvi-las ... disparou-as
B
ouvi-las ... disparou-lhes
C
ouvir-las ... disparou-as
D
ouvir-lhes ... disparou-as
E
ouvir-lhes ... disparou-lhes
Gabarito comentado
F
Fernando VazMentor Qconcursos
Gabarito: A
Fundamento decisivo: A questão exige substituir "as mensagens" e "todas as mensagens" por pronome oblíquo átono de objeto direto feminino plural, isto é, "as". No caso de "ouvir", por estar no infinitivo terminado em -r, a forma normativa é "ouvi-las"; no caso de "disparou", forma terminada em som nasal, a forma correta é "disparou-as". Assim, a sequência compatível com a norma-padrão é a da alternativa A.
Tema central: pronomes oblíquos átonos
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única que aplica corretamente os dois pontos exigidos pela norma-padrão. Em "ouvir as mensagens", o termo destacado é objeto direto feminino plural, por isso deve ser retomado por "as"; como o verbo está no infinitivo terminado em -r, ocorre a supressão desse -r, resultando em "ouvi-las". Em "disparou todas as mensagens", o termo também é objeto direto feminino plural, portanto a retomada continua sendo por "as"; como a forma verbal termina em som nasal, a construção correta é "disparou-as".
B
Errada
"Ouvi-las" está correto, mas "disparou-lhes" elimina a alternativa. O erro está no segundo segmento: "todas as mensagens" funciona como objeto direto de "disparou", e a forma exigida pela norma-padrão é "disparou-as", não "disparou-lhes".
C
Errada
"Disparou-as" está correto, mas "ouvir-las" está em desacordo com a forma normativa. Com infinitivo terminado em -r, o -r final cai antes de "-las", produzindo "ouvi-las"; por isso, a alternativa é eliminada no primeiro segmento.
D
Errada
"Ouvir-lhes" está errado porque "as mensagens" é complemento sem preposição e, nessa retomada, o pronome adequado é "as". Além disso, o primeiro segmento também falha na adaptação do infinitivo: o correto seria "ouvi-las".
E
Errada
A alternativa erra nos dois segmentos. Tanto "as mensagens" quanto "todas as mensagens" pedem retomada por pronome de objeto direto feminino plural; por isso, "lhes" não corresponde à forma normativa exigida pela questão.
Pegadinha da questão
A banca combina duas confusões: trocar objeto direto por objeto indireto, levando ao uso de "lhes", e esquecer o ajuste formal do infinitivo em -r, o que gera o erro "ouvir-las".
Dica para questões semelhantes
- Identifique primeiro a função do termo substituído: se completa o verbo sem preposição, a questão está cobrando objeto direto.
- Para objeto direto feminino plural, a forma pedida aqui é "as", não "lhes".
- Se o verbo estiver no infinitivo terminado em -r, a ligação com "as" gera "-las" com queda do -r: "ouvi-las".
- Se a forma verbal terminar em som nasal, use a forma enclítica correspondente sem criar "-las" indevidamente: "disparou-as".






