Marque a opção em que o termo grifado não foi analisado adequadamente segundo as normas gramaticais, em relação
às funções morfológicas e ou sintáticas do “que”:
Gabarito comentado
Tema central: Análise morfológica e sintática do termo “que”. Esta questão exige reconhecer as diferentes funções que o “que” pode exercer nos textos, segundo a norma-padrão, e identificar, dentre as opções, aquela cuja classificação está incorreta.
Comentário da alternativa correta (A):
A alternativa A analisa o “que” da frase “não sucumbir ao impulso da manada que corre cegamente em frente” como conjunção integrante. Entretanto, está incorreto.
No contexto, “que” introduz a oração “corre cegamente em frente”, caracterizando o substantivo “manada”. Portanto, trata-se de pronome relativo (cf. Cunha & Cintra: "o pronome relativo 'que' retoma um termo antecedente, unindo duas orações", p. 542). É pronome relativo porque:
- Retoma “manada”;
- Inicia uma oração subordinada adjetiva (qualifica o termo antecedente);
- Não tem sentido interrogativo nem integra oração substantiva.
Análise das alternativas incorretas:
B) “O que significa isso?”
Aqui, “que” é corretamente classificado como pronome interrogativo, pois questiona a natureza de “isso”. Segundo Bechara: “Os pronomes interrogativos introduzem perguntas diretas ou indiretas” (p. 120).
C) “são tantos os compromissos, que nos falta o tempo...”
Neste caso, “que” funciona como conjunção consecutiva, pois indica consequência (“tantos... que...”). Cunha & Cintra afirmam: “conjunção consecutiva surge depois de ‘tanto’, ‘tão’, ‘tamanho’...” (p. 622).
D) “força do espírito de rebanho que nos condiciona...”
Aqui, “que” é pronome relativo, como bem classificado no item, exercendo função de sujeito do verbo “condiciona”.
Ponto de atenção: Uma pegadinha recorrente ocorre ao confundir conjunção integrante com pronome relativo. Lembre-se: o pronome relativo sempre retoma um termo antecedente, enquanto a conjunção integrante liga oração principal e subordinada sem retomar substantivo algum.
Resumo para levar à prova: Sempre avalie o contexto do “que” e veja se ele retoma um termo (pronome relativo), introduz conteúdo (conjunção integrante), concatena consequência (conjunção consecutiva) ou questiona (pronome interrogativo).
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