A pobreza está em grande parte relacionada à crença
na fartura do nosso solo e na oferta abundante de
frutos, plantas e alimentos. Essa crença leva diversas
pessoas a acreditarem que, no nosso país, não há
necessidade de trabalhar.
Considerando o tema desigualdade social no Brasil,
assinale o que for correto.
Gabarito comentado
Alternativa correta: E — Errado
Tema central: Desigualdade social no Brasil — causas, dimensões e explicações teóricas. Questões de concurso costumam cobrar se você identifica explicações estruturais (econômicas, históricas, institucionais) versus explicações culturalistas ou psicológicas para a pobreza.
Resumo teórico: A literatura sociológica e os relatórios oficiais (IBGE, Ipea, PNUD) mostram que a pobreza e a desigualdade no Brasil decorrem principalmente de fatores estruturais: concentração de renda e terra, exclusão do mercado formal de trabalho, baixa escolaridade, discriminação racial e regional, e políticas públicas insuficientes. A explicação chamada "cultura da pobreza" (Oscar Lewis) é historicamente criticada por ser reducionista e por responsabilizar indivíduos em vez das estruturas sociais.
Por que a afirmativa é errada: dizer que "a pobreza está em grande parte relacionada à crença na fartura do nosso solo" atribui a pobreza a uma crença cultural simplista. Isso ignora evidências empíricas e análises que apontam causas materiais e institucionais: desigualdade salarial, desemprego, informalidade, concentração de propriedade fundiária, herança histórica da escravidão e déficit educacional. Dados do IBGE e estudos do Ipea e PNUD demonstram padrões objetivos de exclusão — não meras crenças sobre a abundância natural.
Estratégia de interpretação: ao ler alternativas sobre causas da pobreza, procure termos que indicam explicações estruturais (renda, educação, trabalho, políticas públicas) — elas tendem a ser corretas cientificamente. Suspeite de explicações que colocam a culpa na mentalidade da população; isso é arma retórica comum em alternativas erradas.
Fontes sugeridas: IBGE (PNAD/Síntese de Indicadores Sociais), Ipea (estudos sobre desigualdade) e PNUD (Relatórios de Desenvolvimento Humano).
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