Questão 4dd32b4c-e0
Prova:FATEC 2013
Disciplina:Português
Assunto:Interpretação de Textos, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia
Leia o poema do escritor Alberto de Oliveira (1857-1937).
Num trem de subúrbio
No trem de ferro vimo-nos, um dia, E amarmo-nos foi obra de um momento, Tudo rápido, como a ventania, Como a locomotiva ou o pensamento.
– “Amo-te!”
– “Adoro-te!”
A estação primeira
Surge. Saltamos nela ao som de um berro. Nosso amor, numa nuvem de poeira, Tinha passado, como o trem de ferro.
Interpretando o poema, é correto afrmar que nessa obra está presente a
Leia o poema do escritor Alberto de Oliveira (1857-1937).
Num trem de subúrbio
No trem de ferro vimo-nos, um dia, E amarmo-nos foi obra de um momento, Tudo rápido, como a ventania, Como a locomotiva ou o pensamento.
– “Amo-te!”
– “Adoro-te!”
A estação primeira
Surge. Saltamos nela ao som de um berro. Nosso amor, numa nuvem de poeira, Tinha passado, como o trem de ferro.
Interpretando o poema, é correto afrmar que nessa obra está presente a
Num trem de subúrbio
No trem de ferro vimo-nos, um dia, E amarmo-nos foi obra de um momento, Tudo rápido, como a ventania, Como a locomotiva ou o pensamento.
– “Amo-te!”
– “Adoro-te!”
A estação primeira
Surge. Saltamos nela ao som de um berro. Nosso amor, numa nuvem de poeira, Tinha passado, como o trem de ferro.
Interpretando o poema, é correto afrmar que nessa obra está presente a
A
crise existencial própria do Barroco, que se manifesta pela extrema infelicidade do eu lírico, vivenciada em decorrência do fm do romance.
B
oposição ao amor idealizado do Romantismo, pois o poema ressalta a brevidade e a fnitude do amor vivido pelos protagonistas.
C
crítica social característica do Realismo, pois o eu lírico descreve a existência sofrida e miserável dos subúrbios.
D
valorização da forma pelo Parnasianismo, o que se comprova pela rígida metrifcação dos versos e pela presença de rimas.
E
exaltação da tecnologia, marca do Simbolismo, pois o trem e sua alta velocidade surpreendem o eu lírico e sua amada.
Gabarito comentado
I
Isabela Duarte Monitor com apoio de IA
Gabarito: B
Fundamento decisivo: O critério decisivo é o sentido dominante construído no poema: um amor súbito e efêmero, marcado por expressões como "E amarmo-nos foi obra de um momento", "Tudo rápido" e "Tinha passado, como o trem de ferro". Esses elementos mostram a brevidade do vínculo e sustentam a alternativa B, que contrapõe esse amor passageiro ao amor idealizado e duradouro do Romantismo.
Tema central: fugacidade do amor
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra ao atribuir ao poema uma crise existencial barroca e uma "extrema infelicidade" do eu lírico. O texto não apresenta conflito interior, angústia metafísica nem dilaceramento subjetivo; registra apenas que o amor surgiu e terminou rapidamente. O fim do romance, no poema, não é desenvolvido como sofrimento existencial profundo.
B
Certa
A alternativa B se sustenta porque o poema constrói o amor como experiência breve e consumida quase no mesmo instante em que nasce. As marcas textuais são diretas: "obra de um momento" explicita a instantaneidade; "Tudo rápido" e as comparações com "a ventania", "a locomotiva" e "o pensamento" intensificam a ideia de velocidade extrema; "Tinha passado" confirma a finitude do sentimento. Esse conjunto afasta a noção de amor idealizado, sublime e duradouro e justifica o contraste indicado na alternativa.
C
Errada
A leitura de crítica social não se sustenta no texto. "Subúrbio" e "trem" funcionam como cenário da experiência amorosa, não como base para denúncia da miséria ou da existência sofrida. Falta no poema qualquer desenvolvimento de condições sociais suburbanas ou de léxico de denúncia social.
D
Errada
A alternativa desloca o foco da interpretação para a forma. A base admite que possa haver elaboração formal, mas isso não é o eixo decisivo pedido pela questão. O comando exige identificar o traço presente na obra em sua significação, e o núcleo temático construído no poema é a fugacidade amorosa, não a mera presença de rimas ou metrificação.
E
Errada
O trem não aparece como objeto de exaltação tecnológica. No poema, ele funciona como termo comparativo para a rapidez e a transitoriedade do amor, como se vê em "Como a locomotiva" e "Tinha passado, como o trem de ferro". A alternativa ainda erra ao associar essa suposta exaltação ao Simbolismo, quando o texto não constrói esse valor como tema central.
Pegadinha da questão
A banca explora sobretudo a tendência de trocar leitura do texto por rótulo de escola literária: a alternativa D parece plausível por causa do autor parnasiano, mas o poema, lido em seu eixo temático, destaca a brevidade do amor; também há armadilhas secundárias em tomar "subúrbio" como crítica social ou o trem como exaltação da tecnologia.
Dica para questões semelhantes
- Primeiro identifique o campo semântico dominante do texto; aqui, as marcas de rapidez e passagem decidem a interpretação.
- Não transforme cenário ou imagem secundária em tema central sem que o desenvolvimento do texto confirme isso.
- Em questão interpretativa, o traço decisivo vem do que o poema efetivamente constrói, não da escola literária do autor isoladamente.






