Questão 3111b5ee-e0
Prova:FATEC 2012
Disciplina:Português
Assunto:Interpretação de Textos, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia
Com base nas informações do texto, é correto afrmar que a :
Com base nas informações do texto, é correto afrmar que a :
Como fazíamos sem botão
Uma estatística curiosa: a gente aperta por dia, em média, 125 botões. Isso apenas nas geringonças que carregamos conosco: celular, laptop, iPod. Essa história do convívio humano com o botão começou por volta de 1893, quando a Central Electric Company, de Chicago, lançou o primeiro interruptor de luz, com dois botõezinhos: um branco para ligar e um preto para desligar.
Até então, apertar uma tecla não era atividade desconhecida - já a utilizávamos em pianos, telégrafos e, a partir de 1888, nas máquinas fotográficas da Kodak. Mas foi só no fim do século XIX que ferramentas manuais consagradas, como sinos e manivelas, começaram a ser substituídas por similares movidos a eletricidade. E de utilização fácil: no século XX, para usar qualquer coisa, bastava apertar o botão. Em vez de tocar um sino, apertava-se a campainha.
O preço disso? Quase ninguém sabe hoje fazer nada sem apertar um botão. Acender um lampião a gás ou manusear um elevador hidráulico, por exemplo, são tarefas consideradas dificílimas. Para comprovar essa situação, na Califórnia, em 2001, foi feita uma pesquisa em escolas de segundo grau. Resultado: constatou-se que quase 30% dos alunos não faziam ideia de como usar um telefone de disco.
Como fazíamos sem botão
Uma estatística curiosa: a gente aperta por dia, em média, 125 botões. Isso apenas nas geringonças que carregamos conosco: celular, laptop, iPod. Essa história do convívio humano com o botão começou por volta de 1893, quando a Central Electric Company, de Chicago, lançou o primeiro interruptor de luz, com dois botõezinhos: um branco para ligar e um preto para desligar.
Até então, apertar uma tecla não era atividade desconhecida - já a utilizávamos em pianos, telégrafos e, a partir de 1888, nas máquinas fotográficas da Kodak. Mas foi só no fim do século XIX que ferramentas manuais consagradas, como sinos e manivelas, começaram a ser substituídas por similares movidos a eletricidade. E de utilização fácil: no século XX, para usar qualquer coisa, bastava apertar o botão. Em vez de tocar um sino, apertava-se a campainha.
O preço disso? Quase ninguém sabe hoje fazer nada sem apertar um botão. Acender um lampião a gás ou manusear um elevador hidráulico, por exemplo, são tarefas consideradas dificílimas. Para comprovar essa situação, na Califórnia, em 2001, foi feita uma pesquisa em escolas de segundo grau. Resultado: constatou-se que quase 30% dos alunos não faziam ideia de como usar um telefone de disco.
Até então, apertar uma tecla não era atividade desconhecida - já a utilizávamos em pianos, telégrafos e, a partir de 1888, nas máquinas fotográficas da Kodak. Mas foi só no fim do século XIX que ferramentas manuais consagradas, como sinos e manivelas, começaram a ser substituídas por similares movidos a eletricidade. E de utilização fácil: no século XX, para usar qualquer coisa, bastava apertar o botão. Em vez de tocar um sino, apertava-se a campainha.
O preço disso? Quase ninguém sabe hoje fazer nada sem apertar um botão. Acender um lampião a gás ou manusear um elevador hidráulico, por exemplo, são tarefas consideradas dificílimas. Para comprovar essa situação, na Califórnia, em 2001, foi feita uma pesquisa em escolas de segundo grau. Resultado: constatou-se que quase 30% dos alunos não faziam ideia de como usar um telefone de disco.
A
Central Electric Company, no final do século XIX, lançou os primeiros botões para acionar sofisticadas máquinas industriais.
B
pesquisa aplicada em escolas públicas de segundo grau comprovou que 30% dos alunos jamais haviam visto um telefone de disco.
C
estatística, citada no início do texto, é curiosa e surpreendente por constatar que, no dia a dia, esporadicamente apertamos botões.
D
falta de conhecimento no manuseio de equipamentos sem botão pode ser considerada um aspecto negativo da inovação trazida pela empresa americana.
E
substituição de sinos e manivelas por similares movidos a eletricidade ocorreu pela necessidade das empresas de baixar os altos custos de produção.
Gabarito comentado
P
Patrícia Mendes Monitor com apoio de IA
Gabarito: D
Fundamento decisivo: A resolução depende da relação de causa e consequência construída no texto, em que a inovação ligada ao botão trouxe facilidade de uso, mas produziu um efeito negativo: "Mas foi só no fim do século XIX que ferramentas manuais consagradas, como sinos e manivelas, começaram a ser substituídas por similares movidos a eletricidade. E de utilização fácil: no século XX, para usar qualquer coisa, bastava apertar o botão. (...) O preço disso? Quase ninguém sabe hoje fazer nada sem apertar um botão." Esse encadeamento sustenta a alternativa D e afasta leituras que acrescentam finalidade econômica, sofisticação industrial ou dados não informados.
Tema central: inferência textual
Análise das alternativas
A
Errada
O erro está no acréscimo de informação não dita. O texto afirma que a Central Electric Company lançou "o primeiro interruptor de luz, com dois botõezinhos", e não botões para acionar "sofisticadas máquinas industriais". A alternativa deturpa o referente textual e amplia indevidamente o campo de aplicação.
B
Errada
Há dois desvios semânticos. Primeiro, o texto menciona apenas "escolas de segundo grau", sem informar que eram públicas. Segundo, dizer que os alunos "não faziam ideia de como usar um telefone de disco" não equivale a afirmar que "jamais haviam visto" esse aparelho. A alternativa troca incapacidade de uso por desconhecimento visual e ainda acrescenta um dado institucional ausente.
C
Errada
A alternativa contradiz o valor semântico do dado numérico. O texto informa que apertamos, "em média, 125 botões" por dia, o que indica alta frequência. Por isso, é incompatível afirmar que isso ocorre "esporadicamente". A curiosidade da estatística não decorre de raridade, mas justamente da recorrência elevada.
D
Certa
A alternativa D resume corretamente o sentido global do texto: a difusão de mecanismos acionados por botão facilitou o uso de equipamentos, mas produziu um efeito negativo explicitado pelo autor com a expressão "O preço disso?". Em seguida, o texto afirma que "Quase ninguém sabe hoje fazer nada sem apertar um botão" e exemplifica essa perda de habilidade com tarefas como acender um lampião a gás, manusear um elevador hidráulico e usar um telefone de disco. Portanto, a alternativa está sustentada por inferência legítima baseada em informação explícita do texto.
E
Errada
A causa apresentada não tem apoio no texto. A substituição de sinos e manivelas por mecanismos elétricos é associada à eletrificação e à facilidade de uso, como mostra o trecho "E de utilização fácil: no século XX, para usar qualquer coisa, bastava apertar o botão". Não há qualquer menção a redução de custos de produção.
Pegadinha da questão
A banca mistura informações efetivamente ditas no texto com acréscimos indevidos: transformar "não sabiam usar" em "jamais haviam visto", trocar "em média, 125 botões" por uso esporádico e inventar causas econômicas ou referência a máquinas industriais.
Dica para questões semelhantes
- Verifique se a alternativa preserva exatamente a relação de sentido do texto; trocar causa, consequência ou intensidade já invalida a opção.
- Desconfie de palavras acrescentadas pela alternativa que não aparecem no texto nem decorrem necessariamente dele, como "públicas", "jamais haviam visto" ou "custos de produção".
- Quando o texto usa marcas avaliativas como "O preço disso?", procure a consequência negativa explicitada logo depois; ela costuma sustentar a alternativa correta.






