Questão 0c70b9d2-47
Prova:UFF 2010
Disciplina:Português
Assunto:Interpretação de Textos, Homonímia, Paronímia, Sinonímia e Antonímia

Assinale a alternativa que correlaciona, quanto ao sentido do termo “civilização”, o fragmento de Mário de Andrade (Texto IV) com o fragmento de Almada Negreiros (Texto II).


A
O Texto IV personaliza individualmente o termo “civilização”, tornando-o sinônimo do conceito de “cultura” como ocorre no Texto II.
B
O Texto IV se vale da metáfora do “acorde musical” para especificar o conceito de “civilização” como um fenômeno individual como se apresenta no Texto II.
C
O Texto II emprega “juntar feijões em uma mesa”, enquanto o Texto IV emprega “realizarmos o nosso acorde”, ambos para designar as ações que transformam indivíduos em um conjunto maior que se pode chamar de “civilização”.
D
O Texto II considera que “cultura” significa personalizar cada ser que pertence a uma “civilização”, enquanto o Texto IV afirma que “civilização” tem limites territoriais como “cultura”.
E
O Texto IV aponta que “civilização” é algo que vai além do território nacional, enquanto o Texto II aponta que o termo “cultura” designa um fenômeno que vai muito além do individual.

Gabarito comentado

P
Pedro SouzaMonitor com apoio de IA

Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a correlação semântica entre as imagens “juntar feijões em uma mesa” (Texto II) e “realizarmos o nosso acorde” (Texto IV), que exprimem reunião e harmonização de partes em uma totalidade maior. Essa relação de composição do coletivo é a que sustenta o gabarito C.

Tema central: passagem do individual ao coletivo
Análise das alternativas
A
Errada
Erra ao afirmar que o Texto IV “personaliza individualmente” o termo “civilização”. O trecho decisivo do Texto IV é “realizarmos o nosso acorde”, e a expressão “o nosso” reforça valor coletivo, não individual. Também não há base para dizer que o texto torna “civilização” sinônimo pleno de “cultura”.
B
Errada
A menção ao “acorde musical” está alinhada ao Texto IV, mas a interpretação dada é errada: a metáfora não especifica “civilização” como fenômeno individual. Ao contrário, o acorde representa harmonização de elementos múltiplos em unidade coletiva. O mesmo erro é projetado indevidamente sobre o Texto II.
C
Certa
A alternativa C acerta porque aproxima exatamente os dois trechos que sustentam a correlação pedida no comando. Em “juntar feijões em uma mesa”, há a imagem de partes dispersas sendo reunidas; em “realizarmos o nosso acorde”, há a imagem de elementos diversos sendo harmonizados em uma unidade. O ponto comum não é individualizar “civilização”, mas mostrar um processo em que indivíduos ou partes passam a integrar um conjunto maior.
D
Errada
A alternativa atribui ao Texto II a ideia de que “cultura” significa “personalizar cada ser”, o que não é o eixo semântico decisivo indicado pela base. Além disso, afirma que o Texto IV diz que “civilização” tem limites territoriais, sentido que a base rejeita como fundamento correlativo da questão. Há extrapolação e desvio do critério pedido.
E
Errada
Desloca a correlação para a ideia de ir além do território nacional no Texto IV e para um fenômeno “muito além do individual” no Texto II. Mesmo parecendo plausível em abstrato, essa formulação não se apoia no vínculo textual mais direto e decisivo, que está nas imagens de reunião e harmonização expressas em “juntar feijões em uma mesa” e “realizarmos o nosso acorde”.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre participação de elementos individuais e definição individual de “civilização”. Os textos valorizam a composição do coletivo, mas alternativas erradas transformam isso em individualização, sinonímia plena entre “civilização” e “cultura” ou leitura territorial sem apoio decisivo.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o comando pedir correlação entre textos, procure o traço semântico comum mais diretamente sustentado pelos trechos citados.
  • Em imagens figuradas, verifique se o efeito é de separação ou de composição; aqui, ambos os textos constroem integração de partes em um todo.
  • Não aceite alternativa abstrata apenas porque parece ampla ou sofisticada: ela precisa aderir aos trechos decisivos do texto.
  • Se a alternativa troca coletividade por individualização, elimine-a quando o texto trouxer marcas como “o nosso” e imagens de reunião.

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