Questõesde UERJ sobre República de 1954 a 1964
O professor Alcino Salazar, secretário
de justiça da Guanabara, declarou a
O Globo que a extensão do voto ao
analfabeto é perigosa concessão aos
inimigos do regime democrático,
fundado na verdade e na pureza do
princípio da representação.
Adaptado de O Globo, 21/02/1964.
Em sua mensagem ao Congresso Nacional em
15 de março de 1964, o presidente João Goulart
escreveu: “Outra discriminação inaceitável atinge
milhões de cidadãos que, embora investidos de
todas as responsabilidades (...) e integrados à força
de trabalho, com seu contingente mais numeroso,
são impedidos de votar por serem analfabetos”.
ALEIXO, J. C. B; KRAMER, Paulo. Os analfabetos e o voto:
da conquista da alistabilidade ao desafio da elegibilidade.
Senatus, Brasília, outubro/2000.
As declarações do professor Alcino Salazar e do presidente João Goulart foram feitas em um
momento de polarização na sociedade brasileira, que culminou na instauração do regime
autoritário em 31 de março de 1964.
Ambas as declarações expressavam, naquele momento, visões antagônicas relacionadas à
seguinte dimensão da cidadania:
O professor Alcino Salazar, secretário de justiça da Guanabara, declarou a O Globo que a extensão do voto ao analfabeto é perigosa concessão aos inimigos do regime democrático, fundado na verdade e na pureza do princípio da representação.
Adaptado de O Globo, 21/02/1964.
Em sua mensagem ao Congresso Nacional em 15 de março de 1964, o presidente João Goulart escreveu: “Outra discriminação inaceitável atinge milhões de cidadãos que, embora investidos de todas as responsabilidades (...) e integrados à força de trabalho, com seu contingente mais numeroso, são impedidos de votar por serem analfabetos”.
ALEIXO, J. C. B; KRAMER, Paulo. Os analfabetos e o voto:
da conquista da alistabilidade ao desafio da elegibilidade.
Senatus, Brasília, outubro/2000.
As declarações do professor Alcino Salazar e do presidente João Goulart foram feitas em um momento de polarização na sociedade brasileira, que culminou na instauração do regime autoritário em 31 de março de 1964.
Ambas as declarações expressavam, naquele momento, visões antagônicas relacionadas à seguinte dimensão da cidadania:

O álbum de músicas Tropicália ou Panis et circensis foi lançado em 1968. A fotografia que
estampou sua capa foi realizada na casa de Oliver Perroy, fotógrafo da Editora Abril, em São
Paulo. Cada um levou seus apetrechos, até um penico, comicamente usado por Rogério
Duprat como se fosse uma xícara. A imagem ficou tão famosa que se tornou uma espécie de
cartão-postal do movimento tropicalista.
Adaptado de f508.com.br.
No contexto do final da década de 1960, o Tropicalismo, que causou polêmicas com produções
como a do álbum citado, tornou-se símbolo de:

O álbum de músicas Tropicália ou Panis et circensis foi lançado em 1968. A fotografia que estampou sua capa foi realizada na casa de Oliver Perroy, fotógrafo da Editora Abril, em São Paulo. Cada um levou seus apetrechos, até um penico, comicamente usado por Rogério Duprat como se fosse uma xícara. A imagem ficou tão famosa que se tornou uma espécie de cartão-postal do movimento tropicalista.
Adaptado de f508.com.br.

Eu sou um homem, e é todo o passado do mundo que preciso retomar. Cada vez que um
homem fez triunfar a dignidade do espírito, cada vez que um homem disse não a uma
tentativa de escravização de seu semelhante, eu me senti solidário com sua atitude. Eu,
homem de cor, quero apenas uma coisa: que nunca mais haja escravização do homem
pelo homem.
FRANTZ FANON
Pele negra, máscaras brancas. Salvador: UFBA, 2008.
As décadas de 1950 e 1960 foram marcadas por movimentos sociais contra políticas de
discriminação em sociedades americanas e africanas.
A foto e o texto remetem a uma conjuntura histórica em que proliferaram movimentos defensores da:

Eu sou um homem, e é todo o passado do mundo que preciso retomar. Cada vez que um homem fez triunfar a dignidade do espírito, cada vez que um homem disse não a uma tentativa de escravização de seu semelhante, eu me senti solidário com sua atitude. Eu, homem de cor, quero apenas uma coisa: que nunca mais haja escravização do homem pelo homem.
FRANTZ FANON
Pele negra, máscaras brancas. Salvador: UFBA, 2008.
As décadas de 1950 e 1960 foram marcadas por movimentos sociais contra políticas de discriminação em sociedades americanas e africanas.
A foto e o texto remetem a uma conjuntura histórica em que proliferaram movimentos defensores da:
Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas
decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta
alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino.
Juscelino Kubitschek, 02/10/1956
O Globo, 21/04/2010A realização mais conhecida do governo de Juscelino Kubitschek foi a construção de Brasília. No
entanto, essa obra contemplava objetivos mais abrangentes desse governante.
Dentre esses objetivos, destaca-se o de promover a integração nacional por meio da seguinte ação:
Tropicália
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro o monumento no planalto central
do país
(...)
O monumento não tem porta
A entrada é uma rua antiga, estreita e torta
E no joelho uma criança, sorridente, feia e morta
Estende a mão
(...)
www.caetanoveloso.com.br
O disco e a música Tropicália tornaram-se símbolos do “Tropicalismo”, movimento protagonizado
por artistas e intelectuais, no Brasil, em finais da década de 1960.
Esse movimento destacou-se, principalmente, pela seguinte proposta:
Tropicália
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro o monumento no planalto central
do país
(...)
O monumento não tem porta
A entrada é uma rua antiga, estreita e torta
E no joelho uma criança, sorridente, feia e morta
Estende a mão
(...)
www.caetanoveloso.com.br
O disco e a música Tropicália tornaram-se símbolos do “Tropicalismo”, movimento protagonizado
por artistas e intelectuais, no Brasil, em finais da década de 1960.
Esse movimento destacou-se, principalmente, pela seguinte proposta:
Antecipando-nos à derrocada das forças subversivas, acionadas por dispositivos
governamentais, que visavam à destruição do primado da democracia e à implantação
de um regime totalitário, tivemos a lucidez e o patriotismo de alertar os poderes
constituídos da República para a defesa da ordem jurídica e da Constituição, tão
seriamente ameaçadas. Podemos hoje, erradicado o mal das conjuras comuno-sindicalistas,
proclamar que a sobrevivência da Nação Brasileira se processou sob a
égide intocável do Estado de Direito.
Adaptado de Ata da Reunião Ordinária do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, 07/04/1964.
O apoio da Ordem dos Advogados do Brasil à deposição do presidente João Goulart (1961-1964),
como indicado no texto, insere-se no contexto de intensas polarizações de opiniões entre partidos
e associações.
Essas polarizações expressavam posicionamentos distintos acerca da seguinte proposta do governo
João Goulart:
Dirijo-me a todos os brasileiros, não apenas aos que conseguiram adquirir instrução nas
escolas, mas também aos milhões de irmãos nossos que dão ao Brasil mais do que recebem,
que pagam em sofrimento, em miséria, em privações, o direito de ser brasileiro e de trabalhar
sol a sol para a grandeza deste país. Aqui estão os meus amigos trabalhadores, na presença
das mais significativas organizações operárias e lideranças populares deste país. Àqueles
que reclamam do Presidente da República uma palavra tranquilizadora para a Nação, o
que posso dizer-lhes é que só conquistaremos a paz social pela justiça social. A maioria dos
brasileiros já não se conforma com uma ordem social imperfeita, injusta e desumana.
João Goulart, em comício no Rio de Janeiro, 13/03/1964.
Adaptado de jornalggn.com.br.
No evento conhecido como Comício da Central do Brasil, o Presidente João Goulart proferiu
discurso em que reafirmava algumas das propostas de seu governo, atendendo a demandas de
organizações sindicais.
A proposta desse governo mais diretamente associada à promoção da justiça social foi:
João Goulart, em comício no Rio de Janeiro, 13/03/1964.
Adaptado de jornalggn.com.br.
No evento conhecido como Comício da Central do Brasil, o Presidente João Goulart proferiu discurso em que reafirmava algumas das propostas de seu governo, atendendo a demandas de organizações sindicais.
A proposta desse governo mais diretamente associada à promoção da justiça social foi:

woodstock-memories.com
Na década de 1960, muitas expressões artísticas representaram uma postura crítica frente a
problemas da época, em especial os conflitos da Guerra Fria. Um exemplo é o Festival de
Woodstock, ocorrido em 1969 nos E.U.A., em cujo cartaz se lê “Três dias de paz e música".
Nesse contexto da década de 1960, destacava-se a denúncia sobre:

woodstock-memories.com
Na década de 1960, muitas expressões artísticas representaram uma postura crítica frente a problemas da época, em especial os conflitos da Guerra Fria. Um exemplo é o Festival de Woodstock, ocorrido em 1969 nos E.U.A., em cujo cartaz se lê “Três dias de paz e música". Nesse contexto da década de 1960, destacava-se a denúncia sobre:
As particularidades do período conhecido como “Milagre Econômico” foram caracterizadas por:

Juscelino Kubitschek e Emílio G. Médici são duas figuras representativas das décadas de 1950 e 1970. Essas duas décadas correspondem, respectivamente, aos seguintes contextos políticos no Brasil:

Os governos de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek foram momentos marcantes da história econômica brasileira, especialmente no que se refere ao desenvolvimento industrial do país.
Uma semelhança entre o processo de industrialização brasileiro verificado no governo de Vargas e no de JK está apontada em:
Uma semelhança entre o processo de industrialização brasileiro verificado no governo de Vargas e no de JK está apontada em:
