Questõesde UNESP sobre Conceitos Filosóficos

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UNESP 2013 - Filosofia - Conceitos Filosóficos


Na concepção do autor, o totalitarismo.

Governos que se metem na vida dos outros são governos autoritários. Na história temos dois grandes exemplos: o fascismo e o comunismo. Em nossa época existe uma outra tentação totalitária, aparentemente mais invisível e, por isso mesmo, talvez, mais perigosa: o "totalitarismo do bem". A saúde sempre foi um dos substantivos preferidos das almas e dos governos autoritários. Quem estudar os governos autoritários verá que a "vida cientificamente saudável" sempre foi uma das suas maiores paixões. E, aqui, o advérbio "cientificamente" é quase vago porque o que vem primeiro é mesmo o desejo de higienização de toda forma de vício, sujeira,enfim, de humanidade não correta. Nosso maior pecado contemporâneo é não reconhecer que a humanidade do humano está além do modo "correto" de viver. E vamos pagar caro por isso porque um mundo só de gente "saudável" é um mundo sem Eros.
A
é um sistema político exclusivamente relacionado com o fascismo e o comunismo
B
inexiste sob a égide de regimes políticos institucionalmente democráticos e liberais
C
depende necessariamente de controles de natureza policial e repressiva dos comportamentos
D
mobiliza a ciência para estabelecer critérios de natureza biopolítica sobre a vida.
E
estabelece regras de comportamento subordinadas à autonomia dos indivíduos
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UNESP 2013 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

No entender da autora do artigo, no âmbito psiquiátrico, a distinção entre comportamentos normais e anormais

A poderosa American Psychiatric Association (Associação Americana de Psiquiatria – APA) lançou neste final de semana a nova edição do que é conhecido como a “Bíblia da Psiquiatria”: o DSM-5. E, de imediato, virei doente mental. Não estou sozinha. Está cada vez mais difícil não se encaixar em uma ou várias doenças do manual. Se uma pesquisa já mostrou que quase metade dos adultos americanos teve pelo menos um transtorno psiquiátrico durante a vida, alguns críticos renomados desta quinta edição do manual têm afirmado que agora o número de pessoas com doenças mentais vai se multiplicar. E assim poderemos chegar a um impasse muito, mas muito fascinante, mas também muito perigoso: a psiquiatria conseguiria a façanha de transformar a “normalidade” em “anormalidade”. O “normal” seria ser “anormal”. Dá-se assim a um grupo de psiquiatras o poder – incomensurável – de definir o que é ser “normal”. E assim interferir direta e indiretamente na vida de todos, assim como nas políticas governamentais de saúde pública, com consequências e implicações que ainda precisam ser muito melhor analisadas e compreendidas. Sem esquecer, em nenhum momento sequer, que a definição das doenças mentais está intrinsecamente ligada a uma das indústrias mais lucrativas do mundo atual.
A
apresenta independência frente a condicionamentos de natureza material, histórica ou social
B
pressupõe o poder absoluto da ciência, em detrimento da relativização dos critérios de normalidade.
C
deriva sua autoridade e legitimidade científica de critérios empíricos e universais.
D
busca valorizar a necessidade de autonomia individual no que se refere à saúde mental.
E
estabelece normas essenciais para o progresso e aperfei- çoamento da espécie humana.
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UNESP 2013 - Filosofia - Conceitos Filosóficos, Filosofia da Cultura

O tema abordado pelo texto refere-se

Não somente os tipos das canções de sucesso, os astros, as novelas ressurgem ciclicamente como invariantes fixos, mas o conteúdo específico do espetáculo só varia na aparência. O fracasso temporário do herói, que ele sabe suportar como bom esportista que é; a boa palmada que a namorada recebe da mão forte do astro, são, como todos os detalhes, clichês prontos para serem empregados arbitrariamente aqui e ali e completamente definidos pela finalidade que lhes cabe no esquema. Desde o começo do filme já se sabe como ele termina, quem é recompensado, e, ao escutar a música ligeira, o ouvido treinado é perfeitamente capaz, desde os primeiros compassos, de adivinhar o desenvolvimento do tema e sente-se feliz quando ele tem lugar como previsto. O número médio de palavras é algo em que não se pode mexer. Sua produção é administrada por especialistas, e sua pequena diversidade permite reparti-las facilmente no escritório
A
ao conteúdo intelectualmente complexo das produções culturais de massa
B
à hegemonia da cultura americana nos meios de comunicação de massa.
C
ao monopólio da informação e da cultura por ministérios estatais.
D
ao aspecto positivo da democratização da cultura na sociedade de consumo.
E
aos procedimentos de transformação da cultura em meio de entretenimento.
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UNESP 2013 - Filosofia - Conceitos Filosóficos

Considerando o texto, é correto afirmar que, de acordo com o antropólogo Franz Boas,

Segundo Franz Boas, as pessoas diferem porque suas culturas diferem. De fato, é assim que deveríamos nos referir a elas: a cultura esquimó ou a cultura judaica, e não a raça esquimó ou a raça judaica. Apesar de toda a ênfase que deu à cultura, Boas não era um relativista que acreditava que todas as culturas eram equivalentes, nem um empirista que acreditava na tábula rasa. Ele considerava a civilização europeia superior às culturas tribais, insistindo apenas em que todos os povos eram capazes de atingi-la. Não negava que devia existir uma natureza humana universal ou que poderia haver diferenças entre as pessoas de um mesmo grupo étnico. O que importava para ele era a ideia de que todos os grupos étnicos são dotados das mesmas capacidades mentais básicas
A
os critérios para comparação entre as culturas são inteiramente relativos
B
a vida em estado de natureza é superior à vida civilizada.
C
as diferenças culturais podem ser avaliadas por critérios universalistas
D
as diferenças entre as culturas são biologicamente condicionadas

E
o progresso cultural é uma ilusão etnocêntrica europeia.