Questão e8aebefe-94
Prova:UNESP 2011
Disciplina:Geografia
Assunto:Geografia Física, Hidrografia

Estão corretas as afirmações

   A espinha dorsal do Egito é o resultado da união entre o Nilo Branco, que vem dos lagos da África Central, com o Nilo Azul, que desce as montanhas da Etiópia. Ele atravessa metade do Sudão e corta o Egito de sul a norte, até desaguar no Mediterrâneo.


Observe o mapa.



A partir da leitura do texto, da observação do mapa e de seus conhecimentos, analise as afirmações.


I. Há três milênios, uma vez por ano, entre julho e setembro, o degelo da neve nas montanhas da Etiópia e as fortes chuvas na região provocavam torrentes de água e lama que faziam o Nilo transbordar.


II. Atualmente, o comportamento do rio Nilo não mudou: ele recebe o mesmo volume de água de seus afluentes, especialmente depois da construção de barragens.


III. O Nilo era tão importante para a sobrevivência dos egípcios que eles o consideravam um deus. Esta civilização desenvolveu-se junto ao curso do rio, construindo diques e canais de irrigação.


IV. O rio Nilo percorre uma região desértica, que abrange apenas terras do Sudão e, no seu baixo curso, deságua no Mar Mediterrâneo, formando um extenso estuário.


A
I e III, apenas.
B
II e IV, apenas.
C
I, II e III, apenas.
D
II, III e IV, apenas.
E
I, II, III e IV.

Gabarito comentado

J
Jair CaldeiraMonitor do Qconcursos

Resposta: Alternativa A — I e III, apenas.

Tema central: dinâmica e importância histórica do rio Nilo — conhecimento sobre suas cheias históricas, alterações atuais (barragens) e formas costeiras (delta/estuário).

Resumo teórico: O Nilo apresenta grande dependência das chuvas das terras altas da Etiópia (principalmente o Nilo Azul) que, entre julho e setembro, geravam as cheias anuais que fertilizavam o solo do vale. A engenharia egípcia antiga (diques, canais, irrigação) e a religiosidade (culto a Hapi, por exemplo) demonstram a centralidade do rio. No século XX, obras como a Barragem de Assuã alteraram o regime natural das cheias e o transporte de sedimentos.

Por que I é verdadeira: Historicamente (há ~3.000 anos) as cheias anuais entre julho e setembro eram causadas pela estação chuvosa nas terras altas etíopes, que gerava torrentes e sedimentos que faziam o Nilo transbordar. (Fontes: Encyclopaedia Britannica — Nile; estudos sobre monções africanas).

Por que III é verdadeira: A civilização egípcia cresceu ao longo do rio, dependendo das cheias para agricultura; cultuavam o Nilo (ex.: deidade Hapi) e desenvolveram sistemas de diques e canais para regular a água e irrigar as terras.

Por que II é falsa: A afirmação de que o comportamento do Nilo não mudou é incorreta. A construção de grandes barragens (ex.: Alto Aswan Dam) regulou as cheias, reduziu a amplitude das enchentes anuais e alterou o transporte de sedimentos — portanto o regime hydrológico foi significativamente modificado.

Por que IV é falsa: O Nilo atravessa áreas desérticas de vários países (não “apenas terras do Sudão”) — sobretudo Sudão e Egito. No seu baixo curso deságua formando um DELTA no Mar Mediterrâneo (rede de distributários), não um extenso estuário típico de rios em que o mar invade um único canal profundo.

Dica de prova / estratégia: procure termos-chave e absolutos (“não mudou”, “apenas”); compare histórica vs. atual; saiba a diferença entre delta e estuário; lembre obras que alteraram rios (ex.: barragem de Assuã) como prova de mudança.

Fontes rápidas: Encyclopaedia Britannica — entradas “Nile” e “Aswan High Dam”; obras de geografia física sobre rios e deltas.

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