Um levantamento realizado pela organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica mostra que, em
pelo menos 7 estados brasileiros, a situação de 40% dos corpos hídricos é ruim ou péssima. Foram avaliados
96 córregos, rios e lagos. A pesquisa foi divulgada em março de 2014. Dos 11% que foram considerados
bons, todos estão localizados em áreas de proteção ambiental e mata ciliar preservada. No restante das
águas, a situação é considerada regular. Os estados englobados pelos pesquisadores foram São Paulo, Rio
de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo a Agência
Nacional de Águas (ANA), apenas 17 das 27 unidades federativas enviam dados de monitoramento. Entre os
dados com os quais se pode construir um histórico, a melhora da qualidade foi de apenas 8% e de piora, 5%.
Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica. Disponível em: . Acesso em: 15 out. 2019. Adaptado.
Considerando os seus conhecimentos e a abordagem do texto, é CORRETO inferir:
Gabarito comentado
Alternativa correta: C
Tema central: qualidade das águas superficiais e monitoramento hidrológico. A prova exige leitura atenta de dados (percentuais e localizações) e ligação entre evidências (poucos estados enviando dados; elevado percentual de águas em condição ruim) e interpretação sobre comprometimento institucional e ambiental.
Resumo teórico: a avaliação da qualidade dos corpos hídricos combina parâmetros físico-químicos, biológicos e sanitários. Órgãos como a Agência Nacional de Águas (ANA) coordenam sistemas de monitoramento; classificações e parâmetros de referência constam na Resolução CONAMA nº 357/2005. Indicadores fragmentados ou ausência de dados sinalizam falhas no monitoramento e potencial falta de políticas ou gestão efetiva.
Justificativa da alternativa C: o enunciado informa que apenas 17 das 27 unidades federativas enviam dados e que uma parte significativa dos corpos hídricos está em condição ruim/péssima. Esses fatos são evidência direta de falta de participação e comprometimento de alguns estados no monitoramento e, por consequência, na preservação da qualidade das águas. Logo, a inferência proposta em C está em consonância com os dados apresentados.
Análise das alternativas incorretas:
A — Incorreta. O texto afirma que os corpos hídricos considerados bons estão em áreas de proteção ambiental e mata ciliar preservada, não em áreas urbanas ou próximas às grandes cidades. Esta alternativa contradiz informação explícita do enunciado.
B — Incorreta. A afirmação diz “compreendem menos de 50%”. Mas 17 de 27 unidades federativas correspondem a ≈ 63% — portanto >50%. Aqui houve erro de cálculo/interpretativo: ler “apenas 17” como sinônimo de “menos da metade” é uma armadilha.
D — Incorreta. O texto relata melhora de apenas 8% e piora de 5% no histórico disponível. D afirma melhora superior a 60%, informação totalmente incompatível com os números fornecidos.
Estratégias de resolução:
- Leia com atenção frases-chave: “apenas”, “todos”, “em áreas de proteção”.
- Faça cálculos rápidos para checar percentuais (17/27 ≈ 0,63 → 63%).
- Diferencie inferência plausível (C) de extrapolações não sustentadas pelos dados (A, D).
Fontes úteis: Agência Nacional de Águas (ANA); SOS Mata Atlântica (relatórios sobre qualidade da água); Resolução CONAMA nº 357/2005 (classificação dos corpos d'água).
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