A única frase em que o pronome “o” está corretamente empregado é:
Gabarito comentado
Tema central da questão: A questão aborda regência verbal e emprego dos pronomes oblíquos átonos, conceitos essenciais da morfologia e gramática normativa. É necessário reconhecer se o verbo é transitivo direto ou transitivo indireto, para decidir pelo uso de “o” (objeto direto) ou “lhe” (objeto indireto).
Alternativa correta: E)
Explicação: O verbo implicar (no sentido de “envolver alguém em”) é transitivo direto, não exige preposição. Exemplo: “A acusação implicou o réu no caso.” Portanto, o uso do pronome "o" está correto: “Os próprios passageiros o implicaram no acidente.”
Referência: Evanildo Bechara, "Moderna Gramática Portuguesa", regência dos verbos e pronomes oblíquos.
Análise das alternativas incorretas:
A) Verbo permitir (quando no sentido de "dar permissão") exige objeto indireto (“permitir a alguém”). Portanto, deveria ser: “que lhe permitisse”. Uso de “o” incorreto aqui.
B) O verbo acontecer é intransitivo, não aceita objeto direto nem indireto, logo não cabe o uso de “o” nem “lhe”. Exemplo: “Nada de mal aconteceu.”
C) Aderir é transitivo indireto (aderir a algo), logo o correto seria “lhe aderiu”, nunca “aderiu-o”.
D) Verbo responder (“responder a alguém”) é transitivo indireto. O correto seria “que os jogadores lhe respondam”.
Estratégias para não errar:
- Sempre observe a regência do verbo: exige ou não preposição?
- Se não exige preposição e tem objeto direto, use “o”, “a”, “os”, “as”.
- Se exige preposição, use “lhe”, “lhes” (objeto indireto masculino ou feminino).
Atenção às pegadinhas: Muitos verbos mudam o sentido e a regência (“implicar” pode ser indireto: “isso implica em mudanças”, mas aqui é direto); observe sempre o contexto!
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