O governo [...] promoveu uma ampla atividade do Estado tanto no setor de infraestrutura como no incentivo direto à industrialização. Mas assumiu também a necessidade de atrair capitais estrangeiros, concedendo-lhes inclusive grandes facilidades. Desse modo a ideologia nacionalista perdia terreno para o desenvolvimentismo. [...] A legislação facilitou os investimentos estrangeiros em áreas consideradas prioritárias pelo governo: indústria automobilística, transportes aéreos e estradas de ferro, eletricidade e aço.”
Os elementos apresentados no texto acima, sobre um recorte temporal do processo de industrialização brasileiro, marcam:
Os elementos apresentados no texto acima, sobre um recorte temporal do processo de industrialização brasileiro, marcam:
Gabarito comentado
Alternativa correta: C — as metas do governo JK
Tema central: o enunciado descreve um período de forte ação estatal em infraestrutura combinado com políticas para atrair capital estrangeiro e estimular setores prioritários (automóvel, energia, aço, transportes) — quadro típico do Plano de Metas de Juscelino Kubitschek (1956‑1961).
Resumo teórico: Juscelino lançou o lema "50 anos em 5" e o Plano de Metas, que priorizou obras de infraestrutura e a instalação de indústrias de base e de bens de consumo duráveis, atraindo multinacionais mediante incentivos fiscais e facilidades legais. Foi um período desenvolvimentista, com combinação de intervencionismo estatal e abertura seletiva a capitais externos para acelerar a modernização.
Justificativa da alternativa C: os termos do enunciado — incentivo direto à industrialização, facilidades concedidas a capitais estrangeiros e prioridade a automóveis, eletricidade, aço e transportes — correspondem exatamente às metas e práticas do governo JK. Fontes: Plano de Metas (1956); análises de Celso Furtado e Boris Fausto sobre o período desenvolvimentista.
Análise das demais alternativas:
A — era Mauá: refere‑se ao século XIX (Irineu Evangelista de Sousa, Barão de Mauá), com iniciativas pioneiras de indústria e ferrovias privadas, sem o quadro de Plano de Metas nem a política desenvolvimentista dos anos 1950.
B — primeiro governo de Vargas: Getúlio Vargas (1930‑1945, 1951‑54) promoveu forte intervenção e nacionalismo econômico, com Estado fortalecendo indústrias, mas não caracterizou-se por incentivar maciçamente entrada de capital estrangeiro nas áreas listadas como fez JK; ao contrário, havia ênfase no nacionalismo e na substituição de importações.
D — efeitos da crise de 1929: a crise estimulou a substituição de importações e um processo de industrialização, sobretudo regional e orgânico, mas o trecho que menciona atração facilitada de capital estrangeiro e metas industriais específicas se vincula mais claramente ao plano governamental de JK.
E — anos do milagre econômico: o "milagre" (final dos anos 1960/início dos 1970) teve crescimento acelerado e investimento estrangeiro, mas o perfil de planejamento com o slogan "50 anos em 5" e o conjunto específico de metas é marca do governo Juscelino, não do regime militar.
Dica de prova: identifique palavras‑chave (ex.: "metas", "automobilística", "atrair capital estrangeiro", "50 anos em 5") e associe rapidamente a períodos/políticas públicas conhecidas. Atenção a termos como "nacionalista" vs "desenvolvimentista": muitas vezes aparecem juntos, mas indicam ênfases distintas — pegue a que o enunciado privilegia.
Fonte recomendada: Plano de Metas (1956); Celso Furtado, Formação Econômica do Brasil; Boris Fausto, História do Brasil — para contextualização e exemplos.
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