No título da música “Briga à toa” do compositor pernambucano Jorge de Altinho, transcrita no TEXTO, há um acento grave indicativo de crase que se justifica pelo fato de “à toa” ser uma locução adverbial
de modo. Assinale, entre as alternativas a seguir, aquela em que a afirmativa acerca da omissão ou o do
uso da crase está CORRETA.
Briga à toa – Jorge de Altinho
Briga à toa – Jorge de Altinho
Se você quer voltar pra mim
Tem que me dizer agora
Meu amor, vamos embora
Pois quem ama, não demora
A gente perde tempo à toa
Não tem briga boa, bom mesmo é amar
Você sofrendo, me querendo
E eu aqui roendo, doido pra voltar
Não adianta mais fingir
Que não dá mais pra ir na mesma direção
É bom a gente se entender
Pra depois não sofrer com a separação
Disponível: < https://www.letras.mus.br/jorge-de-altinho/briga-a-toa/>. Acesso em: 10 maio. 2017.
Briga à toa – Jorge de Altinho
Briga à toa – Jorge de Altinho Se você quer voltar pra mim
Tem que me dizer agora
Meu amor, vamos embora
Pois quem ama, não demora
A gente perde tempo à toa
Não tem briga boa, bom mesmo é amar
Você sofrendo, me querendo
E eu aqui roendo, doido pra voltar
Não adianta mais fingir
Que não dá mais pra ir na mesma direção
É bom a gente se entender
Pra depois não sofrer com a separação
Disponível: < https://www.letras.mus.br/jorge-de-altinho/briga-a-toa/>. Acesso em: 10 maio. 2017.
Gabarito comentado
Tema central: Uso da Crase – Regra de colocação da crase em locuções, nomes próprios, pronomes de tratamento e expressões adverbiais.
Análise da regra: A crase é a fusão da preposição a com o artigo feminino a ou com a vogal inicial de pronomes e locuções femininas. Seu uso está diretamente ligado à presença de ambos.
Como diz Evanildo Bechara: “O acento grave indica a fusão da preposição à com o artigo ou pronomes demonstrativos femininos”.
Alternativa Correta: B
Em a caneta, temos uma locução adverbial de instrumento feminina: “Todas as questões devem ser respondidas a caneta”.
Pela norma-padrão e segundo gramáticos como Cunha & Cintra e Rocha Lima, nesse caso, o uso da crase é facultativo. Alguns autores preferem sem crase, outros admitem: "a caneta" ou "à caneta". Portanto, não há erro em não usar crase neste contexto. A alternativa está correta.
Análise das alternativas incorretas:
A) Afirma que o uso da crase em “à medida que” é facultativo, mas está errado: em locuções conjuntivas como à medida que, a crase é obrigatória. Cuidado com essa pegadinha!
C) Antes de nomes próprios femininos (“à Paula”), o uso da crase é facultativo conforme os principais autores de gramática. A alternativa erra ao afirmar que é “obrigatório”.
D) Corretamente indica não usar crase antes de nome masculino (“à Carlinhos de Jesus”), porém sugere um uso que não tem contexto no texto. O erro aqui é o sentido: a expressão exigiria “ao estilo de Carlinhos”, não “à Carlinhos”.
E) Em pronomes de tratamento como Vossa Senhoria, não se usa crase (exceção para senhora, senhorita, dona). A alternativa erra ao justificar o uso da crase nesse caso.
Resumo para a prova: Fique atento ao tipo de expressão. Locuções adverbiais de instrumento: crase facultativa. Locuções conjuntivas femininas: crase obrigatória. Nomes próprios femininos: crase facultativa. Pronomes de tratamento: em geral, não ocorre crase.
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